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Vegetarianismo

Atualizado em 23/09/2019
Por Redatora Casule

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Vegetarianismo

O vegetarianismo é o regime alimentar que exclui todos os tipos de carnes, podendo ser classificado da seguinte maneira: ovolactovegetariano é o índivíduo que consome ovos e laticínios em sua alimentação. Lactovegetariano, consome laticínios em sua rotina alimentar. Ovovegetariano é aquele que ingere ovos em sua alimentação e vegetariano estrito é o indivíduo que não utiliza nenhum produto derivado de animal em sua alimentação. 

Já o veganismo, segundo definição da Vegan Society, é um modo de viver (ou poderíamos chamar apenas de “escolha”) que busca excluir, na medida do possível e praticável, todas as formas de exploração e crueldade contra os animais – seja na alimentação, no vestuário ou em outras esferas do consumo. Portanto, no âmbito da alimentação, veganismo e vegetarianismo estrito são sinônimos.

Muitos são os motivos que levam as pessoas a se tornarem vegetarianas:

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  1. A ética, já que são abatidos mais de 10 mil animais terrestres por minuto no Brasil para produzir carnes, leite e ovos. A maioria destes animais são frangos, porcos e bois – animais que têm uma complexa capacidade cognitiva e sentem dor, sofrimento e alegria da mesma forma que os cães que temos em casa. Os animais são sencientes (capazes de sofrer e sentir prazer e felicidade), por isso a escolha vegetariana é uma escolha de não compactuar com a exploração, confinamento e abate destes animais;
  2. O meio ambiente, já que, segundo a ONU, o setor pecuário é o maior responsável pela erosão de solos e contaminação de mananciais aqüíferos do mundo. A ONU também estimou que cerca de 14,5% das emissões de gases do efeito estufa oriundas de atividades humanas têm origem no setor pecuário. A maior parte do desmatamento da Amazônia tem sua origem na produção de carnes, laticínios e ovos. 97% do farelo de soja e 60% do milho produzidos globalmente são utilizados não para consumo humano, mas para virar ração para as fazendas e granjas industriais, produzindo alimentos a uma eficiência muito baixa;
  3. A sociedade, pois a produção de alimentos através da atividade pecuária não é apenas ambientalmente degradante, mas também contribui significativamente para o desperdício global de alimentos, uma vez que são consumidos de 2 a 10 Kg de proteína vegetal (por exemplo, soja) para produzir apenas 1 Kg de proteína de origem animal. Em um mundo com 1 bilhão de pessoas que passam fome, jogar toda essa comida no lixo é socialmente inaceitável. Ademais, o setor pecuário concentra a maior parte da mão-de-obra escrava rural brasileira;
  4. A saúde: de acordo com a Associação Dietética Americana) o vegetarianismo reduz mortes por infarto (doença cardíaca isquêmica) em 31% em homens vegetarianos e em 20% em mulheres vegetarianas (estudo com 76 mil indivíduos); os níveis sangüíneos de colesterol são 14% mais baixos em ovo-lacto-vegetarianos do que nos comedores de carne, os níveis sangüíneos de colesterol são 35% mais baixos em veganos do que nos comedores de carne, a pressão arterial é menor nos vegetarianos (redução de 5 a 10 mmHg) , há redução de até 50% do risco de apresentar diverticulite e diabetes nos vegetarianos, a probabilidade de apresentar pedras na vesícula é duas vezes menor nas mulheres vegetarianas (estudo com 800 mulheres entre 40 e 69 anos), os não vegetarianos têm um risco 54% maior de ter câncer de próstata, os não vegetarianos têm um risco 88 % maior de ter câncer de intestino grosso (cólon e reto), há redução na incidência de obesidade nos vegetarianos, um problema mundialmente preocupante. Aparentemente, o consumo de carne aumenta em até 3 vezes as chances de desenvolver demência cerebral, e, uma dieta vegetariana sem derivados animais e com predominância de alimentos crus reduz os sintomas de fibromialgia.

Com todos estes resultados animadores sobre a saúde fica difícil para alguém que estuda o assunto não se interessar pelo vegetarianismo. Um fato muito importante é que apesar de essas descobertas serem muito interessantes, grande parte das pessoas seria vegetariana mesmo se o vegetarianismo fosse nocivo (ainda bem que não é!!), pois a questão ética prevalece em grande parte dos indivíduos.Trabalhar a adequação da dieta é fundamental para preservarmos a integridade física das pessoas que seguem a dieta vegetariana. 

Uma pessoa com deficiência nutricional se torna debilitada, além de ser uma propaganda negativa para a causa. A saúde adquirida com a dieta vegetariana (ou com qualquer dieta) é dependente das escolhas dietéticas. Por isso, pratique atividade física regularmente, alimente-se com variedade e dê ênfase ao consumo de alimentos ricos em ferro, cálcio, zinco e ômega-3. Não fuja do sol. Você precisa de vitamina D, que é sintetizada pelo seu organismo através da exposição da pele ao sol. Não se esqueça da vitamina B12, o ponto mais importante do vegetarianismo. Exames de sangue regulares devem fazer parte da rotina de qualquer pessoa (vegetariana ou não).

Ser vegetariano é mais fácil do que parece. Se você nunca considerou esta possibilidade e não consegue pensar em aderir, comece com a Segunda Sem Carne, um movimento mundial que sugere retirar a carne do prato toda segunda feira. 

Mas tenha certeza de que não é tão difícil quanto parece, é surpreendentemente delicioso, aumenta (em vez de diminuir) o seu repertório de pratos, culinárias e alimentos e, mais importante ainda, é o melhor que você pode fazer pela sua saúde, pelos animais, pelas pessoas e pelo meio ambiente.

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