Se de um lado, conforme vimos no texto anterior, existem aquelas pessoas que apresentam grande resistência para tomar uma medicação de cunho psiquiátrico, de outro encontramos pessoas que fazem um uso abusivo e até mesmo prejudicial dessas medicações.

A automedicação, a medicação excessiva, a busca por resultados imediatos e pelo alívio instantâneo dos sintomas são questões chaves deste assunto, principalmente quando tratamos de ansiolíticos e antidepressivos. A busca pela vivência de estados de prazer e alegria se tornaram constantes nos dias atuais, assim como a alta performance e a alta produtividade. Dessa forma, não há espaço para sentimentos contrários àqueles, especialmente se eles forem “atrapalhar” a vida diária. O sofrimento, a tristeza, a ansiedade e até mesmo a frustração, que são naturais e podem nos fazer crescer, não têm mais espaço e devem ser abolidos imediatamente com uma a boa dose de medicação.

Medicações Psiquiátricas

Em muitos casos há realmente a necessidade do tratamento medicamentoso, mas é extremamente importante saber diferenciar, por exemplo, uma depressão (caracterizada por sofrimento intenso e outros sintomas muito incapacitantes) de uma tristeza ou rebaixamento de humor por acontecimentos normais da vida.

Nessa ânsia de viver uma felicidade plena, muitas pessoas buscam o médico com o intuito de transformar seu humor para que não haja espaço para a irritação, a ansiedade, ou para a tristeza. Vive-se uma alegria artificial, sem a capacidade de uma reflexão crítica sobre essa situação.

Existe uma linha muito tênue entre o que é saudável ou patológico, entre o que é normal ou não. É importante que esta diferenciação seja feita de maneira responsável e muito cuidadosa para que não haja uma banalização dos transtornos psiquiátricos. Problemas graves de saúde podem ser ocasionados pelo uso abusivo e mal indicado de medicações psiquiátricas.

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