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Enquanto você viver aqui, debaixo desse teto, quem manda sou eu!”: sim, muitos de nós já ouvimos essa frase em algum momento da vida. As regras costumam ser claras dentro da hierarquia familiar e a voz da experiência, não raro, quer ser a voz da razão. No entanto, para alguns adolescentes e crianças, admitir que são meros coadjuvantes no jogo é muito difícil. Eles reivindicam o papel de protagonista todo o tempo e quem acaba ficando em segundo plano na trama são os pais. Então, como reagir diante dos filhos mandões?

Seja em uma imposição sobre o que fazer no fim de semana ou, simplesmente, nas conversas informais do dia a dia, os filhos autoritários estão por toda parte. A situação, entretanto, pode se agravar com o passar do tempo e fugir do controle dos pais. “As crianças autoritárias querem impor seus desejos e reagem negativamente quando são contrariadas”, explica Marcella Nóbrega, psicóloga formada pela PUC. Segundo ela, impor limites não é uma tarefa fácil, porque exige paciência, dedicação e muita conversa. “Ditar as regras de maneira saudável é importante para que a criança desenvolva seu autocontrole e estabeleça seus próprios limites”, acrescenta.

Confundir espírito de liderança com autoritarismo é muito comum. “Crianças que são incentivadas pelos pais a lutar pelo que querem, a acreditar no seu potencial e a ter autoconfiança terão mais capacidade de articulação e relacionamento interpessoal, que são grandes características de liderança. Já um autoritário nato precisa manipular as pessoas, geralmente através do medo e da vulnerabilidade alheia, para se manter no controle.

A fronteira entre a liberdade e o excesso é tênue. Anular a criança e o adolescente de forma que não mais compartilhem seus desejos e opiniões pode ser perigoso, porque você pode criar um adulto reprimido e vulnerável. Algumas decisões que, diretamente, incluem a participação efetiva do seu filho devem ser feitas em conjunto. Mas, antes, ouça o que ele tem a dizer. “A roupa que vai vestir, as atividades de lazer, o horário da academia e os cursos, por exemplo, devem ser decisões feitas pelo adolescente com o incentivo e orientação dos pais. Orientar não significa decidir por ele, mas fazer com que veja as possibilidades de escolhas mais saudáveis.

O assunto, no entanto, pode ficar sério e, nessa hora, a intervenção é imprescindível: “Parar de estudar, dormir fora de casa sem avisar e outros comportamentos que coloquem a vida em risco devem ser acompanhados de perto pelos pais”. Para os pequenos, a regra é a mesma: fazer com que entendam que absolutamente tudo é feito e pensado para o bem-estar deles, inclusive as regras. Se o problema persistir, não pense duas vezes: procure a ajuda de um profissional.

FONTE:http://www.bolsademulher.com/familia/filhos-mandoes

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Redatora Casule
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