O papel do adulto junto às emoções na infância

O papel do adulto junto às emoções na infância

Atualizado em 08/02/2021
Por Mariana Wierman

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Ansiedade, problemas psicossomáticos, baixa tolerância à frustração e falta de assertividade são algumas das consequências da inabilidade em lidar com as emoções.

O reconhecimento das emoções é importante para o autoconhecimento, saber identificar e lidar da melhor maneira com seus sentimentos e com as diversas situações que vivenciamos. Para isso, é fundamental trabalhar as emoções desde cedo. 

A falta de manejo emocional pode acarretar dificuldades na vida adulta, como insegurança, baixa autoestima, problemas para se relacionar, tanto a nível social, profissional quanto amoroso, baixa tolerância a frustração, a ser contrariado, agressividade, entre outros.

Emoções são estados internos inerentes a todos os seres humanos, e algumas, as emoções básicas, estão presentes até em outros animais. Nos seres humanos, as emoções são determinadas por sensações, pensamentos e comportamentos.

Identificar as emoções, ter consciência dos próprios estados emocionais é o primeiro passo para desenvolver habilidades emocionais, tais como regulação emocional, autocontrole, empatia. 

Portanto, investir na educação emocional, ajudar as crianças a reconhecer, aceitar e lidar de forma assertiva com as emoções favorecerá um desenvolvimento mental mais saudável. 

Comece esse caminho exercitando a escuta ativa. Este é um método que permite desenvolver desde cedo a empatia, que ajuda a criança a estabelecer confiança junto àqueles que a cercam, reduz a ansiedade, colabora para um desenvolvimento saudável, formando pessoas seguras, certas de suas escolhas, conscientes, com elevado autoconhecimento, que conseguem enxergar além.

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E como fazer isso?

  1. Quando for falar com a criança abaixe-se à altura dela e fale olhando em seus olhos;
  2. Não ignore as falas e sentimentos que as crianças trazem, é importante validá-los, mostrar que se importa, acolher e ajudar nesse manejo, se preciso;
  3. Responda aos questionamentos, as crianças estão a todo momento descobrindo coisas novas, aprendendo, e podem se sentir perdidas às vezes. Deixá-las sem respostas pode gerar insegurança, medo, ansiedade. Não tenha vergonha em dizer que não sabe alguma resposta, não temos que saber tudo. Isso também será um aprendizado para ela, ela irá compreender que tudo bem não saber às vezes.
  4. Ajude-a a entender suas emoções, a identificá-las e nomear, a ter consciência que todas as pessoas sentem qualquer emoção, agradáveis e desagradáveis, e que isso é normal (é normal ficar triste, é normal sentir raiva e medo…).

Ao conversar sobre as emoções e ter empatia para com a criança principalmente nos momentos de crise, à medida que ela for se desenvolvendo, crescendo, e adquirir maturidade neurológica, ela saberá lidar melhor com as situações. 

Lembre-se que as crianças estão em desenvolvimento, seu cérebro ainda está se formando, e muitas coisas estão além da sua capacidade cognitiva. Por isso, antes de exigir que ela se comporte de tal maneira, considere esses fatores. Se o próprio adulto muitas vezes tem dificuldade para controlar seus impulsos ou lidar com certas emoções, porque exigiríamos isso de uma criança?

Quais os comportamentos dos cuidadores podem interferir positivamente no desenvolvimento da educação emocional da criança?

  • Reação às emoções da criança: quando há expressão emocional positiva, espaço para expor as emoções, quando a criança se sente à vontade para se expressar sem ameaça de punição. Esse contexto tende a promover o desenvolvimento saudável das emoções;
  • Dialogar sobre as emoções e comportamentos das pessoas, sobre o que observe e vivencia em casa e em outros ambientes; 
  • Maneira como expressam as próprias emoções: modelo, a criança observa e copia a expressão emocional dos cuidadores, seus comportamentos/reações, ela aprende como se colocar no contexto familiar, o que é aceitável e desejável. Isso interfere na qualidade das relações interpessoais e da expressão de afeto positivo.

E quais comportamentos podem ser prejudiciais?

  • Ignorar, ridicularizar ou banalizar os comportamentos e expressões emocionais da criança, como chamá-la de feia, dizer que está exagerando ou agir como se nada tivesse acontecido;
  • Criticar ou aplicar punição nas demonstrações de emoções desagradáveis;
  • Desaprovar uma demonstração de algo que a está incomodando, como pedir para engolir o choro;
  • Aceitar incondicionalmente expressões desadaptativas sem orientar, dialogar e buscar alternativas para ajudar a criança a lidar com aquela situação de uma forma melhor, com menos sofrimento.

Como já foi dito, as crianças estão em fase de desenvolvimento, ainda estão aprendendo sobre si e sobre o mundo, estão vivenciando as emoções e tudo que as cercam sem compreender, buscando assimilar, testando, e os adultos devem orientar nesse aprendizado. 

Vamos então resumir os comportamentos que ajudam no desenvolvimento da educação emocional positiva:

  1. Praticar com a criança exercícios de respiração e relaxamento;
  2. Incentivar o diálogo;
  3. Ter para com a criança uma escuta ativa, empática;
  4. Dar o exemplo, ser modelo de conduta;
  5. Contestar pensamentos disfuncionais, negativos;
  6. Ensinar uma visão positiva;
  7. Valorizar as conquistas e os bons comportamentos;
  8. Não focar nas dificuldades, ensiná-las manejos e recursos para gerir essas situações.

Trabalhar de forma adequada as emoções na infância é fortalecer a saúde mental dos pequenos e prevenir problemas no futuro! 

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Psicóloga formada pela UFJF, especialista em Terapia cognitivo-comportamental. Experiência na área de projetos sociais, incluindo crianças e adolescentes típicos e atípicos, e pós-graduanda em Neuropsicologia. Atendo crianças e adolescentes e sou apaixonada pelo que faço. É uma realização ver cada paciente e seu núcleo familiar bem, fortalecido, feliz! Adoro estar com minha família. Nas horas vagas gosto de estudar, fazer trabalho voluntário e assistir TV. Meu lugar preferido é perto do mar.
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Psicóloga formada pela UFJF, especialista em Terapia cognitivo-comportamental. Experiência na área de projetos sociais, incluindo crianças e adolescentes típicos e atípicos, e pós-graduanda em Neuropsicologia. Atendo crianças e adolescentes e sou apaixonada pelo que faço. É uma realização ver cada paciente e seu núcleo familiar bem, fortalecido, feliz! Adoro estar com minha família. Nas horas vagas gosto de estudar, fazer trabalho voluntário e assistir TV. Meu lugar preferido é perto do mar.

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