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Síndrome do Impostor

Atualizado em 03/07/2020
Por Suelen Tebaldi

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Síndrome do Impostor

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Você já teve a sensação de que o sucesso que você atingiu é exagerado, como se não merecesse tudo aquilo? Se já passou por isso, saiba que não está sozinho! Esse sentimento é tão comum que tem até nome: “Síndrome do Impostor”. Só que, nessa história, o único impostor está no título. As pessoas que passam por isso atingiram sucesso pelo seu conhecimento e trabalho duro. 

A expressão “Síndrome do Impostor” foi usada a primeira vez pela psicóloga Dra. Pauline Clance, no final da década de 1970. Refere-se a um conjunto de sentimentos que reúne medo, dúvida, apreensão e um ciclo de ansiedade pós-sucesso. Apesar de extremamente bem sucedidas e do alto nível de desempenho atingido em atividades acadêmicas, negócios ou empreendimentos, muitas pessoas experimentam sentimentos de negação disso.

O fenômeno, embora não seja reconhecido oficialmente como quadro clínico, é relatado como um problema por quem já se encontrou em uma ilusão de inferioridade. Ou seja, as pessoas se sentem menos qualificadas do que todos que estão ao seu redor, mas sem uma razão aparente.

As vítimas da síndrome são pessoas que jamais creditam seu sucesso à inteligência, competência ou habilidade pessoal. Elas se convencem de que os elogios e reconhecimento de outros em relação à sua conquista não são merecidos, atribuindo suas realizações à sorte, a algum encanto repentino, contatos ou outros fatores externos. Soma-se a isso a sensação de que, a qualquer momento, a sua incompetência será descoberta. Pronto, está aí o pacote completo para a identificação da baixa autoestima profissional.

Este fenômeno costuma aparecer em momentos de transição ou quando se é confrontado com um novo desafio, que costuma vir acompanhado de uma carga tremenda de ansiedade e insegurança. Por isso, em geral, indivíduos com este sentimento sofrem em silêncio. A maioria não fala sobre isso. Eles têm medo de serem “descobertos”. Afinal de contas, ao falarem que se sentem uma fraude, existiria sempre o risco de alguém concordar com aquilo.

Mas por que será que tanta gente sofre disso?

Segundo a psicóloga PhD Suzanne Imes, do mesmo grupo da Dra. Clance, muitas pessoas que se sentem como impostoras cresceram em famílias onde a cobrança por resultados e alta performance é intensa. Outras pressões sociais, como de amigos ou da escola, também podem ampliar o problema. Para piorar, a “Síndrome do Impostor” e o perfeccionismo muitas vezes andam de mãos dadas.

Essas pessoas acreditam que todas as tarefas que assumem precisam ser perfeitamente executadas. Os perfeccionistas tendem a procrastinar suas atividades, adiando entregas pelos seus elevados níveis de exigência. Tendem a ser obsessivos com detalhes, se preparar e estudar mais que o necessário, gastando tempo e perdendo a objetividade. Cuidado com esta atitude! Como diz o ditado, “feito é melhor que perfeito!”

Mapeando os “sintomas” da Síndrome do Impostor…

Você se tornou um workaholic insano.

Se você acredita que todos ao seu redor são inerentemente mais inteligentes ou capazes, então uma maneira de evitar ser descoberto é contar com um esforço extraordinário para encobrir sua suposta inaptidão. E aqui não se trata de trabalho duro, mas de uma obsessão por todos os aspectos de uma apresentação, relatório, reportagem, ou qualquer que seja o trabalho em questão. Quanto mais sucesso você conquista sendo workaholic, menos chances você acha que tem de ser descoberto como uma fraude.

Ou você tem se esforçado menos?

Este caso é completamente oposto ao anterior. Você sabe que poderia ir mais longe, mas não vai, porque, se falhar, prefere que as pessoas acreditem que foi por preguiça e não por burrice ou incapacidade. Além disso, quanto menos razões as pessoas têm para julgar seu desempenho, melhor a chance de ser julgado. 

Parte de você entende que empreender esforços para atingir um objetivo também o torna vulnerável. Afinal, e se você dedicar todo esse tempo e energia para construir um negócio e, de repente, falhar? Não, é muito menos doloroso não tentar do que expor-se ao julgamento dos outros e deixar a desejar. 

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Você adota a discrição absoluta ou, quando ser discreto não resolve, parte para mudanças desenfreadas.

