Como minha autoestima pode afetar meu relacionamento

Como minha autoestima pode afetar meu relacionamento?

Atualizado em 16/08/2021
Por Redatora Casule

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Como você se sente em relação a si mesmo? A maneira como você se percebe influencia diretamente na forma como você se relaciona consigo e com os outros. 

Quando sua autoestima está saudável, você reconhece seu valor e isso diminui bastante a probabilidade de você entrar num relacionamento tóxico ou abusivo, por exemplo. Entretanto, quando a pessoa está com a autoestima rebaixada ela não reconhece o seu próprio valor, não se sente satisfeita consigo mesmo(a), é muito autocrítica, tem dificuldade de tolerar as próprias falhas e o outro é sempre melhor que você. Contudo, no outro extremo e que também mostra uma autoestima rebaixada estão aquelas pessoas que se elogiam demais, porque no fundo pensa o inverso delas mesmas. 

Quando a autoestima está baixa é muito comum encontrarmos quatro principais problemas no relacionamento como:

– Ciúmes excessivo: Vigia e controla cada passo que o parceiro(a) dá. 

– Submissão: Faz coisas contra a própria vontade apenas para agradar o outro, se rebaixa e até permanece em relacionamentos tóxicos e/ou abusivos por acreditar que é isso que merece.

– Medo de ficar só e/ou de ser rejeitado(a): Medo dele(a) se apaixonar e me trocar por outro(a).

– Traições anteriores: Se já fui traído(a), mas não perdoei, provavelmente vou carregar o peso dessa traição dentro do relacionamento atual ou nos relacionamentos seguintes. 

Por outro lado, quando a autoestima está elevada de forma desproporcional alguns comportamentos que encontramos e que também afetam os relacionamentos são desde desvalorização do outro, arrogância, autossuficiência, relações extraconjugais, afinal “eu sou muito bom/boa para ele(a)” e, até (em casos muito extremos), o narcisismo. 

O que posso fazer se identifiquei algum desses comportamentos em mim?

Se você identificou comportamentos de uma autoestima rebaixada é fundamental começar a ser menos crítica com você mesma e mais autocompassiva, isto é, comece a se tratar e a falar para você mesmo(a) o que você falaria para um melhor amigo(a). Além disso, tente enxergar e valorizar o que você tem de bom e evite se comparar com os outros.

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Por outro lado, se você identificou que sua autoestima está elevada de forma desproporcional, é muito importante compreender que valorizar o outro, ser empático não diminui o seu valor. Portanto, seja mais flexível com você e com os outros.

Vale ressaltar também que se meu parceiro(a) está com a autoestima rebaixada, isso também pode afetar diretamente a minha autoestima, pois é muito comum ele(a) me diminuir para que se sinta melhor. Além disso, ele(a) me rebaixa para evitar uma possível traição uma vez que ele(a) acredita que não é bom/boa o suficiente para mim. E, se ele(a) não tem comportamentos de se cuidar, de se arrumar, de se sentir bem consigo mesmo, provavelmente eu também não me sentirei estimulada e motivada a fazer isso por mim.

Não tenho autoestima baixa, mas meu parceiro(a) tem. Como posso ajudá-lo(a)?

– Estimule o autocuidado dele(a): Compre um presente, um perfume, facilite que ele(a) pratique atividade física, estimule que ele(a) busque ajuda, se coloque à disposição também para ajudá-lo(a).

– Faça elogios: Quando ele(a) usar o presente que você deu, elogie. Ressalte os pontos fortes dele(a). E, cada mudança dele(a) parabenize e o(a) incentive a continuar. 

– Fale o quanto você o(a) admira: O que você mais admira nele(a) para além das características físicas? Comunique isso para ele(a).

Por fim, cuidar da nossa autoestima não é fácil e requer um cuidado diário. Mas, ter uma autoestima equilibrada vai facilitar bastante suas relações desde a escolha do parceiro(a) até a construção e manutenção de um relacionamento saudável.

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