O desafio de enfrentar a Síndrome do Ninho Vazio

Atualizado em 31/07/2015
Por Redatora Casule

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O desafio de enfrentar a Síndrome do Ninho Vazio

Young man in car waving goodbye to parents

Ver um filho sair de casa para estudar, morar sozinho, casar ou trabalhar em outra cidade costuma causar sentimentos distintos nos pais: felicidade, orgulho, sensação de dever cumprido, mas, também, uma estranheza mesclada à dor que os especialistas costumam denominar síndrome do ninho vazio.

“É um processo de adaptação. Cada pessoa sente de forma singular as transformações que acontecem na rotina”, afirma a psicóloga Denise Pará Diniz, coordenadora do Setor de Gerenciamento de Estresse e Qualidade de Vida da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). “Não importa que os pais saibam que sua prole está bem. Emocionalmente, há uma forte perda”, diz a psicóloga Maria Celia de Abreu, também de São Paulo. Alguns especialistas respondem às principais dúvidas em relação a esta fase e orientam os pais sobre o que fazer para enfrentá-la.

Existem pessoas que são mais suscetíveis ao problema?

“A sensação de estranheza e vazio quando um filho sai de casa é natural. Porém, pessoas possessivas, depressivas ou com dificuldade de lidar com mudanças, em geral, sofrem mais nessa fase”, diz Dorit Wallach Verea, psicóloga da Clínica Prisma, em São Paulo.

Quanto tempo a síndrome costuma durar?

De acordo com Denise Pará Diniz, trata-se de uma crise existencial de curta duração (cerca de um ano, no máximo), cujo tempo é determinado por alguns fatores, como o número de filhos, dinâmica de comportamento, capacidade de enfrentamento, outras atividades que exijam atenção, suporte social e até mesmo apoio do próprio filho. “Dependendo da intensidade e da presença de sintomas típicos de depressão, é importante que a pessoa seja acompanhada por um profissional”, diz a especialista.

É verdade as mães sofrem mais com o ninho vazio?

Sim, pois são elas quem mais vivem em função dos filhos, enquanto eles crescem. “É difícil, também, para algumas mulheres que atravessam o momento da entrada da menopausa e a perda de alguns atributos tão valorizados em nossa cultura, como a juventude e a sensualidade”, explica a psicoterapeuta Dorli Kamkhagi, coordenadora de Grupos do Instituto de Psiquiatria da USP (Universidade de São Paulo). “Deixar de ocupar o lugar de mulher e mãe como função principal pode ser muito complicado e necessitar ajuda psicológica. É uma travessia muito difícil e importante a ser enfrentada.”

Somente os pais sentem essa sensação de perda?

Não. Ela também acomete quem até então convivia de perto com o jovem. “Crianças e adolescentes assumem um papel e uma função não apenas na vida dos pais, mas também na vida de pessoas queridas, como avós, padrinhos ou babás, que precisarão ter suas rotinas revistas e redimensionadas”, diz Dorit Verea. É menos frequente, mas os irmãos que continuam na casa dos pais também sentem a mudança da dinâmica familiar e podem desenvolver a síndrome do ninho vazio.

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Há um período essencial de “luto”?

“Sim, pois a situação é percebida como perda”, diz Maria Celia de Abreu. A duração desse período será mais ou menos estendida conforme algumas características da pessoa e das circunstâncias. O primeiro passo é evitar negar o sentimento e não lotar o cotidiano de atividades para fugir da dor. “É preciso reconhecê-la, vivenciá-la e aceitá-la, para, então, superá-la”, explica a psicóloga.

Qual é o perfil de quem atravessa essa fase com mais serenidade?

Pessoas otimistas, que têm mais energia e maior capacidade de se adaptar a situações novas, tendem a ter um tempo de luto menos longo e menos pesado. Consideram logo a possibilidade de criar novos projetos. “Quem manteve abertas as portas para o mundo, bem como cultivou outras relações de afeto substanciais além da relação com o filho, está mais preparado para superar a dor do vazio e encontrar como preenchê-lo”, afirma Maria Celia, referindo-se, em especial, aos casais que cultivaram o vínculo amoroso. “Outras pessoas ficam amarguradas e não conseguem estabelecer e se adaptar às novas mudanças, vivem do passado e acabam adoecendo e destruindo todas as possibilidades de construírem pontes saudáveis para o futuro”, diz Dorli Kamkhagi.

Alguns pais costumam sentir culpa nesse momento?

Com poucas exceções, sentimentos de culpa surgem, junto com a sensação de vazio. Eles podem acometer quem acha que trabalhou demais e deveria ter aproveitado melhor a infância dos filhos, por exemplo. Refletir sobre essa culpa, reconsiderar situações da história de vida e empenhar-se em entendê-las são caminhos para superá-los.

Os filhos também costumam ser atingidos pela síndrome?

Eles podem ter medo de se adaptar ao novo, sentir insegurança, pois o ninho em que viveram não propiciou condições de transformações. “Mas isso nem sempre tem a ver com a relação com os pais. Existem dificuldades e medos característicos da estrutura psicológica e maturacional de cada pessoa, mas todos nós, em algum momento de nossa trajetória, podemos precisar de cuidados dentro e fora do ninho”, afirma Dorli Kamkhagi.

Pais jovens também podem desenvolvê-la?

Todas as pessoas que perdem a convivência com os filhos ou que percebem a autonomia que ele está adquirindo, em vez de considerar a evolução como motivo de alegria –porque houve crescimento e desenvolvimento–, apresenta dificuldade, pois há um apego exagerado”, afirma a psicóloga Denise Diniz. Portanto, esse sentimento não está ligado à idade, mas a forma de se relacionar.

Como lidar com a síndrome da uma forma positiva?

Denise Diniz aconselha ter flexibilidade e criatividade para estabelecer uma nova organização familiar, mais madura e igual entre pais e filhos. É hora de aceitar cada membro da família como indivíduo independente e com suas necessidades, seus pontos fortes e as suas falhas”, diz. Individualmente, é necessário encontrar novos interesses e atividades, como trabalho voluntário, cursos, jogos, academia, viagens e alimentar a vida social. “Já o casal deve buscar atividades de lazer que ambos tenham prazer. Caso encontrem problemas de relacionamento nesse momento, é hora de buscar ajuda”, diz a psicóloga.

Fonte: http://acritica.uol.com.br/vida/desafio-enfrentar-Sindrome-Ninho-Vazio_0_646735342.html

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