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Você já teve aquela vontade de não sair de casa, de passar o dia inteiro trancado e sozinho? De chorar o dia inteiro? Ou o contrário, sem motivo algum você acorda feliz, expansivo, com uma sensação de grandiosidade? E tem certeza que você é a pessoa mais importante do mundo, a melhor que já existiu. Já teve um dia assim?

Muitas pessoas confundem o estado de tristeza e de alegria com o transtorno bipolar do humor. Todos nós já tivemos esses dois pólos, como os dois lados de uma mesma moeda, e essas variações de humor são extremamente normais, e não devem ser confundidas com o transtorno bipolar, que é grave e trás inúmeros prejuízos as pessoas.

No transtorno bipolar o indivíduo pode estar às vezes eufórico, muito alegre, e em outros momentos deprimido. Podemos notar como sintomas da depressão: a angústia, o desânimo, a falta de vontade de se levantar da cama. E em contrapartida, temos a mania que se caracteriza por: animação, extrema autoconfiança, sensação de poder, vontade de fazer mil coisas ao mesmo tempo, ausência de sono, sentimento de grandiosidade, entre outros.

Na fase de depressão podemos observar que a pessoa fica deprimida por um longo período de tempo, sem ânimo, e não tem prazer em realizar atividades que antes eram prazerosas. Já na fase de euforia, ela sente uma alegria fora do normal, fica acelerada, agitada e tem um excesso de energia. Ambas, tanto a fase de depressão quanto a de mania, são de alto risco, principalmente para o suicídio, pois as pessoas podem acabar perdendo o controle dos seus atos, portanto o diagnóstico e o tratamento precoce são imprescindíveis para evitar o sofrimento e os prejuízos.

No entanto, para a realização do diagnóstico de transtorno bipolar do humor não basta apenas saber que existem mudanças de humor, é necessário compreender como se dá o funcionamento daquela pessoa. Ainda é muito comum o cliente ser visto apenas como deprimido quando, na verdade, vai de um extremo a outro, ou seja, possui indícios claros de mania. Caso o diagnóstico não seja feito de maneira correta, o tratamento também se dará de forma errada, não contribuindo, portanto, com a melhora e o restabelecimento da qualidade de vida da pessoa.

O profissional psicólogo precisa compreender a frequência, a intensidade e a duração desses comportamentos, bem como, em quais contextos ocorrem com maior frequência, o que a pessoa faz quando está assim, e na frente de quem esses sintomas mais aparecem, para então traçar um plano de tratamento adequado para aquele cliente específico. Existem tratamentos eficazes para o transtorno bipolar do humor, que ajudam a pessoa a ter maior autocontrole e possivelmente evitar as crises. A terapia comportamental – cognitiva é apontada pelos especialistas como uma das mais eficazes no tratamento e controle deste transtorno. Busque auxílio terapêutico, cuide-se!

 

Fonte: http://www.dm.com.br/texto/175358

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