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Você me ama? Essa é uma pergunta bem frequente nos relacionamentos. E muitas vezes chegamos a uma conclusão precipitada que o outro não nos ama, sendo ele um companheiro, esposa, namorado, amigo ou até mesmo nosso pai ou o filho.

Essa certeza provavelmente está fundamentada na nossa forma de sentir-se amado. Você sabia que cada um de nós somos programados para receber e emitir amor por meio de uma “linguagem do amor”? É isso mesmo! Assim como existem diversos idiomas (inglês, espanhol, português..) existe também o idioma do amor.

E nem sempre o modo que demonstramos amor, é a forma pela qual o outro se sente amado. Gary Chapman autor do livro “As cinco linguagens do amor” nos ensina que existem formas distintas de nos sentirmos amados. É comum ouvir de nossos pacientes: “Ele não me ama mais”, “Ela não me ama igual eu a amo”, “Eu faço tudo por ela”, “ Ele não me elogia”. A divergência entre as formas de emitir e receber amor acaba por gerar conflitos, frustrações, dúvidas e até mesmo separações.

Expectativa - realidade - você me ama - casule

Essa imagem é muito comum nos nossos relacionamentos, esperamos que o outro nos ame com a “nossa linguagem do amor” e quando isso não acontece, acabamos nos frustrando. A sintonia entre as linguagens do amor tanto de um casal, entre pais e filhos, e entre amigos proporciona uma convivência mais efetiva e harmoniosa. Reduzindo assim, as brigas,  discussões e decepções. “O entendimento da linguagem do amor proporciona tanto o conhecimento profundo de si mesmo bem como o conhecimento do outro.”

De acordo com Gary existem 5 linguagens do amor, o tempo de qualidade, que é o momento que dedicamos ao outro com atenção exclusiva, sem distratores, como celular, televisão, músicas… Difícil hein? Não basta estar ao lado do outro, mas é fornecer a ele (ela) total escuta, atenção é aquele “olho no olho”, sabe?

Outra forma de amor é através dos presentes, algumas pessoas se sentem amadas ou gostam de demonstrar seu amor por um cartão, uma flor, uma cartinha, chocolate, jóia… Os presentes  são símbolos visuais do amor para as pessoas que possuem essa linguagem.

A terceira linguagem do amor são as palavras de afirmação, essas pessoas se sentem amadas por elogios, feedbacks construtivos, palavras de encorajamento e afirmação do seu potencial. É aquele elogio que as mulheres querem receber quando cortam o cabelo ou estão com uma roupa nova. Ouvir aquele “eu te amo” de forma inesperada.

O toque físico é uma linguagem de carinho, abraço, beijos, da relação sexual, do afago, chamego. É típico daquela pessoa que gosta de andar de mãos dadas, de abraçar, receber uma massagem, um cafuné..ou que goste de fazer isso pelos outros.

E por fim, os atos de serviço que são tarefas que facilitem a vida do outro, como lavar vasilhas, retirar o lixo para a esposa, preparar um jantar ou um lanche. É gastar tempo preparando algo que faça o outro se sentir amado, ou por exemplo acompanhado o pai idoso em uma consulta médica. Para essas pessoas é fundamental essas atitudes de amor.

A nossa tendência é amar o outro com a nossa “linguagem do amor”, por isso precisamos identificar as nossas principais linguagens do amor e a do outro que convivemos, seja nosso esposo, namorada, amigo ou filho. Entender a linguagem do amor do outro nos permitirá modular a nossa forma de emitir amor. Precisamos nos readequar a cada pessoa que nos relacionamos, para “falar” a linguagem do amor dela. O amor não é apenas um sentimento, mas uma decisão! A decisão de realizar comportamentos às vezes tão simples que façam o outro feliz, é surpreender o outro com gestos de amor.

“Quando o casal não entende corretamente a linguagem predominante de cada um, a comunicação é afetada, impedindo que se sintam amados, aceitos e valorizados” (Chapman, 2012).

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Jéssica Tibúrcio
Jéssica Tibúrcio
Psicóloga, mestre em Psicologia (UFJF) e pesquisadora. Gosta de ficar com a família e amigos, viajar e aprender coisas novas.

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