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Gagueira na infância

Gagueira na infância - fonoaudiologia casule

Definição

A gagueira consiste na interrupção da fluência verbal, ou seja, ela é um distúrbio da comunicação. A gagueira não é um problema originado no aparelho fonador, mas sim um problema que afeta áreas do cérebro responsáveis pela linguagem, além de interferir no controle motor da fala. Ela não tem causa emocional; a questão emocional é uma consequência da gagueira, principalmente a chamada ansiedade antecipatória.

Características

A gagueira é caracterizada por bloqueios, prolongamentos e/ou repetições, que podem ocorrer em apenas um som da palavra, na sílaba ou na palavra inteira. Esses comportamentos podem acontecer associados à tensões na musculatura facial, cervical ou até mesmo corporal, que muitas vezes não são percebidas pelo falante que está gaguejando.

Causas

As causas da gagueira ainda não são plenamente conhecidas, porém sabe-se que o fator genético tem grande influência. É importante ressaltar que a genética não é determinante; ela é um fator de predisposição. Portanto, se existem outros falantes gagos na família é importante ficar atento à qualquer alteração no desenvolvimento da fala. Além disso, a prevalência dela é maior em meninos do que em meninas.

Gagueira na infância

Quando a gagueira surge antes da puberdade, sem dano cerebral aparente ou outra causa conhecida, ela é chamada de gagueira do desenvolvimento. A gagueira do desenvolvimento não é provocada por algum acontecimento ou trauma do mundo exterior. Entretanto, é comum as crianças apresentarem disfluências, em algum momento, geralmente entre os dois e os cinco anos, período em que estão estruturando sua linguagem. Porém, essas disfluências tendem a desaparecer espontaneamente em, aproximadamente, três meses. Além desse fator ‘evolução’, outras características que tendem a diferenciar a disfluência comum da gagueira do desenvolvimento são: a frequência de ocorrência das disfluências (que tendem a ser mais frequentes na gagueira do desenvolvimento do que nas disfluências comuns da infância), as características das disfluências (as disfluências comuns se caracterizam por repetições de palavras inteiras, partes de frases ou frases inteiras), tensão corporal (na disfluência comum na infância não se observa tensão ou movimento corporal associado) e desempenho linguístico (nas crianças que gaguejam pode-se observar alguns problemas relacionados ao desempenho da linguagem). Em alguns casos essas disfluências podem não desaparecer espontaneamente, sinalizando o início do processo de gagueira, e então deve-se procurar um fonoaudiólogo para orientar sobre o tratamento necessário. Portanto, pais, pediatras, professores e pessoas do convívio da criança devem estar sempre atentos ao desenvolvimento da fala da criança. O diagnóstico e a intervenção fonoaudiológica precoces são fundamentais para o sucesso terapêutico, já que a criança em idade pré-escolar apresenta maior plasticidade cerebral, permitindo melhores condições da aprendizagem de novas habilidades, incluindo a fluência. O trabalho do fonoaudiólogo será o de desenvolver modelos comunicativos favorecendo a fluência (o que inclui, por exemplo, uma fala mais lenta e relaxada e o aumento do tempo de pausas nas conversas) e orientar sobre a generalização do novo modelo de fala aprendido na terapia no seu cotidiano.

Dicas para lidar com crianças que apresentam gagueira

Boas dicas de o que fazer ao lidar com uma criança que apresenta sinais de gagueira são:

– falar mais devagar com a criança. Grande parte da aprendizagem da criança acontece por meio da imitação. Então, ao invés de pedir para a criança falar mais devagar, fale mais devagar com ela para que ela possa ter esse modelo de fala.

-permita que a criança fale no seu tempo, sem interrompê-la, completar a palavra ou frase para ela ou pedir para ela ter calma.

-respeitar o modo de falar da criança, entendendo que cada um tem diferenças individuais na fala. A criança precisa de apoio e não de julgamentos.

 

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Flávia Henriques
Flávia Henriques
Fonoaudióloga do riso fácil e com um pé (e formação!) na Psicologia. Gosto de estudar, ver filmes e passar o tempo na internet.

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