O Espaço Potencial – Winnicott - coanching - casule

O Espaço Potencial – Winnicott

Atualizado em 21/05/2018
Por Tiago Curcio

O Espaço Potencial – Winnicott

Atualizado em 21/05/2018
Por Tiago Curcio
Junte-se a milhares de pessoas

Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade

O Espaço Potencial – Winnicott

Segundo o psicanalista e escritor francês, Jean-Bertrand Lefebvre Pontalis – “O espaço potencial é um terreno de jogo, de fronteiras indeterminadas, que faz nossa realidade.” Já o próprio criador do conceito, o pediatra inglês e também psicanalista, Donald Woods Winnicott, o descreveu como – “Fator altamente variável de indivíduo para indivíduo, ao passo que as outras duas localizações – a realidade pessoal ou psíquica e o mundo real – são relativamente constantes, uma delas sendo determinada biologicamente e a outra, propriedade comum.”

O espaço potencial é, portanto, uma zona que vai além, ou seja, que não reduz o sujeito a uma realidade interna ou externa. Neste local de criação, a pessoa não é limitada a um significado único para o que vive, sendo que aqui ela consegue expandir suas possibilidades por meio do exercício constante de sua criatividade, o que lhe dá a oportunidade de trabalhar suas habilidades e emoções, de modo a evoluir e desenvolver-se continuamente.

Com isso, a partir do momento em que o indivíduo se permite ver o mundo de novas maneiras, novas formas de ser e viver acabam emergindo também. Neste processo, iniciado na infância, a figura da mãe tem um papel fundamental na formação da criança e de sua relação com seus sentimentos e com o mundo ao seu redor.

Espaço Potencial Entre Bebê e a Mãe

Quando se trata da relação criança e mamãe, Winnicott afirma: “O brincar tem lugar no espaço potencial entre o bebê e a figura materna. Brincar desenvolve-se no espaço potencial de acordo com a oportunidade que o bebê tem de experienciar separação sem separação, e sua iniciação está associada com a experiência do bebê em desenvolver confiança na figura da mãe.”.

Assim, podemos afirmar que o espaço potencial entre o filho e mãe, a família e entre a pessoa e a sociedade está diretamente relacionado ao seu nível de confiança. Aqui entra o conceito de objeto e fenômeno transicionais, onde Winnicott explica os processos de transição, quando a criança passa a não depender mais totalmente da figura da mãe e assim consegue conquistar maior independência e autonomia em relação a ela.

Com isso, a criança consegue começar a explorar novos contextos, a vivenciar suas próprias experiências, imaginação e a construir a sua imagem individual do eu, não mais unificado com o “eu” de sua mãe, representada apenas por si mesma. É nesta fase que a mãe também deve abrir mão do controle onipresente sobre o filho e começar a dar-lhe a liberdade necessária para que viva suas primeiras frustrações, constituindo desta forma seu espaço potencial.

Neste sentido, de acordo com Winnicott – “É a paciência da mãe que permite ao bebê ir aceitando o inevitável. E o inevitável é a percepção de que há duas pessoas, não duas metades que formam um todo.” Isso, com certeza, é essencial, pois marca o início da formação da criança como indivíduo, experiência que terá um papel fundamental em toda sua vida. Entretanto, é importante ressaltar que este processo não ocorre de maneira linear, mas sim por meio de uma combinação de fatores relacionais, ambientais e sistêmicos.

terapia-online-casule-banner

Contudo, como também ensina Bogomoletz, para que o espaço potencial verdadeiramente exista é preciso, antes de tudo, fazer uma separação do outro de nós mesmos. Ou seja, é necessário criar um espaço onde cada um seja o sujeito principal.  Para esclarecer melhor esta importante questão, o especialista explica que – “Na relação simbiótica não há um “primeiro” e um “segundo”. As duas partes da relação não se percebem como indivíduos, como entidades separadas, como pessoas inteiras.”.

Bogomoletz ainda completa sua explicação dizendo que – “Neste tipo de configuração humana percebe-se duas pessoas que não se percebem duas pessoas, e sim uma espécie de gêmeos siameses, entre as quais existe uma ligação invisível, como se fosse um cordão umbilical fantasma, que as une e as impede de existirem independentes (fisicamente) uma da outra. Esta condição “física” torna-as psicologicamente inseparáveis, fusionadas e, portanto, inexistentes enquanto unidades individuais.”.

Para entendermos com mais clareza esta questão, imagine que nem sempre para a mãe existe uma divisão clara entre ela e o seu bebê. Assim, por determinado tempo ou, às vezes, indefinidamente, ela pode imaginar que ambos são realmente um só e alimentar este tipo de relacionamento dependente. Até certa idade, dos quatro aos seis meses, por exemplo, isso é essencial para a sobrevivência e proteção do neném. Porém, quando passa esta fase e a mãe ainda sente dificuldades em dar à sua criança o espaço necessário à vivência de novas experiências e de apresentá-la a um contexto de dependência mínima, isso pode minar completamente seu processo de amadurecimento e construção de confiança e independência. Logo, a criação do seu espaço potencial também fica comprometida, uma vez que a criança não aprende a diferenciar o “não eu” do “eu” e a superar a fase de onipotência.

