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Amor demais ou ciúme patológico?

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O ciúme é uma emoção humana extremamente comum, senão universal, podendo ser difícil a distinção entre ciúme normal e patológico. Em questões de ciúme, a linha divisória entre imaginação, fantasia, crença e certeza freqüentemente se torna vaga e imprecisa. No ciúme as dúvidas podem se transformar em idéias supervalorizadas ou exclusivamente delirantes.

Ciúme seria um conjunto de emoções desencadeadas por sentimentos de alguma ameaça à estabilidade ou qualidade de um relacionamento íntimo valorizado. O ciúme pode ocorrer também onde se existe uma relação afetiva intensa, como, por exemplo, entre pais e filhos, irmãos, amigos etc, e não somente na relação entre um homem e uma mulher. As definições de ciúme são muitas, tendo em comum três elementos:

  1. ser uma reação frente a uma ameaça percebida;
  2. haver um rival real ou imaginário e;
  3. a reação visa eliminar os riscos da perda do objeto

Mesmo em tempos modernos, atribui-se um papel positivo a alguma manifestação de ciúme, considerando-o um sinal de amor e cuidado. No entanto, o conceito de ciúme patológico compreende vários sentimentos perturbadores, desproporcionais e absurdos, os quais determinam comportamentos inaceitáveis ou bizarros. Esses sentimentos envolveriam um medo desproporcional de perder o parceiro(a) para um(a) rival, desconfiança excessiva e infundada, gerando significativo prejuízo no relacionamento interpessoal. No ciúme patológico, a perda do ser amado não diz respeito à perda pela morte, como ocorre num relacionamento normal, mas o temor maior, o sofrimento mais assustador é a perda para outro(a).

Enquanto o ciúme normal seria transitório, específico e baseado em fatos reais, o ciúme patológico seria uma preocupação infundada, absurda e fora do contexto.

 

Causas do ciúme patológico

 

Os pesquisadores sobre o tema tem dificuldades em encontrar a real causa do ciúme patológico, porém alguns fatores que pioram o ciúme doentio são:

  • Traumas na infância (como, por exemplo, problemas de relacionamento entre os pais, e rejeição dos pais com a criança);
  • Modelo aprendido com os pais (comportamento de pais ciumentos, excesso de zelo e cuidados, preocupação e controle excessivo sobre os filhos, etc);
  • Predisposição emocional a sentimentos de inferioridade e insegurança;
  • Experiências anteriores de traição, separação, divórcio, etc;
  • Estresse excessivo, perdas, frustrações e mudanças ocorridas durante a vida;
  • Parceiro (a) que possui comportamentos provocativos (ou seja, fica provocando a pessoa para “testar” seu grau de ciúme e o quanto ela se importa com o relacionamento);
  • Problemas com álcool e outras drogas;
  • Depressão, Transtorno de Ansiedade, Transtorno Obssessivo-Compulsivo, Psicopatias e Psicoses (como esquizofrenia, por exemplo).

 

Muitos ciumentos patológicos não apresentam outros transtornos mentais ou problemas com drogas, mas mesmo assim possuem a doença afetiva.

Sintomas

 

  • Ansiedade e angústia;
  • Sensibilidade extrema;
  • Sentimento de inferioridade, insegurança, baixa auto-estima, humilhação e vergonha;
  • Aumento do desejo sexual;
  • Raiva excessiva, culpa e remorso;
  • Medo de perder o parceiro;
  • Grande preocupação com os relacionamentos anteriores e amizades do parceiro;
  • Pensamentos repetitivos e imagens infundáveis sobre os relacionamentos passados do parceiro;
  • Busca constante de evidências, desconfiança excessiva, desejo de vingança e rejeição com o parceiro;
  • Sentimento de possessividade e desejo de controle sobre os sentimentos e ações do outro;
  • Abandono de seu próprio desenvolvimento pessoal para viver literalmente a vida do outro;
  • Ações inaceitáveis, como: seguir o outro; controlar as ações da outra pessoa; revirar roupas, bolsas, carteiras; checar emails, ligações, mensagens e redes sociais do parceiro buscando por indícios de traição; implicar com roupas, decotes, penteados, maquiagens e perfumes; discutir por horas o amor que pensa não ser correspondido; observar constantemente para onde e para quem o parceiro está olhando; interrogar sobre o passado muitas vezes para pegar contradições; contratar detetives; ameaçar, agredir e às vezes até matar (“se não vai ficar comigo, não vai ficar com mais ninguém”).

 

Tratamento

 

Diante do grande sofrimento causado, o tratamento para ciúme patológico geralmente é realizado por psicólogos e psiquiatras.

O psicólogo, através da psicoterapia, vai ajudar o paciente a admitir seu problema, ressignificar o ciúme patológico, encontrar suas reais causas e como lidar com ele de maneira saudável, reaprendendo a se relacionar sem o excesso de controle e a angústia da dúvida constante, além de promover o autoconhecimento. Já o psiquiatra vai receitar medicamentos (antidepressivos e/ou antipsicóticos caso haja outros transtornos por detrás) para controlar os sintomas da doença.

 

 

 

Fontes:

 

www.cerebromente.org.br/n16/diseases/ciume-patologico.html

www.psiquiatria.med.br/doencas/borderline-ciume-patologico-suicidio/228-ciume-patologico-ou-sindrome-de-otelo

www.biosom.com.br/blog/saude/ciume-patologico/

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Suelen Tebaldi
Suelen Tebaldi
Psicóloga, terapeuta cognitiva comportamental, apaixonada pela escuta e pelo relacionamento com as pessoas. "Psicóloga da família" desde pequena, vive e ama essa profissão e todos os seus desafios.

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