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Conversando sobre as medicações psiquiátricas

Atualizado em 15/03/2018
Por Mariana Fonseca

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Atualizado em 15/03/2018
Por Mariana Fonseca
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Conversando sobre as medicações psiquiátricas

O exercício da psicologia em Centro de Atenção Psicossocial, a experiência clínica, bem como estudos a respeito do tema me fizeram refletir sobre a importância de falar a respeito das medicações psicotrópicas.  A motivação parte principalmente de dois aspectos dessa observação, de um lado pessoas extremamente resistentes ao seu uso e, de outro, o consumo abusivo dessas medicações, o que pode provocar diversas consequências. Neste texto falarei especialmente sobre a resistência ao uso dessas medicações.

A sociedade, de maneira geral, revela preconceitos em relação à área “psi” e, consequentemente, à utilização de remédios de cunho psiquiátrico. O imaginário oriundo do nosso modelo de saúde mental inicialmente hospitalocêntrico (manicomial), é de que o tratamento com psicólogos e psiquiatras deve ser somente para pessoas com transtornos mentais graves e as medicações deste cunho devem ser utilizadas somente pela parcela da população considerada “louca” ou doente mental, quais sejam, pessoas com estereotipias, com surtos psicóticos constantes e que vivem alheias à realidade e à margem da sociedade.

Dessa forma, é construído o preconceito em relação às pessoas que precisam fazer uso dessas substâncias, o que gera ainda mais sofrimento. Muitas são rotuladas como doidas por pessoas próximas, até mesmo por familiares. Outras, pela desinformação e pelo próprio preconceito, nem mesmo chegam a tomar a medicação, pois não  se consideram doidas. Assim, muitas vezes, acaba ocorrendo o agravamento de uma situação que poderia ter sido rapidamente tratada se não fosse essa resistência gerada pelo desconhecimento e opinião antecipada.

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A tudo isso soma-se ainda  a crença da dependência da medicação, o medo de ter que toma-la pelo resto da vida e em doses cada vez altas para que desempenhem o efeito desejado. Com essa visão, geralmente minimiza-se o fato de que sua administração somente é realizada por um médico especialista que tem conhecimento sobre o que prescreve e acompanhará o paciente em sua evolução, buscando especialmente o bem-estar de seu paciente.

Hoje sabemos que a saúde mental é de fundamental importância para o bom funcionamento da pessoa de maneira geral, e que tratar desse âmbito da saúde é proporcionar qualidade de vida e bem estar. Os transtornos psiquiátricos não são caracterizados apenas por transtornos graves que comprometem o bom convívio em sociedade e acabam assim por marginalizar uma pessoa. Atualmente sabemos da existência de transtornos psiquiátricos que vão de leve até condições mais graves, existindo tratamento para cada um deles.

Seja lá qual for o tipo do transtorno, leve ou moderado, sempre há alterações químicas subjacentes e cabe ao médico psiquiatra avaliar e decidir pelo uso ou não da medicação, visando sempre a melhora e o bem-estar do paciente. Portanto, se você necessita de qualquer ajuda psíquica, não hesite em procurar ajuda de um profissional competente por seus medos e preconceitos. Sua saúde vale mais que um pensamento distorcido!

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Conversando sobre as medicações psiquiátricas

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