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Todos já passaram, ou conhecem alguém que passou, por um estado de estresse significativo. O desconforto e os impactos na saúde física e mental também são muito discutidos. Mas o que de fato ocorre quando estamos sob esse estado?

O ser humano organiza-se cognitivamente para representar, dar sentido e então responder ao contexto, incluindo ambientes físicos e sociais. Dessa forma, funciona a partir de tal organização, e para isso tem estratégias e automatismos que vão potencializando sua ação sobre esse contexto. E o que ocorre quando mudamos bruscamente esse contexto, ou quando sofremos algum tipo de pressão para uma tarefa ou desempenho, tidos como desafiadores? Diante de mudanças e alterações necessárias nesses padrões, passamos por um processo de reorganização e adaptação ao novo cenário. 

A adaptação é o processo que permite ao ser humano adequar-se ao seu ambiente e contexto. Para isso, ocorrem alterações que envolvem os sistemas nervoso, endócrino e imunológico, como mecanismo de regulação e ajuste do organismo frente ao desafio enfrentado.  

É possível subdividir o processo de estresse em três etapas: 1) Alarme ou alerta, que se refere a ruptura do equilíbrio interno do organismo para enfrentar o agente estressor.  Nesta fase, atua como agente principal o Sistema Nervoso Autônomo, que promove a liberação de vários neurotransmissores em diversos órgãos-alvo, desencadeando a liberação de hormônios específicos (como a adrenalina e noradrenalina, por exemplo); 2) Resistência, que pode ser entendida como um conjunto de reações comportamentais e fisiológicas que buscam manter alto desempenho, físico e cognitivo, a fim de minimizar ou eliminar o agente estressor, sendo a liberação de cortisol uma marca dessa fase; 3) Exaustão, que ocorre quando o agente estressor se mantém, provocando uma sobrecarga e cronicidade do processo. 

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Os diferentes impactos desse funcionamento variam de acordo com a forma em que a pessoa vivencia o momento. Fatores como a magnitude e frequência do agente estressor, componentes ambientais e genéticos, bem como o paciente interpreta, avalia e elabora estratégias de enfrentamento possuem influência na experiência de estresse. 

A ansiedade é uma emoção altamente associada ao estresse, e trata-se da necessidade de preparo e proteção relacionada a um risco futuro, muito comum em situações de baixa previsibilidade ou risco iminente. Ela prepara a pessoa para reagir ao agente estressor, enfrentando-o ou fugindo. Sua experiência é desconfortável, com sensações fisiológicas marcantes, o que leva a pessoa a não se relacionar bem com sua presença. 

As avaliações e percepções frente às situações são pontos essenciais no trabalho da cronicidade do estresse e ansiedade patológica. Na busca por segurança, algumas pessoas superestimam seu poder de controle sobre os eventos, levando-as a um estresse que persiste, já que tal controle é inatingível, chegando à exaustão e níveis de ansiedade intensos. A dificuldade em lidar com a ansiedade pode potencializar o aumento de outros estados emocionais, promovendo dificuldade na regulação emocional. Assim, a saúde, em seus aspectos físicos e mentais, fica ameaçada pela maneira de experimentar esses processos, que a princípio são naturais, mas podem se intensificar. 

A filtragem dos eventos controláveis e não controláveis, bem como a aceitação desses últimos, são fatores importantes para a regulação emocional. A experiência da ansiedade como emoção, e não ameaça, também auxilia na tolerância ao desconforto interno e manutenção de taxas proporcionais desse estado emocional. 

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