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Você sabe o que é cognição social? Esse conceito se refere ao estudo da forma como criamos inferências em nossas relações baseadas nas informações sociais que o ambiente nos emite. Em interação com o meio, surge a necessidade de entendê-lo e responder a seus estímulos, para isso absorvermos esses dados e criamos percepções sobre nós, o mundo e os outros.

Ao longo de toda nossa vida, percebemos pessoas, conhecemos membros de diferentes grupos e interagimos com eles. Nesse processo de intercâmbio, criamos cognições sociais e estabelecemos esquemas sociais, atalhos mentais e automatismos.

Os esquemas sociais dizem respeito à forma como organizamos informações do ambiente sobre determinado tema, e isso define a forma como interpretamos e reagimos a esses estímulos. Criamos esquemas cognitivos sobre diferentes referenciais, podendo ser sobre nós mesmos, sobre os grupos, comportamentos, culturas, etc.

Os atalhos mentais são métodos rápidos de chegarmos a conclusões, para que possamos reagir de forma imediata a determinados estímulos. Eles têm papel relevante em nossas adaptações ao contexto e ambiente, tornando as reações mais rápidas e com menos esforço psíquico.

Já os automatismos são as formas como os outros dois processos citados, bem como alguns comportamentos são ativados, ainda que sem a tomada de consciência deles. Todos esses mecanismos nos permitem adaptar, interagir e reagir de forma eficiente ao ambiente em que estamos.

Todo esse processo tem uma função social importante, porém nos leva a alguns equívocos que devem ser considerados. Os esquemas sociais, por exemplo, podem gerar o que chamamos na psicologia social de “profecias autorrealizadoras”. Trata-se de um conjunto de percepções compartilhadas por determinado grupo a respeito de alguém ou de um comportamento específico, que em interação com esse ambiente, passa a reagir conforme o esquema compartilhado, confirmando a percepção inicial. Isso ocorre, por exemplo, no contexto escolar, quando o “aluno problema” é tratado por todos como tal e ele mesmo internaliza essa percepção, tornando-se de fato um aluno conflituoso.

Os atalhos mentais também podem nos levar a conclusões precipitadas, principalmente quando evitamos questionar nossas percepções sociais. O automatismo também pode nos manter em ciclos de percepções e comportamentos condicionados que não mudamos, ainda que não nos faça bem. O pensamento social pode ocorrer de forma lógica, sistemática e com esforço mental, porém pode se dar de forma rápida, imediata e independente de concentração. O que faz essa reação automática ou não está relacionada ao tempo de reação que temos, entre estímulo e a resposta necessária. As duas formas são relevantes e fundamentais nos diferentes contextos em que nos vemos.

Os mecanismos que usamos na interação com o mundo, e consequentemente com nossos grupos, são fundamentais para a percepção, interpretação e resposta a eles. Na maioria das vezes nos permitem ser eficientes nessa adaptação, mas por vezes podem nos levar a erros também. O questionamento frequente desses comportamentos ajudam a diminuir os equívocos e permitir melhoras pessoais e sociais, principalmente no intercâmbio com os grupos, gerando efeitos importantes tanto no âmbito profissional quanto das relações interpessoais.

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Auxiliatrice Badaró
Auxiliatrice Badaró
Mestre em Psicologia, Especialista em Terapia Cognitivo-comportamental com crianças e adolescentes, Pós graduanda em Neuropsicologia. Atende: Adolescentes, Adultos, Idosos, Casais, Famílias e Grávidas.

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