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Como saber se seu filho está sofrendo com a ansiedade?

Medo, ansiedade e preocupações são comuns na infância. O que os pais devem tentar perceber é se a ansiedade seria uma apreensão normal ou se é algo que interfere significativamente na vida da criança, causando alterações comportamentais, interferências na rotina, dificuldades na escola, dentre outras consequências de uma ansiedade patológica.

A ansiedade patológica pode se manifestar de forma física, cognitiva, emocional e comportamental. Dessa forma, incluem os seguintes sintomas: medo, angústia, inquietação, preocupações exageradas, insônia, irritabilidade, distraibilidade, desconcentração, sensação de falta de ar, taquicardia, náusea, boca seca, tontura, sensação de desmaio, dor no peito e tremores no corpo, comportamento de esquiva ou fuga e exploração do ambiente antecipando perigo ou ameaça. Os transtornos de ansiedade acometem crianças e adolescentes com uma prevalência entre 4 a 20% e podem ser subdivididos em quadros específicos. Os principais são: ansiedade de separação, ansiedade social, fobia específica e transtorno obsessivo-compulsivo.

A ansiedade de separação é o medo excessivo em relação ao estágio de desenvolvimento, de ficar longe dos pais ou quando são afastados de casa. As crianças se recusam a ir para a escola, ficam chateadas quando os pais saem para trabalhar e é comum elas ficarem andando atrás dos pais por toda a casa. Pode haver recusa a comparecer à escola ou acampamentos, visitar ou dormir na casa de amigos.

Já a ansiedade social é a apreensão quando a criança tenta interagir com outras pessoas ou quando é o foco da atenção de todos. Essas crianças são muito tímidas e costumam evitar as situações sociais, como conhecer pessoas novas, falar ao telefone, participar em sala de aula, associar a clubes e praticar atividades coletivas. Elas sentem medo de que os outros pensem mal a seu respeito, evitando as situações sociais.

A fobia específica se caracteriza por uma ansiedade significativa, injustificada e desproporcional provocada pela exposição a objetos ou situações temidos, frequentemente levando ao comportamento de evitação. As fobias podem ser classificadas em vários tipos. O tipo animal (medo de cobras, aranhas, insetos, gatos, lagartixas, ratos e pássaros); tipo ambiente natural (medo de tempestades, água e altura); tipo situacional (dirigir, elevadores, aviões, pontes). Outras fobias comuns são de sangue, injeção e ferimentos.

Já no transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), a mente é invadida por pensamentos obsessivos de conteúdo catastrófico e a criança responde com a realização de compulsões na tentativa de afastar o medo de possíveis consequências desastrosas relacionadas a tais obsessões, como lavar as mãos a todo o momento, verificar excessivamente as portas, não usar roupas determinada cor, ficar aflito caso os objetos sobre a escrivaninha não estejam dispostos de uma determinada maneira, por exemplo.

O tratamento mais utilizado e eficaz para os transtornos de ansiedade tem sido a terapia cognitivo-comportamental (TCC) combinada ao acompanhamento psiquiátrico infantil. A TCC atua na mudança dos pensamentos distorcidos ansiogênicos, buscando o alívio da ansiedade através das alterações provocadas no modo como a pessoa se vê e se comporta no mundo e em suas relações, buscando sempre a harmonia entre seus pensamentos e sentimentos, tornando-a mais adaptada e funcional para seu ambiente.

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Nayara Benevenuto
Nayara Benevenuto
Especialista em Terapia Cognitivo-comportamental com crianças e adolescentes. Atende: adultos, casais, famílias, crianças e adolescentes. Afiliada à Federação Brasileira de Terapias Cognitivas (FBTC).

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