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Caracterizada por medos irracionais de estar doente, a hipocondria se define como um quadro psicológico em que se tem receios excessivos e não realistas de ter determinado sintoma ou condição de saúde que possa ameaçar sua vida e ainda não foi diagnosticado. A pessoa se imagina doente, nota sinais que não existem, se identifica com sintomas descritos por outras pessoas e passam a considerar que também possuem esta doença. Ficam obcecadas com suas funções corporais e interpretam sensações naturais (como batimentos cardíacos) ou mínimas alterações (coriza, dores ou ínguas) como sintomas de complicações médicas graves.

Não há doenças específicas relacionadas às desconfianças dos hipocondríacos. Qualquer enfermidade pode se tornar algo de desconfiança para quem sofre com a hipocondria, como problemas cardíacos, câncer, dengue, febre amarela, doenças vasculares, etc. Importante também ressaltar que é uma doença mental que pode se manifestar em homens e mulheres, e mesmo sendo comum em se desenvolver no inpicio da fase adulta abrange todas as faixas etárias, inclusive a infância.

A última edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), classificou dois tipos de hipocondria e trocou por transtorno de ansiedade de doenças (o hipocondríaco que não sente nenhum sintoma) ou transtorno de sintomas somáticos (o hipocondríaco que sente alguma coisa, uma tonteira, por exemplo, e supervaloriza o sintoma).

Alguns sintomas típicos da hipocondria são:

 

  • Falar diversas vezes sobre seus sintomas ou das doenças de que suspeita ter;
  • Ler sobre alguma condição médica e passar a sentir seus sintomas;
  • Ter um medo intenso ou ansiedade prolongados de ter uma doença grave;
  • Preocupar-se que os menores sintomas e sensações físicas podem significar uma doença grave;
  • Constante autoexame;
  • Procurar médicos repetidamente ou fazer exames complexos com frequência, como ressonâncias magnéticas e ecocardiogramas;
  • Sensação de ser portador de uma doença grave;
  • Trocar de médico constantemente, sempre buscando uma segunda opinião que indique uma condição grave;
  • Checar frequentemente o corpo em busca de problemas.

 

Se não tratados e avaliados devidamente, os hipocondríacos podem sofrer com demais problemas desencadeador pela doença como ataque de pânico, medo excessivo de morrer, depressão, prejuízo nas relações interpessoais, fadiga crônica. O hipocondríaco costuma, também, ser muito autocentrado, mantendo a observação em si mesmo, com foco constantemente avaliando suas próprias sensações corporais e diagnosticando doenças inexistentes.

Assim, torna-se essencial a busca por um tratamento adequado com a ajuda de profissionais. Dentro da psicoterapia, o terapeuta irá conscientizar a pessoa sobre seu real problema e motivá-la a deixar sua preocupação desproporcional com doenças. A psicoterapia pode ser uma oportunidade para aprender a reinterpretar os sintomas e substituir os pensamentos disfuncionais por outros mais adaptados. A pessoa poderá identificar o que a tornou hipocondríaca. O psicoterapeuta também pode ajudar a entender sua própria historia de vida, conhecendo a si mesmo e usar essa compreensão para seu crescimento pessoal como um todo. A associação com um psiquiatra e uso de medicamentos também podem ser de grande valia em muitos casos.

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