Por que não dá para fugir do que te causa ansiedade?

Atualizado em 18/12/2020
Por Marcelle Mattos

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Um comportamento muito comum em quem sofre de ansiedade é fugir do que a causou. Para uma pessoa que tem medo de falar em público – que tem crises de ansiedade só de pensar que vai estar na frente de uma plateia falando sobre algum assunto – recusar um convite para dar a palestra vai trazer um alívio imediato dos sintomas. Mas será que o problema foi resolvido? 

Os sintomas ansiosos diminuem ou até mesmo somem como num passe de mágica assim que esta pessoa recusa o convite, mas da próxima vez que surgir outra situação parecida, aquele desconforto dos sintomas ansiosos e do medo vai voltar. Em maior intensidade e a cada vez maior, até que domine a vida daquela pessoa. Podemos levar esse raciocínio para outros medos como o medo de dirigir, de elevador, de contato social e muitos outros.

Isso acontece porque toda vez que alguém foge de uma situação que representa uma ameaça, no caso falar em público, ensinará ao cérebro que aquela situação é realmente ameaçadora, o que reforça a ideia de perigo! A ansiedade se baseia nisso: a pessoa acredita que determinada situação é mais perigosa do que realmente é e somando-se a isso, ela não acredita que vai ser capaz de enfrentar o que considera ameaçador. Um ciclo então pode se formar: o medo e ansiedade aumentam com a fuga, o que faz com que a crença de que realmente é uma ameaça se fortaleça e a ansiedade e o medo só vão aumentando sua intensidade e dominando a vida da pessoa.

Se esta pessoa enfrenta, mesmo ansiosa e com medo, vai se acostumando e aprendendo que consegue lidar com aquilo que lhe causava tanto desconforto. Vai se dando conta da real dimensão do perigo e ao mesmo tempo entrando em contato com suas emoções que aos poucos vão se tornando menos intensas e prejudiciais. Gradativamente, a ansiedade vai diminuindo de intensidade a cada nova experiência de enfrentamento até que chegue num nível confortável. As emoções são naturais da nossa condição humana, portanto não podemos dizer que vamos deixar de senti-las.

É importante deixar claro que apesar de o perigo ser superdimensionado e em alguns casos, criado, o sentimento que ele provoca é real! Uma pessoa ansiosa realmente acredita que está correndo perigo e a primeira reação é mesmo fugir. Os sintomas físicos como taquicardia, sudorese ou tremores são reações a esta crença. 

Acreditar, por si só, que um medo é desproporcional ou ter consciência de que a ansiedade não deveria existir naquele contexto, não vai eliminar essas emoções. Mas tomar consciência delas e enfrentá-las, sem correr riscos reais, vai contribuir para que se sinta cada vez mais seguro. Aos poucos a pessoa vai percebendo o quanto é capaz de lidar com o que causa desconforto. O que causa medo e ansiedade não são as situações em si, mas sim a forma como se interpreta cada uma delas.

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Existem medos que levam ao mal estar, à evitação e ao desconforto, mas existem níveis de ansiedade e medo que são mais intensos como as fobias e o pânico que trazem um prejuízo maior à vida e paralisam. 

O mais importante é que todos os tipos e intensidades são tratáveis e podem trazer de volta a qualidade de vida perdida! Procure ajuda!

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Marcelle Mattos, aqui no Blog.
Psicóloga pós graduada em Terapia Cognitivo-comportamental. Atende adolescentes, adultos e idosos. Apaixonada pela psicologia e pelo que ela proporciona! Conheça o meu Instagram. | Clique para marcar uma consulta comigo

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