Recaída: encarar, enfrentar e evitar!

Atualizado em 07/10/2017
Por Redatora Casule

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Recaída: encarar, enfrentar e evitar!

A recaída faz parte do processo de mudança! É muito importante que isso fique bem claro, não para que se permita acontecer, mas para que se permita tentar novamente.

A prevenção de recaída é o conjunto de técnicas que tem como objetivo principal a manutenção da mudança de hábitos, esta é uma abodagem considerada efetiva no tratamento da dependência química.

Essa abordagem acredita que a mudança se faz por meio de um processo que envolve diferentes estágios:

  • Pré-contemplação: entrada para o processo de mudança, a pessoa nesse estágionem sequer encara seu comportamento como um problema, podendo ser vista como “resistente” ou “em negação”;
  • Contemplação: fase ambivalente do processo, quando o contemplador considera a mudança, mas, ao mesmo tempo a rejeita. Muito importante trabalhar essa fase em seu àpice para movimentar a decisão de mudar;
  • Preparação: trabalhada a ambivalência, com êxito, há disponibilidade e comprometimento com a mudança. Aumenta-se a responsabilidade e a elaboração de um plano específico de ação;
  • Ação: nessa fase a terapia auxilia assegurando o plano, trabalhando a autoeficácia e criando condições externas para mudança;
  • Manutenção: estabilidade do novo comportamento ao longo dos anos.

Recaída: encarar, enfrentar e evitar!

 

Atingir alguma mudança não significa manter-se em tal estágio, visto que muitas pessoas acabam recaindo e tendo de recomeçar o processo. Não necessariamente retornam à primeira fase, mas muitos passam inúmeras vezes pelas diferentes etapas para chegar ao término, isto é, uma mudança mais duradoura.

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Alguns fatores intrapessoais que podem influenciar a recaída são:

  • Autoeficácia: confiança e capacidade que o indivíduo sente de ter um determinado comportamento em uma situação específica. Uma boa autoeficácia é fator preditivo de sucesso de tratamento;
  • Expectativas de resultado: antecipação que o indivíduo faz dos efeitos de uma experiência futura;
  • Fissura: desejo subjetivo de consumir a substância;
  • Motivação: fator principal de mudança;
  • Habilidades de enfrentamento: reconhecimento e enfrentamento/evitação de situações de alto risco;
  • Estados emocionais: relação entre afeto negativo e recaída;
  • Relações interpessoais: suporte/apoio social funcional ou níel de suporte emocional é altamente preditivo de manutenção de abstinência – tanto qualidade como a quantidade do apoio são importantes;

 

Os alicerces da prevenção de recaída são:

  • Conscientização do problema: reconhecimento docomportamento dependente como um problema;
  • Treinamento de habilidades sociais: lidar de forma efetiva em situações que se colocam;
  • Mudanças no estilo de vida: reestruturação da rotina, das atividades e da sua rede social.

A prevenção de recaída vem se mostrando uma abordagem muito útil no manejo de casos de dependência química. Identificar situações de risco, aprender a enfrentá-las e mudar o estilo de vida são atitudes que podem contribuir para a manutneção da mudança de comportamento.

É importante destacar que o acompanhamento profissional é fortemente indicado durante todo processo: cosncientização, aquisição/treino de habilidades, auxílio na reestruturação do estilo de vida. É fundamental entender, também, que na construção de sua rede de apoio o dependente precisa contar com ajuda profissional.

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