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A preocupação crescente com a saúde tem levado as pessoas a buscarem cada vez mais informações sobre alimentação, exercício físico e diversos outros temas afins. Contudo, devido à facilidade de acesso às informações disponíveis na Internet e ao fato de qualquer pessoa poder escrever textos e/ou gravar vídeos sobre diversos assuntos, sem qualquer senso crítico, apenas reproduzindo informações recebidas de outros, tem contribuído para gerar dúvidas na população.

Algumas características são comuns a essas pessoas e é sobre elas que vamos falar no texto desse mês.

 

Ponto 1: determinado alimento ou é perfeito ou é um veneno.

 

Sem dúvidas alguns alimentos apresentam maior valor nutricional que outros. Por exemplo, acredito que muitos percebam que uma maçã possui um rol de vitaminas e minerais muito maior que um pacote de biscoito recheado, por exemplo. Então maçã é um alimento perfeito e o biscoito é um veneno? Claro que não! Uma dieta que tivesse apenas maçã não seria muito melhor que uma dieta somente com biscoitos recheados. Ambas apresentariam deficiências e excessos, ainda em que aspectos diferentes. Por isso, o mais importante é que a alimentação seja variada, tanto nos grupos alimentares, quanto nos alimentos ingeridos. Claro que a base da alimentação não deve ser de alimentos ultraprocessados como os biscoitos recheados, mas, com moderação, eles podem ser consumidos sem qualquer prejuízo à saúde.

 

Ponto 2: quem diz que determinado alimento é perfeito comercializa esse alimento.

 

O mercado de alimentos “fit” vem crescendo nos últimos anos e basta alguém dizer que determinado alimento é bom por causa disso ou daquilo que as lojas especializadas começam a vender – normalmente a preços elevadíssimos – e as pessoas vão até lá comprar achando que vai ser que vão resolver seus problemas. Mais recentemente, um fenômeno mais intrigante vem ocorrendo: Quem faz propaganda que determinado alimento ou mesmo suplemento é bom, comercializa esse alimento/suplemento no próprio site, através da venda ao público ou de propaganda para seus seguidores. Essa pessoa não está preocupada com a sua saúde. Ela está preocupada com o lucro que vai receber ao vender um produto que você não precisa, mas que acha que precisa porque ela mesma disse que você precisa.

 

Ponto 3: este alimento não faz parte da sua cultura ou é quase impossível de encontrar.

 

Não é incomum você se deparar com pessoas que afirmam que você precisa do pão feito com a farinha do trigo que só é cultivado no Tibete ou do queijo feito com o leite das vacas criadas com sinos de ouro no pescoço (exemplos esdrúxulos e hipotéticos). Cada cultura apresenta um padrão alimentar que inegavelmente funcionou, sem ser necessário importar tudo de outros países, afinal essa importação/exportação em grandes escalas é recente na história da humanidade. Além disso, mesmo que esse alimento fosse melhor que outro semelhante, o preço seria absurdamente mais caro, o que faria a relação custo-benefício não ser nada favorável. Mais uma vez cabe o registro: não vai ser nenhum desses alimentos que vai fazer milagres se o restante da sua alimentação não estiver adequada.

 

Ponto 4: afirmações do tipo “Só o ser humano come isso”

 

Assim como jogar basquetebol, praticar musculação, confeccionar sapatos ou construir prédios, algumas atividades podem ser exclusivas de nós, seres humanos. A história humana nunca foi pautada pela grande disponibilidade de alimento, ao contrário do que ocorre hoje em dia. O alimento consumido era o que estava disponível. Hoje podemos escolher o que comer e muitos dizem que alimentos que são consumidos há centenas de anos não podem mais ser consumidos, enquanto o suplemento lançado ontem – e que custa uma fortuna – é o melhor para você. Agora, se mesmo assim você acha que não deve ingerir esses alimentos, porque “só o ser humano come isso” fique atento: você não pode mais assar, cozinhar, fritar ou usar outro método de cocção, ou ainda combinar alimentos diferentes em uma única preparação, ou usar talheres, ou sentar-se à mesa porque só o ser humano (ou no máximo um número limitadíssimo de espécies consiga fazer alguma dessas coisas).

 

Não se deixe enganar por pessoas com esse discurso. Quando o assunto é alimentação, só um profissional está apto para te orientar: o nutricionista.

Grande abraço e até o próximo mês!

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