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A terapia cognitiva foi desenvolvida por Aaron Beck, direcionada a resolver problemas atuais dos pacientes e a modificar os pensamentos e comportamentos disfuncionais dos mesmos. 

O modelo cognitivo levanta a hipótese de que as emoções e os comportamentos das pessoas são influenciados por sua percepção e interpretação dos eventos e não somente pelo evento em si. Ou seja, o modo como as pessoas sentem está associado ao modo como elas interpretam e pensam sobre uma situação, sendo suas respostas emocionais intermediadas por sua percepção da mesma.  Esses pensamentos são relacionados aos tipos de crenças que cada pessoa tem.

As crenças são ideias ou esquemas que as pessoas desenvolvem desde a infância sobre si mesmas, as outras pessoas e seus mundos. As crenças são uma forma que a criança tem de extrair sentido do seu ambiente. São entendimentos que são tão fundamentais e profundos que as pessoas frequentemente não os questionam e os consideram como verdades absolutas. Usualmente se valem dos ditos “sempre foi assim” ou ”eu sempre fui assim”.

As crenças centrais são as ideias mais centrais da pessoa a respeito dela mesma, de outras pessoas e seus mundos. São usualmente globais, supergeneralizadas e absolutistas. Quando ativadas, o paciente facilmente identifica informações que a apoiam e distorcem as que não se enquadram no estilo de sua crença.  

Na Terapia Cognitiva, as crenças centrais podem ser: DESAMPARO, DESAMOR e DESVALOR e o que ativa cada crença é:

Na crença de DESAMPARO a pessoa tem uma certeza (irracional/inconsciente) de que é incompetente e sempre será um fracassado.

Na crença de DESAMOR a pessoa tem a certeza (irracional/inconsciente) de que será rejeitada.

Na crença de DESVALOR a pessoa acredita ser inaceitável, sem valor algum.

Para verificar qual ideia está mais enraizada no seu funcionamento psicológico é possível analisar os tipos de pensamentos que você costuma ter com mais frequência.

Pensamentos automáticos da crença de desamparo:

* Sou inadequado, ineficiente, incompetente;

* Eu não consigo me proteger;

* Eu não consigo mudar;

* Eu não tenho atitude;

* Sou uma vítima;

* Sou carente;

* Eu estou sem saída;

* Não sou bom o suficiente;

* Não sou igual aos outros.

Pensamentos automáticos da crença de desamor:

* Sou diferente, indesejável, feio, monótono, não tenho nada a oferecer;

* Não sou amado, querido; 

* Sou negligenciado;

* Sempre serei rejeitado, abandonado, sempre estarei sozinho;

* Sou diferente, imperfeito, não sou bom o suficiente para ser amado.

Pensamentos automáticos da crença de desvalor:

* Não tenho valor;

* Sou inaceitável;

* Sou mau, louco, derrotado;

* Sou um nada mesmo, sou um lixo;

* Sou cruel, perigosos, venenoso, maligno;

* Não mereço viver.

As crenças tendem a se fortificarem quando a pessoa foca sua atenção para os dados que confirmam sua visão negativa e não conseguem perceber as situações da vida com outro ponto de vista. Esse processo ocorre involuntariamente e automaticamente, gerando sofrimento psicológico e/ou transtornos psicológicos significativos.

Essas crenças podem ser:

  1. Em relação a si mesmo: citado acima.
  2. Em relação aos outros: os outros são categorizados de maneira inflexível. São vistos como desprezíveis, frios, prejudiciais, ameaçadores e manipuladores.

Também é possível desenvolver uma crença positiva em relação aos outros e em detrimento a si mesmo: as pessoas são superiores, muito eficientes, amáveis e úteis (diferente de si mesmo).

  1. Em relação ao mundo: o mundo é injusto, hostil, imprevisível, incontrolável, perigoso.

Mas e aí? Como é possível nos libertarmos dessa ideia que nos acompanha desde a infância/adolescência?

O primeiro passo é a tomada de consciência da ativação das crenças. Somente à partir dessa nova percepção é que é possível operar mudanças.

E, neste sentido, a Terapia Cognitiva Comportamental possui ferramentas e técnicas capazes de habilitar a pessoa a desativar suas crenças e esquemas mentais, proporcionando assim, uma vida mais saudável.

Fontes:

BECK, Judith S., Terapia Cognitiva, Teoria e prática. Artmed, São Paulo, 1997 in https://psicologado.com.br/abordagens/psicologia-cognitiva/introducao-ao-modelo-cognitivo

https://noranadirsoares.site.med.br/index.asp?PageName=crencas-centrais

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