Na hora de escolher uma área ou carreira, você aponta sempre para aquelas que lhe permitem ser autônomo ou relativamente imperceptível. Dessa forma, você sente que pode manter sob controle qualquer tipo de avaliação ou fiscalização de rotina a que funcionários de empresas costumam ser submetidos.

Agora, quando a única opção viável de emprego é em uma área impossível de permanecer com segurança sob o radar dos chefes, você adota um perfil constante de mudanças. Como impostor, tem a sensação de ter um grande alvo nas costas. Que melhor maneira de esquivar-se daqueles que acredita terem superestimado suas habilidades do que sendo um alvo móvel?

Você usa o seu carisma para conseguir aprovação.

Na tentativa de encontrar ao menos uma pessoa para reconhecer o seu brilho, você usa habilidades sociais para causar boa impressão, já que não acredita em seu intelecto. O problema é que, se seus esforços forem bem-sucedidos, você dispensará a resposta positiva, acreditando que somente podem pensar que é especial, porque gostam de você. Além disso, na sua cabeça, precisar de aprovação externa apenas confirma que você é uma fraude.

Você procrastina tudo que pode.

Adiar o trabalho se tornou uma desculpa pronta para te afastar de qualquer situação que possa “desmascarar” a sua falha. Você diz para si mesmo que é por que você ‘funciona melhor sob pressão’. Talvez seja isso, mas também sabe que, ao deixar tarefas importantes para o último minuto, há mais chance de que a qualidade seja prejudicada. E aí a desculpa será sempre o tempo e não a sua possível incapacidade.

Você nunca termina nada.

Não terminando nada, você não só se protege de uma possível descoberta, como também, efetivamente, evita a vergonha de ser criticado. Afinal, se alguém questiona seu trabalho, seu talento ou seu conhecimento, você pode sempre insistir que o trabalho ‘ainda está em andamento’ ou que ‘você está apenas se aventurando.

Você apela para a autossabotagem no trabalho.

O medo de ser exposto gera tanta ansiedade que você, sem perceber, faz coisas para minar qualquer perspectiva de sucesso. Você chega atrasado ou vai despreparado para um teste importante ou compromisso. Na noite que antecede uma apresentação, você fica acordado até tarde ou bebe loucamente. Afinal, se você se der mal, pode culpar o cansaço ou a ressaca. Já se for bem, então, se sente digno, porque sabe que se safou dessa vez.

Identificado o problema, é essencial que a pessoa comece a tirar bons proveitos de possíveis falhas, que, inevitavelmente, vão acontecer uma hora ou outra. Escolha um objetivo para enfrentar, mas não foque no erro. Pense nas lições que pode tirar SE fracassar. E, se por algum momento você voltar a pensar em como você deve ser uma fraude, lembre-se de quantos aumentos salariais, promoções, prêmios e elogios você já conquistou na carreira. Nada aconteceu por acaso!

Converse com um psicólogo

Para pessoas com “Síndrome de Impostor”, a psicoterapia individual pode ser extremamente útil. Um psicólogo pode lhe dar ferramentas para ajudá-lo a quebrar o ciclo do “pensamento impostor”. Em geral, as pessoas afetadas pela síndrome não percebem que poderiam estar vivendo de outra maneira. Eles não têm ideia de que é possível não se sentir tão ansioso e temeroso o tempo todo.

Se você se identificou com os pontos acima, empenhe-se em encontrar e valorizar aquilo que você tem de bom. E, se precisar, não pense duas vezes em pedir a ajuda de um psicólogo, que é o profissional certo para auxiliá-lo nesse processo. A única coisa que não pode fazer é continuar achando que todas as coisas incríveis que você realizou e continua realizando caíram no seu colo diretamente do céu.

Fontes:

https://exame.com/ciencia/estudo-mostra-como-lidar-com-a-sindrome-do-impostor/
https://www.huffpostbrasil.com/2014/04/07/7-sinais-de-que-voce-e-uma-das-vitimas-da-sindrome-do-impostor_n_5106396.html

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Suelen Tebaldi, aqui no Blog.
Psicóloga, terapeuta cognitiva comportamental, apaixonada pela escuta e pelo relacionamento com as pessoas. "Psicóloga da família" desde pequena, vive e ama essa profissão e todos os seus desafios. Conheça o meu Instagram. | Clique para marcar uma consulta comigo

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