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Adeus às crenças negativas
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Há diferença entre a solidão involuntária e a voluntária. Creio que tudo o que se faz por opção tem mais chances oferecer bem estar, pois esta é uma condição que mantém aberta a possibilidade de reverter a situação assim que desejar. Desta forma há pessoas que moram sozinhas, trabalham sozinhas, vão ao cinema sozinhas mas não se sentem solitárias pois percebem que estes momentos são desfrutados como experiências válidas.
Fernando Pessoa disse: “   A liberdade é a possibilidade do isolamento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo”. Ele fala da solidão por opção, dos momentos onde você está só porque quis e não porque não tinha ninguém para ficar contigo.
Merece mais atenção aqueles que sofrem por se sentirem só.
Há os que estão só fisicamente, ou seja convivem com poucas pessoas, mas há os que até convivem com um bom número de pessoas mas ainda assim não se faz possível desenvolver companheirismo, cumplicidades, harmonia, etc.
Vejo pessoas casadas em profundo sofrimento pela solidão. Vejo solteiros, os quais ouvem de outras pessoas que são “sortudos” pois não precisam se prenderem a ninguém. Mas e quando há desejo de estar conectado a alguém?
Muitas vezes a pessoa não percebe o desejo de companhias. As vezes é possível que desamparos desenvolvidos em alguma fase da vida fizeram que ela desistisse de buscas acolhimento por não acreditar ser possível. São pessoas que sofrem mas não identificam a origem do sofrimento.
Porque tanta gente chega numa fase da vida e se percebe sozinho? Tem gente que passa uma vida inteira sozinho  tendo como companhia apenas colegas de trabalho, que só são seus colegas porque foram contratados para trabalhar na mesa do lado.  Tem gente que passa toda uma vida tendo só conhecidos, nunca amigos, nunca teve pessoas que realmente se importassem com ela. As únicas pessoas com quem conversa é o balconista da padaria ou o caixa do mercado. Podemos considerar interações interessantes mas trata-se apenas de relacionamento de passagem.

Sua vida depende do que você constrói?

Vemos muita gente se queixando que passou o fim de semana inteiro em casa, fazendo nada, andando da geladeira para o sofá. Dias inteiros, nem o pijama tirou, e quando chega a musiquinha do Fantástico bate aquele arrependimento  “Não fiz nada o fim semana todo  agora não dá tempo de mais nada”.
E quando se pergunta: Mas porque você não fiz nada? Podia ter ido num parque, ir ao cinema,  visitar alguém. A resposta costuma ser: “Não tinha ninguém para me acompanhar”.  “Estava sem animo”.  “Não consigo ver sentido nas coisas”.
Para tirar alguém da solidão pode ser interessante entender o que a colocou lá.
Alguns acreditam em azar “Eu sou sozinho, porque todas as pessoas que passaram em minha vida, por “azar” foram embora, não tinham nada a ver comigo, mas não entendo porque pois é fácil se dar bem comigo é só ser sincero, honesto , bonito, bem de vida, inteligente, e  humilde como eu”.
Algumas vezes pode ser interessante observar nossos critérios, será que exigimos algo impossível para assim justificarmos a não existência de relacionamentos?
Outras vezes percebo que falta apenas um “empurrãozinho”, talvez desenvolver algumas habilidades sociais, talvez aprender um pouco mais sobre si mesmo para então se entender melhor no mundo dos relacionamentos.
FONTE:http://www.marisapsicologa.com.br/relacionamento-e-solidao.html

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Redatora Casule
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