Aspectos psicológicos da enxaqueca

Aspectos psicológicos da enxaqueca

Atualizado em 10/07/2020
Por Redatora Casule

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Aspectos psicológicos da enxaqueca

Muito provavelmente, você que está lendo este texto já teve algum episódio de cefaleia ou sofre de enxaqueca. A cefaleia significa dor de cabeça, o que é diferente de enxaqueca. A enxaqueca é uma doença cerebral que tem como um dos seus sintomas a dor de cabeça ou cefaleia. As pessoas que têm enxaqueca têm uma hipersensibilidade cerebral, o que significa que o cérebro é mais sensível aos estímulos como barulhos, perfumes, luminosidades e alimentos. Essa sensibilidade anormal e hiper excitada é herdada geneticamente. 

A enxaqueca é o cérebro superestimulado, é uma sobrecarga de energia no cérebro que melhora com atitudes que diminuem os estímulos como baixar a intensidade da luz, dos sons ambientes e perfumes.

De cada 10 pessoas, 09 têm dor de cabeça e normalmente por mais de 180 dias por ano, 5% são mulheres e 3% homens. Ao contrário do que muitos acreditam, crianças também sentem dor de cabeça. Até os 7 anos de idade, 40% dos pequenos já tiveram dor de cabeça e até os 15 anos, 70% já tiveram algum tipo desta dor, segundo dados médicos.

Como muitas das crianças usam a estratégia de dormir quando estão com cefaléia – o que funciona para aplacar a dor – acabam por favorecer que os pais não atentem para a frequência da dor.

Apesar de a causa da enxaqueca ser neurológica e não psicológica, os pensamentos, as emoções e o modo de enxergar e de interpretar as situações podem piorar a dor. A catastrofização é uma distorção cognitiva muito comum em pessoas portadoras de enxaqueca, por exemplo, muitas vezes quando a dor é muito intensa, a pessoa pode achar que está tendo um AVC ou um aneurisma, o que pode fazer com que a crise seja potencializada, além de favorecer o aparecimento de um estado ansioso. Quanto mais catastrófico for o pensamento, maior o número de crises de enxaqueca, mais fortes elas serão e durarão por um tempo maior. 

A dor crônica leva a não querer fazer atividade física, o que leva ao sedentarismo, sensação de cansaço, alteração do sono, fadiga, piora do humor e mais dor. O que se torna um ciclo mantenedor da enxaqueca

O sono também é muito relacionado à enxaqueca. Dormir demais ou pouco, ter o sono interrompido, horários irregulares de dormir e acordar e qualidade pobre de sono são gatilhos que podem desencadear crises ou piorar a dor. Por exemplo, acordar com enxaqueca é um sinal de que o sono não foi bom, apesar de você talvez pensar que dormiu bem a noite toda. Os chamados micro despertares podem acontecer sem que se dê conta e então você acorda dizendo que não entende por que dormiu a noite toda e acordou cansado(a). É importante saber que é durante o sono que a atividade cerebral se reorganiza.

A ansiedade é relatada nas pesquisas como a condição psicológica que tem maior relação com a enxaqueca.

Segundo a Associação Brasileira de Cefaléia em Salvas e Enxaqueca, os sintomas mais comuns de ansiedade são: 

– Não ser capaz de parar ou controlar a preocupação;

– Dificuldade para relaxar;

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– Sentir-se ansioso, nervoso ou no limite;

– Preocupar-se muito com diversas coisas.

A depressão também se relaciona com a enxaqueca. Os sintomas físicos da depressão como fadiga, insônia, alteração no peso e dificuldade de concentração têm mais relação com a enxaqueca do que os sintomas psíquicos tais como tristeza, perda de interesse, alteração no apetite ou pensamentos relacionados à morte.

Os Sintomas comuns de depressão em quem tem enxaqueca, são:

– Mudança do apetite para mais ou para menos;

Sentir-se cansado ou com pouca energia;

– Dificuldade para iniciar ou manter o sono ou dormir demais.

A boa notícia é que pequenas mudanças no nível de ansiedade e depressão já fazem diferença na frequência e na intensidade da enxaqueca. A enxaqueca é um fator que influencia a depressão e a ansiedade assim como a depressão e a ansiedade influenciam o aparecimento de enxaqueca. É uma via de mão dupla.

Ansiedade e depressão estão mais associadas à enxaqueca com aura, que é relatada como assustadora, um sintoma que aparece antes da crise com sensações de formigamento, visão turva e pode durar até 1 hora. 

Enxaqueca e tratamento psicológico

O tratamento psicoterápico envolve melhorar a relação da pessoa com a própria dor, identificar o medo de novas crises o que gera ansiedade e alimenta o ciclo de dor, tratamento da ansiedade e depressão quando são comorbidades com a enxaqueca, identificar gatilhos e estressores, além da prevenção de crises promovendo um equilíbrio de afazeres diários, o estímulo de diferentes áreas do cérebro como aprender uma nova habilidade e hábitos saudáveis.

Técnicas de relaxamento são muito eficazes para prevenir crises e para serem praticadas no momento da dor, o que ativa o sistema nervoso parassimpático fazendo com que a atividade cerebral se acalme sendo possível melhorar a absorção do medicamento. 

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