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São muitos os pais que conhecem a importância de seus filhos expressarem corretamente suas emoções. Portanto, devem saber entendê-las, interpretá-las e aceitá-las como parte de sua vida e de seu mundo.

É lógico que toda criança precisa de uma inteligência emocional que ajude a sentir os laços que a unem com as pessoas que ela ama. Isso vai dar a ela um maior bem-estar, mais felicidade e uma melhor autonomia e responsabilidade

Mas, como conseguimos desenvolver nossos filhos de forma emocionalmente inteligente? Para isso, vamos conhecer algumas dicas oferecidas pela professora Esther García, docente do Mestrado em Inteligência Emocional da Universidade de Barcelona.

A educação emocional e seus segredos

De acordo com a professora Esther García, as relações interpessoais são fatores básicos no bem-estar emocional dos seres humanos. A felicidade de um adulto ou de uma criança depende da sua capacidade de desenvolver competências que o torne emocionalmente inteligente em suas relações.

Identificando emoções

A primeira coisa sugerida pela professora García para criar filhos emocionalmente inteligentes é a tomada de consciência. Ou seja, tanto como educadores quanto como “alunos” devemos conhecer nossas próprias emoções, suas consequências e como lidar com elas.

Para dar este passo, precisamos fazer perguntas sobre nossos sentimentos: por que eles acontecem, como chegamos a eles e o que podemos fazer para corrigi-los ou potencializá-los. Só assim podemos verbalizá-los e defini-los, e as crianças devem realizar seus próprios processos.

Lidando com as emoções

A segunda coisa importante está relacionada com a forma como lidamos com as emoções. Uma vez identificadas e compreendidas, precisamos saber lidar com elas. Sejam elas positivas ou negativas, é preciso rotular e dar nome a elas, para que possamos ser capazes de sempre localizá-las e verbalizá-las.

Chegado este instante, aparece o momento de aceitar as emoções, pois elas são legítimas e pessoais. É a parte na qual é preciso trabalhar o comportamento derivado delas. Assim, ajudaremos as crianças a não agir de forma impulsiva ou com pressa.

Uso da empatia

Para ensinar as crianças a reconhecer suas emoções, lidar com elas e adquirir inteligência, temos que manter nossa empatia ativa. É preciso saber como a criança se sente e que mecanismos ela tem, segundo sua idade, para canalizar esta enorme tempestade de emoções e sentimentos, que costumam ser muito volúveis e pouco controlados.

É necessário se conectar com a criança, saber como agir, tentar se colocar em seu lugar e sempre usar a empatia, a paciência e a compreensão. Lembre-se de que, o que para você pode ser pequeno, talvez seja um problema enorme para a criança. Respeite sempre a criança e crie um clima adequado para estabelecer a comunicação correta.

Como praticar a educação emocional infantil

Entre as atividades que a professora Esther García recomenda para alcançar uma correta educação emocional infantil, podemos destacar:

  • Fazer desenhos expressivos emocionalmente;
  • Escrever diários emocionais;
  • Imitação de emoções;
  • Identificação de emoções e localização de motivos de forma conjunta;
  • Leitura de textos e contos que permitam identificar emoções;
  • Escutar ou tocar algum instrumento musical ou cantar;
  • Participar de jogos que ajudem a melhorar a comunicação e a forma de lidar com as frustrações;
  • Potencializar o contato físico entre as crianças e seus pais.
  • A felicidade e o bem-estar dos nossos filhos dependem de uma educação emocional infantil adequada. Se eles aprenderem a viver com suas emoções e sentimentos mais do que com suas posses, estaremos formando pessoas mais plenas, autônomas, responsáveis e alegres, o que retorna em seu benefício e, por extensão, em benefício de todos

FONTE:https://amenteemaravilhosa.com.br/educacao-emocional-infantil/

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Redatora Casule
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