A disfunção erétil é um dos transtornos mais comuns entre os homens, especialmente depois dos 40 anos. É definida como a incapacidade de alcançar uma ereção ou de manter a ereção de forma satisfatória até o fim da relação sexual. Existem três tipos de causas:

1) orgânica;

2) psicogênica;

3) mista.

Dentre as causas orgânicas, a disfunção erétil pode ser de ordem vascular, endócrina, neurológica, relacionada à drogas ou intervenções cirúrgicas. Como a ereção é um fenômeno vascular, os fatores de risco para o desenvolvimento da mesma são os mesmos que os de doenças vasculares (pacientes diabéticos, hipertensos, sedentários, obesos, tabagistas, etc.).

Já os fatores endócrinos, destaca-se que os fatores de risco são maiores para aqueles que apresentam problemas na glândula adrenal, na tireoide e quando ocorre a diminuição do nível de testosterona (na velhice, por exemplo). Alguns medicamentos também podem levar à disfunção erétil, como alguns antidepressivos e benzodiazepínicos, por exemplo. Um tipo comum de cirurgia que pode ter como consequência a disfunção erétil é a prostatectomia.

Dentre os fatores emocionais relacionados à disfunção erétil, destaca-se a ansiedade de desempenho como um fator de grande impacto. A ansiedade de desempenho é o medo do mau desempenho, ocorre quando o homem tem receio de não apresentar a performance sexual que gostaria para satisfazer o seu par, seja por experiências mal sucedidas anteriores, medo de ser ridicularizado, ou ainda, por crenças distorcidas relacionadas ao sexo propriamente dito, o conceito que ele sobre “falha”, “sexo”, “função sexual”.

É sempre importante destacar que o prazer é completamente diferente da performance sexual, sendo que uma boa resposta sexual é consequência do prazer e não o contrário. 

Outros fatores relacionados à disfunção erétil são: cansaço físico, problemas de relacionamento com o parceiro, baixa autoestima, insegurança, excesso de bebida alcóolica, idade (com o passar dos anos o nível de testosterona diminui e com isso, aumenta a chance para o desenvolvimento do transtorno e também aumentam os fatores de risco para outras doenças comórbidas).

O tratamento é multiprofissional e baseado na causa da disfunção erétil. A primeira coisa a ser feita é buscar uma avaliação do médico urologista para que as causas orgânicas sejam descartadas. O tratamento pode envolver reposição hormonal e uso de medicamentos, como os inibidores da fosfodiesterase. 

Um ponto importante a ser destacado é que a medicação atua apenas quando há desejo. Muitos pacientes tomam a medicação antes desse estágio inicial e em função disso, o remédio não funciona. Para ocorrer a ereção, é necessário que alguns mecanismos ocorram: a partir do estímulo sexual, ocorre liberação de neurotransmissores dos terminais nervosos cavernosos resultando em relaxamento dessa musculatura, pela queda do cálcio no citoplasma da musculatura arteriolar e dos sinusoides dos corpos cavernosos.

Em consequência disso ocorre dilatação das artérias e arteríolas associada a um aumento no fluxo sanguíneo, somado a um represamento deste sangue pela expansão dos sinusoides e pela compressão do plexo venoso entre a túnica albugínea e os sinusoides, com consequente diminuição do efluxo de sangue. Com esse processo há um estiramento da túnica albugínea com consequente compressão das veias emissárias, maior diminuição do efluxo de sangue e complementando a rigidez peniana.

  • Aumento do fluxo arterial e restrição do fluxo venoso de saída
  • Relaxamento músculo liso corpo cavernoso
  • Diminui a disponibilidade de óxido nítrico (vasodilatador)
  • Excitação
  • Desejo

O tratamento psicológico pode ser feito por meio da terapia sexual ou terapia individual ou ainda, terapia de casal. As intervenções consistem em diminuir a ansiedade de desempenho, treinar a atenção (na hora do sexo, o foco da atenção tendem a ficar em estímulos não excitatórios devido à ansiedade), foco sensorial, reestruturação cognitiva, dessensibilização sistemática, treino de habilidades de comunicação e assertividade sexual, educação sexual, aumentar a autoestima, aumentar a autoconfiança, diminuir a autocobrança, desmistificar crenças sexuais, entre outras técnicas relacionadas à demanda da disfunção erétil.

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