Síndrome da Boazinha- Você já ouviu falar sobre ela

Síndrome da Boazinha: Você já ouviu falar sobre ela?

Atualizado em 24/03/2021
Por Christiane Alves

Síndrome da Boazinha: Você já ouviu falar sobre ela?

Atualizado em 24/03/2021
Por Christiane Alves
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Síndrome da Boazinha: Você já ouviu falar sobre ela?

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Você conhece alguém que sempre precisa da aprovação do outro, que se colocam em segundo plano, necessitam agradar todos ao redor e sentem dificuldade em dizer não, mesmo que não tenha tempo ou não tenha interesse para atender tais solicitações? Se sim, talvez você sofra com a “Síndrome da Boazinha”.

Na verdade, apesar de não ser uma doença reconhecida em manuais de psiquiatria, a “Síndrome da Boazinha” é um padrão de comportamento proposto pela psicóloga Harriet B. Braiker em seu Best Seller. Ela utiliza essa metáfora para ilustrar as pessoas que criam a regra de agradar todo mundo a todo momento como forma de evitar conflitos ou por medo de serem rejeitadas, abandonadas ou não amadas, pois se eu desagrado alguém eu automaticamente perco o meu valor. Ou seja, para elas seu valor está nas coisas que fazem pelos outros e não em quem são.

Mas, de onde surge esse comportamento?

Vale destacar que apesar desse comportamento atingir mais as mulheres, uma vez que nossa sociedade ainda carrega a ideia de que as mulheres devem atender os desejos e necessidades do outro, os homens também podem sofrer com essa condição. 

Esse padrão de comportamento geralmente surge na infância devido a necessidades básicas que não foram atendidas, crenças limitantes ou educação extremamente rígida e agressiva. Nesse sentido, a criança cresce com a convicção de que se não atender os desejos dos pais não serão amados, pois para eles o amor está associado à obediência às regras, caso contrário serão punidos. Com isso, tornam-se adultos inseguros, com autoestima baixa, com dificuldade de expressar suas necessidades e sentimentos e sentem medo de serem mal vistos, de ficarem sozinhos ou de não atender as demandas alheias.

Quais prejuízos eu tenho com esse comportamento?

A princípio, não há nada de errado em querer agradar quem amamos. O problema é quando essa atitude começa a gerar na pessoa uma preocupação excessiva em sempre corresponder às expectativas alheias, estresse, sensação de esgotamento, sente-se sobrecarregada de atividades. Ela também negligencia as próprias necessidades e interesses, isto é, ela deixa de se ouvir, esquece seus objetivos, sente-se insatisfeita, angustiada e frustrada por não atingi-los. Tudo isso causa efeitos desastrosos sobre a sua saúde mental e física como, por exemplo, dores crônicas, doenças, transtornos psiquiátricos como ansiedade, depressão e até algumas compulsões como a alimentar e por compras.

Além disso, as pessoas que sofrem com a “Síndrome da Boazinha” também têm dificuldades nos relacionamentos familiares, profissionais e, principalmente, nas relações amorosas. Justamente por não se expressarem, não impor limites, frequentemente são enganadas, usadas e ainda correm o risco de sofrerem em relacionamentos tóxicos, abusivos ou de realmente serem abandonadas, pois nem todo mundo consegue tolerar esse comportamento por muito tempo.

Vale lembrar também que quando você tem vontade de dizer não pro outro, mas ainda assim você diz sim, na verdade, você está dizendo não para si mesmo(a). Dessa forma, nem você amadurece porque fica o tempo todo fazendo o que o outro espera de você,  nem o outro amadurece, pois lidar com não, lidar com a frustração faz parte do processo de amadurecimento.

Me identifiquei com esse comportamento, e agora?

Mudar esse padrão de comportamento nem sempre é um processo fácil, mas é possível. Contudo, algumas dicas paliativas também podem te ajudar a lidar melhor com essa situação:

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Seja assertivo(a)

A primeira dica para começar a romper com esse padrão de comportamento é falar sobre você e não do outro, pois dessa forma a sua opinião não será interpretada como uma crítica, mas como mais uma possibilidade de interpretar a situação.

Pense antes de falar

Evite dar respostas imediatas e ensaie frases ou estratégias que possam te ajudar a ganhar tempo, por exemplo “Maria, no momento estou ocupada, te ligo em breve para te dar uma resposta.”. Assim, você evita responder no calor das emoções e ganha tempo para considerar todas as opções.

Identifique os prós e os contras de cada opção

Essa também é uma dica importante, portanto escreva num papel todos os benefícios e prejuízos de cada uma das suas opções. Dessa forma, você ficará muito mais seguro(a) para dar a sua resposta seja ela um “sim”, um “não” ou fazer uma nova sugestão.

Compreenda que o seu valor não está no que você faz

Pessoas que dizem não de forma assertiva sabem seu valor, sabem seus limites, é uma pessoa segura. Aprenda a dizer sim a você mesmo e não para aquilo que não é importante ou não faz sentido para você.

Por fim, ao perceber que essa situação está te causando algum sofrimento, procure imediatamente um profissional, psicólogo ou psicoterapeuta para te ajudar com essa dificuldade e realizar alguns ajustes para que as coisas voltem ao equilíbrio.

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Christiane Alves, aqui no Blog.
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