Muitas vezes nos deparamos com dificuldades em emagrecer e obter resultados positivos nesse aspecto.  Estranhamos essa dificuldade, já que pra emagrecer, parece claro que precisamos cuidar da alimentação e praticar atividades físicas. Parece simples e até óbvio porém, existem outros fatores que influenciam nesse processo, que nos dificultam até mesmo em seguir dietas e praticar as atividades necessárias, e um deles é a nossa forma de pensar e se comportar diante desse “estilo de vida” mais saudável. “Não só com restrição e malhação se perde peso”.  É necessário trabalhar a cabeça a favor do processo. Emagrecer exige mudança comportamental e cognitiva, uma modificação no jeito de pensar. 

A sociedade está culturalmente aliada ao comer como bem estar. Se estamos felizes e queremos comemorar, comemos algo gostoso. Quando algo ruim acontece e estamos chateados, optamos por comer para melhorar o humor. Se nos reunimos com os amigos ou com a família petiscamos alguma coisa também. Além da cultura, muitas vezes o alimento aparece através da distração ou do hábito: pego um material para estudar ou trabalhar em casa e, quando percebo, já estou “beliscando” alguma coisa enquanto produzo. Se estamos ansiosos por uma resposta importante, escolhemos a comida como fonte de descarregar e aliviar essa ansiedade… Enfim! Existem inúmeros fatores que comumente nos aproximam do alimento, mesmo que não haja necessidade. 

Porém, comer não consiste em uma ação automática. Processos automáticos são processo involuntários, como os batimentos cardíacos, não temos controle sobre eles. Comer é um processo voluntário, você decide comer, ou não.  E por mais difícil que possa parecer, é possível aprender a ter mais controle sobre suas decisões alimentares. O hábito de comer desregradamente precisa ser identificado e modificados para o sucesso de um processo de emagrecimento, e a terapia é uma aliada importante nesse momento. 

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A terapia cognitivo comportamental (TCC) vem comprovando sua eficácia como auxiliar no tratamento da obesidade. Através dela, é possível identificar os principais motivos que estão associados à sua alimentação excessiva ou desnecessária; a diferença entre sentir fome e sentir vontade de comer; os pensamentos sabotadores que lhe dificultam a resistir a um desejo de comer; e até a forma de respondê-los de maneira funcional. A TCC trabalha com pensamentos, sentimentos e comportamentos, que são pontos fundamentais em qualquer mudança de padrão cognitivo e/ou comportamental, como o perder peso.

Durante o processo terapêutico o paciente aprende a lidar com a ansiedade, tristeza, estresse e culpa que são sentimentos que aparecem com frequência ligados à problemas com a comida.  Aprende a organizar melhor sua rotina e colocar a alimentação como uma atividade prazerosa sim, mas não a única.

A terapia mostra que a responsabilidade pelos atos de comer são de cada um e que é necessário tomar para si, o controle da dieta e dos exercícios ao invés de esperar resultados milagrosos. Ensina também novas possibilidades de lidar com os impulsos de comer, ajuda na aderência à dieta e na maneira de se relacionar com a comida a manutenção de um corpo e mente saudáveis.

É bastante interessante quando existe uma diversidade de profissionais associados ao processo de emagrecimento de um paciente, como um(a) terapeuta, um(a) nutricionista e um educador(a) físico(a). O paciente recebe um protocolo mais completo, fica mais amparado e permite a troca de experiências entre os próprios profissionais. 

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