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A compulsão alimentar é um desvio de comportamento muito comum, e que pode trazer sérios prejuízos para a saúde do indivíduo. Em todos os casos de Transtorno Alimentar são comuns os pensamentos supervalorizados, automáticos e disfuncionais relacionados ao peso, ao formato do corpo, e ao valor íntimo e pessoal. Um fato que contribui muito para a evolução desse tipo de comprometimento é o fato de que na sociedade atual, estamos frequentemente expostos à ideia alterada de que as pessoas valem o quanto elas pesam, ou seja, o número da balança.

O Transtorno Compulsivo Alimentar (TCA) é caracterizado por episódios recorrentes onde a pessoa perde o controle sobre a comida e passa a ingerir qualquer alimento compulsivamente. Geralmente está muito relacionado com o Comportamento de Impulso, onde há uma tensão muito forte que precisa ser aliviada. Dessa forma, a energia dessa tensão precisa ser colocada pra fora. E aí tem-se o comportamento compulsivo como forma de aliviar tal tensão.

Indivíduos com TCA, no geral, apresentam alguns comportamentos como forma de sintomas, tais como dietas frequentes, preocupação com peso, insatisfação com roupas, ¨sumiço¨ de grande quantidade de alimentos repentinos, além de possuírem o hábito de esconder alimentos e até mesmo de roubá-los. Comem mais rápido que o normal, até se sentirem muito cheios, mesmo sem estar fisicamente com fome. 

A qualidade das refeições também é um aspecto que precisa ser levado em conta, visto que há um grande consumo de sobremesas e fast-foods, alimentos muito gordurosos, de fácil acesso e fáceis de serem mastigados. Em algumas situações, terminam as refeições com a família e se escondem para que ninguém os veja comendo mais. Não são episódios diários, mas acontecem por pelo menos 3 vezes na semana, e não estão relacionados ao comportamento compensatório, mas sim à um grande desespero em suprir o vazio emocional, ou aliviar a tensão e o estresse ao qual são submetidos diariamente. Vale lembrar que esses indivíduos possuem uma grande vergonha em assumir o comportamento e pedir ajuda. 

A qualidade das refeições também é um aspecto que precisa ser levado em conta.

O tratamento do TCA envolve o acompanhamento psicológico e nutricional, uma vez que os prejuízos estão relacionados a uma alteração no consumo de alimentos que podem levar à vários comprometimentos à saúde física e psíquica. É necessário, então, que os dois profissionais estejam em sintonia na busca pela diminuição das compulsões, na melhoria da qualidade de vida, e do enfrentamento da imagem corporal.

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A Psicoterapia irá trabalhar com os registros alimentares, com objetivo de saber quais são as causas ou as situações que antecedem o ato compulsivo pela comida. Esses fatores podem incluir aspectos neurobiológicos, como a alteração das funções executivas, geradas por comprometimentos no lobo frontal cerebral. Entretanto, também podem ser desencadeadas por fatores emocionais, afetivos e cognitivos.

Além disso, o tratamento psicoterapêutico também tem como objetivo a modificação do sistema de crenças que geram sentimentos de desvalia e insegurança, incluindo os pensamentos distorcidos como desqualificação dos aspectos positivos, rotulação, culpa excessiva, comparações injustas, raciocínio emocional negativo e previsões de futuro também negativas e irreais. O desconforto e a angústia são muito frequentes na vida do indivíduo com compulsão alimentar, uma vez que ele tem a consciência do excesso, mas ainda assim não consegue ter controle durante o ato.

Outro método de trabalho que visa a modificação dos hábitos alimentares, é a introdução de atividades físicas, e a diminuição do impacto negativo de tais atividades, pois o corpo, em exercício, naturalmente produz mais serotonina e endorfina, que são os neurotransmissores relacionados à sensação de bem-estar e que ajudam a reduzir o impacto dos momentos de estresse e de ansiedade. 

O comportamento alimentar está inserido nas atitudes. Portanto, a relação com alimento não pode ser denominada um comportamento, pois as crenças, os pensamentos e os sentimentos, não envolvem uma ação, mas sim, a razão das atitudes alimentares não saudáveis.

Fique atento aos sinais! Procure ajuda!

¨Nem toda dieta leva a um transtorno alimentar, mas todo transtorno alimentar começa por uma dieta.¨ (Sophie Dheran).

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