O mês de janeiro, o primeiro do ano, não coincidentemente, vem sendo intitulado há algum tempo de janeiro branco. A intenção é chamar a atenção para o cuidado com algo que muitas vezes deixamos de lado, a nossa saúde mental. Quando digo não coincidentemente, estou querendo dizer justamente que janeiro é um mês propício para a auto reflexão. Ora, é um novo ano que se inicia, novos anseios, novos desafios, novas propostas, mudanças e o desejo de que ele seja melhor que aquele ano que passou. É exatamente nesse momento que a reflexão se faz presente.

Para que seja diferente e melhor, é necessário refletir sobre tudo aquilo que foi vivido ao longo dos últimos meses, saber distinguir aquilo que nos fez bem daquilo que não foi tão bom assim; enxergar que atitudes fizeram bem a nós mesmos e aos outros e aquelas que poderiam ter ficado adormecidas em algum lugar; avaliar a vivência de cada oportunidade, a qualidade de vida, o amor recebido e doado, enfim, fazer o balanço entre o que fez bem e o que fez mal e cuidar para que o saldo seja positivo nesse novo reinício.

Mas o que os desejos e reflexões de início de ano têm a ver com saúde mental? Na verdade tudo! Quando paramos para refletir sobre o quão prazerosa ou dolorosa tem sido a nossa vida, necessariamente nos colocamos dispostos a romper com tudo o que nos faz mal, nos faz adoecer aos poucos. Reavaliar uma atitude é entender que podemos agir de maneira diferente e mais saudável numa próxima situação. Romper com relacionamentos abusivos é se abrir para um relacionamento onde o amor e respeito sejam verdadeiros e constantes. Admitir que posturas duras demais vêm sendo adotadas é possibilitar novas e melhores relações interpessoais. Entender que emoções como raiva, tristeza e mágoa são naturais, mas que há algo de errado em senti-las a maior parte do tempo é permitir que a alegria retorne e preencha o coração. E você ainda se pergunta o que tudo isso tem a ver com saúde mental?

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A auto reflexão nos permite encarar a realidade e dar passos para as mudanças que vão amenizar ou até mesmo impedir a instalação de doenças tão comuns nas últimas décadas, como a depressão e a ansiedade. A mudança de hábitos e o rompimento com aquilo que não nos faz bem, geram um bem estar imensurável.

Neste processo, a busca por um profissional da saúde mental também pode ser necessária e deve ser realizada sem medos, sem restrições, assim como se faz em relação ao profissional de saúde geral. Na saúde mental também existe promoção, prevenção e tratamento. Psicólogos e psiquiatras podem ser consultados a qualquer momento. A única coisa que precisamos é colocarmos a nossa saúde mental acima de qualquer preconceito.

 

 

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