Distração, desatenção e falta de concentração.

Atualizado em 31/05/2016
Por Redatora Casule

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Distração, desatenção e falta de concentração.

O que é Distração?

Distração tem dois significados principais. O primeiro é diversão, lazer. O segundo é falta de atenção, pouca concentração. Como diversão e lazer, a “distração” tem sempre espaço em nossas vidas – ou pelo menos é bem desejada!

Já “distração”, com sentido de pouca atenção ou concentração insuficiente é uma das queixas mais frequentes, tanto em pais, crianças e jovens estudantes ou adultos. Nestes casos, é comum pensar em TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção, com ou sem hiperatividade.

Atenção / concentração e funcionamento cerebral

A capacidade de prestar atenção / concentração depende diretamente do funcionamento adequado e integrado de diversas áreas cerebrais. O cérebro está constantemente sujeito a um bombardeio de informações, provenientes tanto dos órgãos sensoriais (as origens mais conhecidas) quanto de sistemas internos de regulação orgânica (como sistemas de controle da postura corporal ou funcionamento metabólico).

Sabe-se também que a quantidade de informação que o cérebro recebe é muito superior à sua capacidade de lidar com ela – de processá-la. Alguns especialistas estimam que o cérebro receba cerca de 40 bilhões de bits de informação por segundo, enquanto sua capacidade de processamento é limitada, de cerca de 2 bilhões. Assim, é fácil concluir pela necessidade de filtrar ou bloquear boa parte destas informações.

Prestar atenção, essencialmente, significa inibir distrações, de forma flexível e de acordo com as necessidades de cada instante. No TDAH, estas capacidades estão prejudicadas.

Os quatro tipos de atenção

Atenção Seletiva – É diretamente relacionada à inibição de distrações. Representa a capacidade de focar em algum estímulo, ao mesmo tempo permanecendo insensível a outros – ou seja, concentrando-se em algum aspecto e, ao mesmo tempo, distraindo-se de outros.

Atenção Sustentada – Refere-se à  capacidade de sustentação do esforço atencional, mantendo o foco em uma mesma atividade ou estímulo por um período mais extenso. concentração significa sustentação da atenção seletiva, inibindo distrações, por tempo prolongado.

Atenção Alternada – Corresponde à  capacidade de alternar o foco da atenção, a depender das necessidades do contexto, bem como retomar o foco da atenção após alguma interferência. Um bom exemplo é alguém trabalhando, que é interrompido por um telefonema e, ao seu final, retoma seu trabalho. É também conhecida como Flexibilidade Cognitiva e é prejudicada quando há tendência ao hiperfoco.

Atenção Dividida – Corresponde à  capacidade de focar simultaneamente dois ou mais contextos. A divisão da atenção torna possível a multi-tarefa, contudo deve-se ter sempre em mente que a verdadeira atenção dividida somente existe quando pelo menos uma das tarefas não exige muito esforço cognitivo.

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Todos os problemas com concentração / Distração são TDAH?

Todo caso de TDAH implica um certo grau de prejuízoo da atenção. Contudo, o inverso não é sempre verdadeiro – nem todas as queixas de Distração ou pouca concentração são causados pelo TDAH / Déficit de atenção.

As capacidades de atenção e memória de curto prazo estão entre as funções cognitivas mais suscetíveis à influência prejudicial de fatores internos ou externos. Isto torna ainda mais complexo buscar explicações para os problemas de atenção, em todas as suas formas: Distração, dificuldades em sustentar o esforço, flexibilidade. Sabe-se que dificuldades são encontradas não apenas no TDAH – Déficit de atenção, mas também em vários problemas e transtornos. O mais importante é: se você sofre com estes problemas, saiba que existem vários caminhos possíveis para a superação.

O que mais pode prejudicar a atenção?

Concentração insuficiente e incapacidade em sustentar o esforço podem, por exemplo, serem causados por problemas / transtornos de aprendizagem (linguagem, leitura, escrita, matemática, etc.). A criança ou jovem pode sentir-se ansioso, estressado ou deprimido quando solicitado a fazer tarefas difíceis e desenvolver uma rota-de-fuga, desligando-se daquele mundo. O mesmo pode ocorrer em situações de forte pressão emocional. Alguns autores chegam a considerar o TDAH como derivado primariamente de comportamentos de esquiva de situações aversivas.

Preocupação excessiva, baixa auto-estima, ansiedade, perfeccionismo, medos em geral podem funcionar como atratores para a atenção e, portanto, prejudicar o controle voluntário e a inibição destes pensamentos negativos. Em menor grau, acontece a todas as pessoas. Porém, naqueles que já apresentam transtornos de ansiedade,depressão ou outros transtornos, ocorre com maior severidade.

Outros aspectos cotidianos também devem ser levados em conta, como cansaço, stress crônico, descanso insuficiente, sono de má qualidade, abuso de álcool, drogas ou outras substancias. Neste caso, dizemos que o problema de atenção é secundário (há outro problema anterior que pode explicar o comprometimento da atenção).

Quem tem TDAH consegue se concentrar?

É incorreto dizer que o TDAH impede a pessoa de prestar atenção ou concentrar. Pelo contrário, algumas delas podem se concentrar muito além do que é comum (apresentar ótima atenção seletiva e sustentada), porém apenas diante de alguns tipos de estímulo ou situação – isto é chamado de hiperfoco. O fato de apenas alguns poucos estímulos e circunstâncias serem capazes de capturar o foco da atenção é o que torna o hiperfoco problemático.

Em outros casos, as maiores dificuldades podem estar na atenção flexível, que dificulta retomar o foco após interrupções. Todos estamos sujeitos a interrupções e distrações. Não dá para imaginar viver sem elas, especialmente nos tempos atuais, de tamanha sobrecarga de informações e tecnologias que invadiram a vida e os espaços privados. Por isto o retorno à atividade, a retomada do foco após a distração é tão essencial.

FONTE:http://www.dda-deficitdeatencao.com.br/tdah/distracao-desatencao-concentracao.html

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