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Setembro amarelo: é preciso falar sobre suicídio!

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O mês de setembro foi escolhido como o mês de prevenção ao suicídio, e isso se deve ao fato que o suicídio tornou-se uma questão de saúde pública em todos os países. Dados disponibilizados pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) apontam que a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio, a cada 3 segundos uma pessoa atenta contra a própria vida, o Brasil é o 8º país em número absoluto de suicídios e entre os jovens na faixa etária de 15 e 34 anos o suicídio é a segunda causa de morte no mundo. Diante de dados tão preocupantes é preciso gerar informação para que se possa prevenir e diminuir o número de pessoas que comentem suicídio no mundo todo.

É possível prevenir o suicídio. Para isso precisamos capacitar os profissionais da área de saúde (em todos os níveis de atenção) para que consigam reconhecer os fatores de risco para o suicídio, divulgar informações sobre o tema pode ajudar a acabar com tabus ou mitos comumente relacionados ao suicídio, para que possamos falar sobre o suicídio de forma mais clara e aberta, e assim, estabelecer maneiras de se reduzir e evitar os casos de suicídio.

É preciso compreender que quem comete o suicídio, percebe o ato de tirar a própria vida, como uma forma de acabar com o sofrimento pelo qual estão passando. Por isso é tão importante que exista uma rede de apoio, formada por familiares, amigos e/ou pessoas que possam oferecer suporte, carinho e compreensão para a pessoa com ideação ou planejamento suicida.

Ainda não é possível prever de forma exata quem são as pessoas que podem se suicidar, mas podemos estar atentos a alguns eventos que estão relacionados com uma maior frequência de casos de suicídio. Alguns deles são:

  • Tentativas prévias de suicídio. O risco de um indivíduo que fez uma tentativa, tentar novamente, é muito grande.
  • Doenças mentais. Transtornos psiquiátricos como depressão, transtornos de personalidade, esquizofrenia, transtorno bipolar, abuso e/ou dependência de drogas (lícitas ou ilícitas) quando não diagnosticados, não tratados ou tratados de forma não adequada, podem aumentar o risco de suicídio.
  • O sentimento de desesperança, impulsividade e desamparo.
  • Idade. O número de suicídios entre os jovens aumentou muito, nacional e mundialmente, sendo que no Brasil é a terceira principal causa de morte. Os motivos que levam adolescentes e jovens a terem comportamentos suicidas, vão desde problemas familiares, emocionais ou sociais, abuso de substâncias, casos na família de transtornos psiquiátricos, abuso físico ou sexual na infância, humor depressivo, entre outros. Outro grupo que apresenta um elevado número de casos de suicídio são os idosos. As causas que mais os levam a este comportamento são o sentimento de solidão, ocorrência de doenças graves ou que causem dor, perda de pessoas queridas (especialmente filhos ou cônjuge) e sentimento de estar dando trabalho para a família por ter envelhecido.
  • Gênero. Dados apontam que os homens morrem mais do que as mulheres quando o assunto é suicídio. Acredita-se que esta estatística esteja relacionada com o fato de que as mulheres conseguem estabelecer uma rede de apoio mais fortes além de buscarem ajuda mais rápido do que os homens.
  • Descoberta de doenças crônicas.
  • Situações potencialmente traumáticas na infância e adolescência. Dois fatores são comuns nos casos de suicídios de jovens. Um está relacionado aos abusos e maus tratos, rede de apoio fraca, questionamentos quanto à orientação sexual, separação dos pais, entre outros. O segundo fator seriam os casos de suicídio de pessoas públicas que o adolescente admire ou de pessoas próximas a ele.
  • Genética familiar. Nos casos de suicídio, a genética familiar é tão importante quanto o meio em que a pessoa está inserida. O risco de suicídio aumenta quando há na família histórico de suicídio ou de tentativas.
  • Estabelecimento de laços sociais. Quanto menor e mais frágeis forem os laços sociais de uma pessoa, maior será o risco de morte por suicídio.

                  Caso você tenha se identificado com as questões expostas acima ou conheça alguém que esteja passando por estas situações de risco, não deixe de buscar ajuda especializada, não tenha vergonha de reconhecer que precisa de ajuda e saiba que existem pessoas capacitadas e dispostas a te auxiliar a passar por esse momento.

 

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Christina Daret
Christina Daret
Psicóloga, pós graduada em Terapia Cognitivo Comportamental. Apaixonada pela Psicologia e o atendimento clínico. Adora viajar e estar com a família.

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