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Quando o perfeccionismo se torna parte de você?

Atualizado em 12/04/2018
Por Nayara Benevenuto

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Por Nayara Benevenuto
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Quando o perfeccionismo se torna parte de você?

Quem nunca ouviu falar da máxima “se uma coisa merece ser feita, ela merece ser bem feita”? Ela traz em si um grande apelo ao perfeccionismo. Aparentemente, pode ser sempre desejável fazer as coisas de modo perfeito. No entanto, se você toma essa frase ao pé da letra, se torna uma pessoa extremamente rígida consigo mesma, e o seu funcionamento passa a ficar comprometido.

Pessoas perfeccionistas acreditam que devem se esforçar continuamente para atingir o máximo de desempenho, independentemente do desconforto ou da tensão que esse comportamento possa causar. Geralmente a atenção é exagerada nos detalhes, com revisões cansativas e demoradas, como se sempre procurassem erros, o que gera grande ansiedade e um sentimento de “pressão” constante.

É importante destacar que essas pessoas não se consideram perfeccionistas, e sim normais. Acreditam que não fazem mais do que sua obrigação, não percebendo o ato nível de exigência e o grande ônus que têm de suportar por conta do esforço exagerado.

Quando o perfeccionismo se torna parte de você?

Quando o perfeccionismo faz parte da personalidade, pode ser caracterizado o transtorno de personalidade obsessivo-compulsiva (TPOC). Nesse caso, o perfeccionismo assume uma forma extremamente rígida e pode acabar por orientar todas as ações e tomadas de decisão do indivíduo.

Assim, o paciente que desenvolve o TPOC se torna rígido, inflexível, perfeccionista, faz de tudo para não errar e tem a necessidade de controlar várias coisas em sua vida. Geralmente são muito atentos aos detalhes, disciplinados, perseverantes, rotineiros, confiáveis e têm a aparência de serem “certinhos”. Além disso, pelos traços de sua personalidade, tendem a restringir ou bloquear suas emoções, não se permitindo diversão e relaxamento.

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É importante ressaltar, ainda, que indivíduos com TPOC comumente apresentam outras disfuncionalidades, que acompanham o referido transtorno, sendo as mais comuns: ansiedade, depressão, transtorno obsessivo-compulsivo, doenças psicossomáticas e transtornos sexuais.

Os pacientes se veem como responsáveis por si mesmos e pelos outros, acreditam que possuem muitas obrigações, e, para isso, acreditam que precisam de ordem e de um sistema perfeito de regras para se organizarem. O objetivo é fazer o que é melhor, mesmo que tenham de exigir o máximo de se mesmos. Ao mesmo tempo, veem o outro como muito displicente ou incompetente.

Uma distorção comum é o pensamento “8 ou 80”, caracterizado por uma lógica dicotômica, de “tudo ou nada”. Por exemplo, na realização de um relatório, considera-se que ou ele está perfeito, sem nenhum erro, ou horrível, cheio de falhas. Outra distorção comum é o pensamento “mágico”, que pode ser expresso na frase “é possível prevenir erros preocupando-se com eles”.

Ademais, os pacientes com TPOC tendem a catastrofizar o futuro, prevendo-o de forma negativa. Assim, podem pensar que fracassarão e que isso será insuportável, o que acaba por criar crenças muito rígidas, relativas à necessidade de controle.

Desse modo, o objetivo da terapia é corrigir os pensamentos e crenças que mantêm o perfeccionismo e a rigidez, além de ajudar o paciente a ter um equilíbrio entre realização e prazer, diversão e trabalho e ser menos crítico e exigentes consigo e com os outros. Assim, pode-se pensar que o ideal é que algo seja feito, e não necessariamente tão bem-feito, como acreditam.

 

 

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