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Os efeitos negativos da mídia estão relacionados ao conteúdo exposto à criança e o tempo gasto naquela atividade – se for excessivo, passa a ser um problema. Algumas consequências uso abusivo são: sedentarismo, hábitos alimentares indesejáveis, diminuição do tempo que poderia ser gasto em outras atividades sociais e escolares, diminuição da interação social, desempenho escolar prejudicado e até problemas de saúde relacionados ao esforço repetitivos (video game, jogos no computador).

O grande problema é o fato da criança/adolescente ser inexperiente para incorporar aquilo que é transmitido, não sabendo avaliar o conteúdo, os benefícios daquele programa para a sua vida, os efeitos das mensagens dos comerciais sob o comportamento dela e a influência direta ao consumo de um produto, que muitas vezes é reforçado pelos colegas.

Os pais deverão mediar essas atividades sempre que possível e poderão conversar com os filhos sobre estes estímulos transmitidos.

Se a criança não estiver inserida em outras atividades além da escola, a probabilidade dela entrar em contato com a mídia e usar as tecnologias excessivamente é maior. A criança precisa ser estimulada e inserida em atividades extraescolares, como um esporte, um curso ou até mesmo um hobby.

Especificamente com a atividade física, a criança começa a aprender a conviver melhor com os colegas, valorizar as relações interpessoais, superar a sua própria resistência, aprimorar a capacidade de lidar com a frustração, compreender e aceitar mais as regras, resolver conflitos, além da consciência corporal, coordenação motora e orientação espacial que é estimulada.

Além disso, a atividade física é essencial para regular o sono, melhorar a atenção e concentração, elevar a autoestima e aliviar a ansiedade e o estresse da criança. Portanto, com o esporte, a criança apresenta melhorias pessoais, escolares e sociais.

A mídia não determina, mas influencia os valores, o modo de agir, de se vestir, define estilos, dita tendências, influencia o consumo e até o padrão de beleza, tendo como base os padrões de imagem cultural preestabelecida pela sociedade.

Qual o papel dos pais nesse contexto?

Os pais devem manter o diálogo com os filhos, conversar sobre o conteúdo, conversar sobre o tempo gasto nessa atividade e até fazê-los pensar criticamente no caso de adolescentes. É preciso estabelecer limites! A prevenção é a melhor escolha, junto com a escolha de programas saudáveis e adequados à faixa etária e ao nível de desenvolvimento cognitivo da criança. Deverão ser acordados com a criança os horários para utilizar a mídia, o que devem acessar e o tempo que será gasto nessa atividade.

Como lidar com crianças que ficam com medo após ver um filme?

O medo é uma emoção primária presente em crianças e adolescentes. Em determinadas fases do desenvolvimento, o medo é considerado normal. No caso dos filmes, por exemplo, os pais podem explicar aos filhos o que é uma ficção, o que seriam os personagens e que se trata de uma história imaginária, ou seja, não real.

Além disso, psicoeducar sobre o medo, que é um sentimento normal, natural, tentando desmitificar que “ficar com medo é ruim, é feio”. Algumas estratégias de enfrentamento podem ser empregadas pelos pais, como dar apoio à criança para que ela se sinta mais segura, substituir esses pensamentos por outros mais funcionais ou ainda, fazer alguma atividade prazerosa.

Caso esse medo seja persistente, intenso e traga prejuízos no sono, na escola ou no humor da criança, os pais deverão procurar ajuda de um psicólogo para auxiliar a criança.

Qual a melhor forma de se evitar uma influência ‘negativa’ da mídia?

Acredito que a melhor forma é a prevenção através do diálogo com os filhos, fazê-los entender a diferença de ficção e realidade, a realidade transmitida pela mídia e a vida da criança.

Assim, aos poucos, a criança e o adolescente vão percebendo que precisam filtrar as informações que lhe são impostas, que há bons programas na TV e outros não tão benéficos. A escola e a terapia são parceiros dos pais, pois assumem um papel mediador desses conteúdos.

A escola certamente aborda tais questionamentos na medida em que desenvolve a criticidade dos alunos e a terapia ajuda na resolução de problemas, aprimoramento das habilidades sociais e maturidade cognitiva, além de acompanhar a criança semanalmente, o que permite intervenções bem focais.

Os pais e cuidadores devem ficar atentos aos programas que os filhos assistem, se são educativos ou não, se é um entretenimento saudável ou não e como é o padrão comportamental dos filhos depois que eles assistem. É importante impor limites de horário, de duração e devem respeitar a faixa etária permitida para a exibição dos programas.

Os pais são educadores diários na vida dos filhos e devem assumir esse papel, intervindo se necessário for.

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