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Seus padrões de pensamento orientam seu comportamento alimentar

comportamento alimentar

A alimentação é instintiva e necessária para a sobrevivência da pessoa, porém cada um se relaciona com ela de uma forma diferente, sofrendo interferência do contexto social, cultural, ambiental, biológico e padrões de pensamentos. Esse comportamento se torna um transtorno quando começa a afetar sua vida social, saúde e rotina.

São exemplos de transtornos alimentares: a anorexia nervosa (na qual diminui significativamente a ingestão de alimentos, levando à privação da alimentação); bulimia nervosa (em que a pessoa tem momentos de compulsão alimentar e em seguida executa um comportamento compensatório intenso); compulsão alimentar (ingestão excessiva de alimentos por um período curto de tempo, sem acompanhar de mecanismos compensatórios), entre outros.

Os transtornos alimentares podem vir acompanhados de distorções de autoimagem, de forma que a pessoa se vê mais gorda do que realmente está, ou mais magra do que realmente está, etc. Todos esses aspectos devem ser considerados ao se avaliar um transtorno alimentar. Ainda que não se configure um transtorno, um padrão disfuncional de alimentação pode levar a comprometimentos na saúde e nas relações sociais.

Um dos principais pontos trabalhados pela terapia cognitivo-comportamental, em pacientes que apresentam uma relação distorcida com a comida, é o padrão de pensamento subjacente que pode interferir no surgimento e manutenção do quadro. Perfis mais perfeccionistas e rígidos de pensar dificultam a flexibilidade do paciente e sua adaptação social, dificultando a modulação da alimentação de acordo com o contexto e necessidades biológicas.

Essas pessoas estruturam suas avaliações de si, do mundo e do futuro em divisões dicotômicas, sendo tudo ou nada na maioria das situações. Isso leva a comportamentos de exageros na ausência da alimentação, no excesso da alimentação, no preparo do alimento, entre outros comportamentos de ponderação e interação com a comida.

Considerando que nossas necessidades biológicas e sociais são moldadas por homeostase, exigindo sempre um controle flexível do comportamento, segundo as condições do momento, essa rigidez acaba por afetar a saúde e as relações interacionais.

Mecanismos emocionais e outros transtornos psicológicos podem estar envolvidos nessa distorção comportamental, reforçando esses padrões de pensamento e intensificando o rigor com que o paciente avalia seu corpo, sua motivação alimentar, seus sistemas compensatórios e o papel da alimentação em sua vida.

São comuns, portanto, pensamentos do tipo: “se eu comi um bombom, estraguei toda a dieta”, diante desse pensamento ele se permite comer mais, por não admitir esse tipo de flexibilidade. Ou ainda, comportamentos de pesagem frequentes, considerando as variações naturais de peso ao longo do dia como informação significativas para intensificar a rigidez no controle alimentar.

A formação desses pensamentos está relacionada à construção de percepções ao longo de sua vida, sofrendo interferência do contexto familiar, padrões sociais, costumes culturais (como por exemplo, relacionar a comida sempre com situações de prazer), crenças de desvalor, desamor e desamparo, necessidade de aceitação pelo grupo, etc. O tratamento busca adequar as avaliações do paciente, flexibilizar a rigidez de avaliação e comportamento, mudança de hábitos e orientações de viés social.

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Auxiliatrice Badaró
Auxiliatrice Badaró
Mestre em Psicologia, Especialista em Terapia Cognitivo-comportamental com crianças e adolescentes, Pós graduanda em Neuropsicologia. Atende: Adolescentes, Adultos, Idosos, Casais, Famílias e Grávidas.

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