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Meu relacionamento me faz bem?

Atualizado em 02/08/2017
Por Redatora Casule

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Meu relacionamento me faz bem?

Como definir uma relação como saudável? É possível ter clareza sobre as nossas relações na medida em que nos conhecemos e conseguimos entender nossos limites e necessidades pessoais.

Quando se fala em relacionamentos, muitas questões surgem em diferentes aspectos, pautando sempre o bem estar do casal, enquanto parceiros e indivíduos. Dessa forma, tem se demarcado bem características de relacionamentos abusivos, dependências emocionais, violências físicas e psicológicas, entre outros pontos chave na identificação de uma relação doentia. Mas será que apenas a ausência dessas características significa relacionamento saudável?

Primeiramente, temos que definir o conceito saudável, que pode ser entendido como todo aquele que gera saúde, seja ela física ou mental. Sendo assim, já se pressupõe ausências de violências, abusos e comportamentos invasivos, mas vai além disso.Estar bem em um relacionamento inclui diferentes sentimentos, envolvendo sempre as sensações de segurança, respeito, auto valorização, reciprocidade, gratidão, entre outros. Contudo isso não quer dizer que a relação não possa apresentar problemas, mas sim que se tenha formas positivas de resolvê-los

Alguns fatores podem contribuir para a qualidade de um relacionamento, o primeiro deles é a comunicação. Ela é a chave para a resoluções de problemas e, por isso, uma falha nesse quesito se torna uma das principais responsáveis por brigas, indiferenças, conclusões precipitadas, etc. Não basta haver comunicação, ela deve ser eficiente. Uma comunicação satisfatória compreende alinhamento entre o que se expressa e o que é entendido. Para que isso ocorra, deve haver autoconhecimento e entendimento sobre o comportamento do outro, assertividade e clareza nas formas de expressão.

Um segundo fator são as crenças compartilhadas no relacionamento, ou seja, algumas “verdades” sobre a relação que são alimentadas pelos próprios parceiros. Isso pode gerar padrões comportamentais pouco saudáveis, que acaba por comprometer a qualidade da relação. Um rótulo do tipo “brigas esquentam a relação”, por exemplo, pode gerar comportamentos menos tolerantes e assertivos. Contudo, as brigas não protegem a relação, mas sim a desgastam e deixam os parceiros em estado de alerta com maior frequência.

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Conhecer a si mesmo também é fundamental para um relacionamento saudável, afinal, assim é possível definir o que é preciso em uma relação e qual o perfil de parceiro capaz de oferecer o companheirismo que se busca. Algumas pessoas se desenvolvem melhor em relacionamentos com maior individualidade e independência entre os pares, já outras pessoas preferem mais participação do parceiro para atividades do dia a dia ou tomadas de decisão. A entrada em relacionamentos, sem autoconhecimento, pode levar a erros, por seguir padrões preestabelecidos socialmente, mas que não abrangem suas reais necessidades.

Outro ponto importante é o encontro de metas e objetivos para o futuro. Para que um relacionamento seja saudável, é importante que se caminhe com o mesmo propósito, senão um parceiro passa a ser limitante para os planos do outro. Portanto, reconhecer nossas necessidades e a necessidade de nosso parceiro é essencial para definir as metas da relação, bem como os objetivos do casal.

Cada pessoa tem um conjunto de crenças, valores e princípios. O alinhamento desses aspectos cognitivos, o estabelecimento de estratégias comportamentais para resolução de problemas, bem como as formas de entendimento da relação fazem parte de uma construção saudável do relacionamento.

Quando há desencontros e o casal já não consegue reestruturar esses pontos fundamentais para o convívio sozinhos, a terapia de casal pode ajudar. Ela é indicada para os casos em que se busca o estabelecimento da relação saudável, na qual cada um possa se estruturar enquanto pessoa e parceiro, sem se limitar e se anular em prol da relação.

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