O Reconhecimento do “Eu”

É nisso que também acredita Safra. Segundo sua análise do tema, o desenvolvimento do espaço potencial é realmente essencial à construção do self, ou seja, do “eu” de cada um de nós. Portanto, como destaca – “À medida que interage com o outro – a mãe, primeiramente; mais tarde, o analista, o professor, o amigo – o indivíduo pode entrar em contato com diversas subjetividades por meio de manifestações culturais como: a música, o texto, o diálogo, enfim, a presença humana, que enriquece e complementa.”, explica.

Por fim, de acordo com os estudos e teorias de Winnicott – “O espaço potencial pode ser visto como sagrado para o indivíduo, porque é aí que este experimenta o viver criativo”. Isso porque é nele que a pessoa experimenta verdadeiramente sua criatividade, sua conexão com o ambiente interno e externo e, especialmente, onde pode vivenciar todas as facetas do seu “eu”, sendo ali o protagonista da sua história e principal articulador de suas ideias e sentimentos.

Estar atento a isso é muito importante para entender como a pessoa que estamos atendendo se relaciona com seu espaço potencial e, como as suas experiências de infância, consolidadas ou não, impactam em seus comportamentos, emoções e resultados atualmente. Portanto, compreender este passado é o primeiro passo para apoiar o individuo a transformar seu presente e a conectar-se com o futuro melhor que anseia e merece ter.

Fonte: http://www.jrmcoaching.com.br/blog/o-espaco-potencial-winnicott/

Life Coach e palestrante, auxilia empresários a usar a internet para desenvolver seus negócios. Admira e vive a área de auto performance, acrescenta em suas sessões de Coaching o melhor da Programação Neurolinguística (PNL). Adora ficar com a família, correr, meditar e trabalhar. Conheça o meu Instagram. | Clique para marcar uma consulta comigo
Casule Play

O Espaço Potencial – Winnicott

Se você quiser saber mais ou conversar com um dos nossos profissionais sobre O Espaço Potencial – Winnicott, você pode  agendar o seu horário clicando aqui. Ou você pode ver mais sobre Terapia Online, Acompanhamento semanal com nossa Nutricionista ou Como ter mais produtividade com o nosso Coach!
Tiago Curcio, aqui no Blog.
Life Coach e palestrante, auxilia empresários a usar a internet para desenvolver seus negócios. Admira e vive a área de auto performance, acrescenta em suas sessões de Coaching o melhor da Programação Neurolinguística (PNL). Adora ficar com a família, correr, meditar e trabalhar. Conheça o meu Instagram. | Clique para marcar uma consulta comigo

O que você achou deste conteúdo? Conte nos comentários sua opinião sobre: O Espaço Potencial – Winnicott.

0 comentários

8 Dicas para melhorar a sua autoestima

8 Dicas para melhorar a sua autoestima

Tem dias que você acorda e não se sente satisfeito com o que é? Não consegue sentir orgulho do que faz e das suas conquistas? Tem dificuldade de enxergar seus pontos fortes e suas qualidades? Pois é, você pode estar com baixa autoestima e isso é muito comum de acontecer. Buscar meios para melhorar a autoestima é um grande passo. Seja através da leitura de um livro sobre o assunto, pesquisas, assistindo vídeos ou mesmo através da ajuda profissional.

6 dicas para lidar com a traição

A descoberta de uma traição é capaz de transformar qualquer relacionamento amoroso, seja namoro ou casamento. A vida do casal pode mudar para melhor ou piorar consideravelmente, mas, com certeza, nunca mais será a mesma.
Leia mais

3 estratégias para controlar seu dinheiro

Ser positivo é algo muito bom, porém quando falamos de dinheiro, devemos ser realistas e conhecer bem a nossa própria condição financeira. Por isso, ter inteligência emocional nas finanças se torna algo tão importante.
Leia mais

5 sinais clássicos que você se cobra demais

Como lidar com a sensação incômoda de autocobrança excessiva? Como lidar com aquela voz que fica na nossa cabeça falando “você deveria ter feito isso”, “eu deveria dar conta… “você não podia ter feito aquilo”, “você podia ter feito diferente”, “porque eu sou assim?”, dentre outras tantas frases de cobrança que nós mesmos fazemos conosco.
Leia mais

Geração Tik Tok: 3 vícios do momento

Uma tela de celular, um vídeo vertical e um minuto da sua vida. Esses três elementos são a essência do Tik Tok, a rede social de vídeos curtos que está viciando os jovens e já mudou os hábitos de consumo de vídeos de milhares de usuários. Você abre às 19h, e quando olha para o relógio novamente, já se passou uma hora.
Leia mais
Tenha o total controle das suas emoções conte com a Casule para o seu bem-estar.
Share This