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Luto é a angústia da perda. Um processo sentimental que ocorre quando o ser humano vivência uma perda de importância emocional para ele. Vivido e sentido totalmente no âmbito individual. Mesmo que haja um grupo, família ou mais de uma pessoa passando pela mesma perda, cada indivíduo expressará seus sentimentos, assim como reagirá com mais ou menos intensidade de maneira única (choro, raivatristeza, questionamentos, interferências na vida social ou emocional).

O luto não é doença ou síndrome, nem mesmo sinônimo de vida desestruturada e sim um processo, e como tal tem suas fases:

  1. Negação: quando a pessoa evitar falar, fingir não estar acontecendo e usar sua estrutura emocional para lutar contra a morte;

“Isso não é verdade!”
“Vai passar.”
“Sempre dou um jeito em tudo, vou resolver isso também.”

  1. Raiva: momento de ira, questionamentos, revolta, expressados de forma inquieta, chorosa, normalmente relacionada por não poder mais negar o fim;

“Isso não é justo!”
“Por que fizeram isso comigo?”

  1. Barganha: uma negociação que se faz consigo mesmo, com o meio, até com Deus e outras entidades religiosas, onde entende que não pode mais negar a ideia de morte, mas ainda tenta desviar os sentimentos para outras ideias, camuflar, ou mesmo negociar uma última oportunidade, último momento, para depois se permitir a aceitar;

“Vou ser uma pessoa melhor, serei mais gentil e simpático com as pessoas, terei uma vida saudável.”
“Vou acordar cedo todos os dias, tratar bem as pessoas, parar de beber, procurar um emprego e tudo ficará bem.”
“Vou pensar mais positivamente e tudo se resolverá.”
“Vou mudar minhas atitudes, meu comportamento, e tudo se resolverá”.

  1. Tristeza: quando já não há mais força emocional, para lutar contra os medos e a dor da perda e o fim é assumido e encarado;

“Não tenho capacidade para lidar com isso.”
“Nunca mais as coisas ficarão bem.”
“Eu me odeio.”

  1. Aceitação: quando a dor começa dar espaço para um processo de superação. Sofrer a dor da perda, não tomará mais todo o espaço da vida já poderá voltar a pensar em planejar, construir e seguir em frente, enquanto ainda lida com sua dor.

“Não é o fim do mundo.”
“Posso superar isso.”
“Posso aprender com isso e melhorar.”

É importante entender que: Não há um tempo certo para cada estágio, nem mesmo é necessário que se siga a ordem ou que ocorra todos, isso sempre será muito particular de cada caso. As pessoas podem superar uma fase, mas, depois, retornar a ela, estacionar em uma delas sem ter avanços por um longo período ou ainda suplantar todas as fases rapidamente até a aceitação. Porém, sabe-se que, normalmente, é essa a ordem do processo e que a fase mais longa é a da tristeza para a aceitação.

Ninguém está preparado para perder (morte; separação; término; fim de uma amizade; entre outros) é normal não conseguirmos nos desapegar. Superar o luto requer tempo.

E sufocar a tristeza e as lágrimas pode ser prejudicial. Porém amigos e familiares surgirão com frases prontas: “Não chore!”; “Segue a sua vida.”; “Foi melhor assim.”. Como não chorar diante da dor da separação/término? Ou da perda de um filho ou esposa? Temos, sim, o direito de chorar o quanto quiser e pelo tempo que desejar. Muitos querem ficar sozinhos, outros preferem partilhar sua dor. Tudo isso ajuda a elaborar o processo do luto na vida. Assim como o sentimento de culpa, durante esse processo irá surgir e muitos questionamentos vão aparecer: “Por que ofendi tal pessoa naquele dia?”; “Por que não a abracei mais?”; “Por que não lhe disse que a amava?” ou “O que não fiz que devesse ter feito?”.

O papel de um psicólogo num processo de luto:

Será aquele que poderá ajudar o indivíduo a identificar o estágio em que se encontra e na resolução do mesmo, que exigirá a vivência de sentimentos e pensamentos que o indivíduo tenta evitar constantemente. A tarefa do psicólogo é permitir que o paciente vivencie o luto. Entendendo que superar não é esquecer nem fingir que nada aconteceu, significa aceitar e continuar a viver, retomar sua rotina, seu trabalho, ou qualquer atividade que interrompeu durante o processo. Entender que o sofrimento e a morte fazem parte da vida e que é possível encará-la de frente, compreendê-la e admiti-la para continuar vivendo.

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