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Você se acha tímido ou introvertido? Você sabe a diferença?

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É fácil confundir os conceitos de tímido e introvertido, pôs existem várias semelhanças que o senso comum foi aglutinando até que parecesse a mesma coisa.

A timidez, embaraço e reclusão são sinais de pessoas que se sentem inibidas e com grande desconforto em situações específicas de interação social, aquele que podemos chamar de tímido. Esse tipo de anseio pode prejudicar no contato e nas relações pessoais como um todo, principalmente no trabalho. O que torna complicado a realização de objetivos individuais e profissionais que necessitam de aprovação externa ou relações interpessoais para se concretizarem.

Normalmente, o tímido é aquele que tem apreensão exagerada com o outro, pela sua cabeça passa pensamentos do tipo:

  • “O que será o que o outro está pensando sobre mim?”
  • “Será que eu estou agradando?”
  • “O que será que significa isso que a pessoa fez?”
  • “O que ela quis dizer com isso?”
  • “Isso é um sinal para eu fazer alguma coisa?”
  • “O que será que ele está pensando de mim?”

 

O foco é o próximo, colocando-se em segundo plano já que o importante torna-se a aprovação externa. Quem é tímido costuma sentir-se pior ao interagir com quem não tem intimidade, justamente porque o desconhecido é mais difícil de controlar, entender e saber lidar; está fora do controle. Por isso tantos questionamentos e dúvidas sobre as falas e comportamentos das outras pessoas, pois a cada momento a incerteza toma conta e opaca os pensamentos do tímido. Mas nada impede da timidez acontecer dentro de casa, no próprio núcleo familiar, pois a incerteza é tanta que se afastam até mesmo das pessoas mais próximas.

O tímido não consegue expressar os sentimentos e pensamentos de forma adequada: costuma não falar metade do que pensa e a pensar o dobro do que fala. São pessoas reservadas, pois ficam fechadas e até mesmo isoladas. Guardam para si muito dos problemas que vivenciam e tem uma tremenda dificuldade em resolução de problemas, pois não conseguem expressar o que realmente sentem ou pensam sobre uma determinada situação ou problema. Esse tipo de dificuldade faz com que a pessoa não interaja efetivamente com os outros. O contato acaba sendo superficial.

É válido lembrar também que: quem é tímido não é sempre retraído. Por isso, muitos tímidos são considerados extrovertidos em diversos momentos. Existem pessoas que se sentem fechadas em qualquer contato social, mas muitas conseguem separar as situações, por exemplo:

  • Não gostam de festas, mas não têm problemas em apresentar trabalho em grupo;
  • Não conseguem interagir confortavelmente com pessoas do sexo oposto, mas fluem tranquilamente em uma entrevista de emprego com uma pessoa do mesmo sexo;
  • Não falam em público, mas se dão bem em ambientes sócias e consegue se expressar tranquilamente para várias pessoas conhecidas.

 

Mesmo havendo certo prejuízo no contato social, a timidez em si não é considerada uma doença psicológica nem um transtorno mental. Obviamente, se o comprometimento desse contato causa transtornos maiores, pode-se pensar em outros distúrbios presentes.

Já o introvertido é uma característica psicológica, um traço da personalidade. Introvertidos percebem o mundo a partir de si mesmo e passam as informações pelo filtro pessoal de experiências deles. Embora os introvertidos, assim como os tímidos, muitas vezes evitem o contato social, seus motivos são diferentes. Eles simplesmente “não acham graça” na interação social. Situações com muitas pessoas e barulho constante, como festas, não interessam aos introvertidos, sendo considerado um excesso de estímulos. Preferem ficar num lugar silencioso, com poucos amigos próximos ou até mesmo sozinhos. Por contraste à timidez, eles não sentem desconforto em situações sociais, mas também não conseguem se divertir tanto quanto os outros.

Introvertidos preferem certos ambientes, aqueles mais calmos e menos estimulantes. Quando algo os estimula demais, o que acontece frequentemente, eles passam a se sentir exaustos e sobrecarregados, assim como se distraem facilmente pelo excesso de estimulo, por isso essa preferência. Assim como, os mesmos se aborrecem com facilidade quando estão em uma conversa e não se sentem estimulados o suficiente, logo, a dificuldade em se relacionar. Outra característica comum é a dedicação extrema a pensar antes de falar, pois se preocupam muito com os impactos que trará tais comentários. Suas falas são fruto de muita análise, não de impulsos.

É possível que uma pessoa seja introvertida, mas não tímida; ou seja, desfruta perfeitamente a solidão, contudo não tem problemas para interagir com outras pessoas, quando a situação exige. Também é possível ser tímido, sem realmente ser um introvertido; isto é, desfruta da companhia de outras pessoas mais do que o sua, mas não sabe realmente como fazer para conseguir isso.

 

O grande problema de ser tímido ou introvertido é quando não se consegue expressar adequadamente o que sente ou pensa.

 

Quando os sentimentos de medo e insegurança tomam conta da pessoa e o resultado é ficar em casa retraído e fechado, o contato social fica severamente comprometido. Para esse tipo de situação extrema um tratamento buscando mudança, é fundamental. Lembrando que quem sofre com a timidez mesmo em grau menor, pode também buscar ajuda para aperfeiçoar-se. O acompanhamento psicológico existe exatamente para ajudar você que se sente como descrito no texto, seja tímido ou introvertido, e se vê prejudicado de alguma forma por essas características, saiba que: é possível amenizar essas distorções do pensamento, os comportamentos evitativos ou mesmo aliviar os sentimentos negativos.

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Felipe Mendes
Felipe Mendes
Especialista em Terapia Cognitivo-comportamental. Terapia em Grupo, Orientação Vocacional e Disfunção Sexual. Atende: Adolescentes, Adultos, Idosos, Casais, Famílias e Grávidas.

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