O que é?

É umtranstorno alimentarcaracterizado por episódios recorrentes decompulsão alimentar, sem qualquer comportamento de compensação para evitar um possívelganho de peso.

Como saber se eu sofro de compulsão alimentar?

Um episódio de compulsão alimentar é caracterizado por ambos os seguintes:

– Ingestão em um período limitado de tempo (p.ex., dentro de 2 horas), de quantidade de alimentos definitivamente maior que a maioria das pessoas consumiria em circunstâncias similares;

-Sensação de falta de controle sobre o comportamento alimentar durante o episódio (p.ex. sensação de incapacidade de parar de comer ou de controlar o que ou o quanto está comendo).

OBS: a compulsão alimentar ocorre, pelo menos, dois dias por semana, durante seis meses. Além disso, é importante o sentimento de perda de controle, em que o indivíduo fica sem liberdade para optar entre comer ou não comer. Por fim, o paciente deve apresentar sofrimento relativo a esse comportamento recorrente e ter sua vida pessoal comprometida em virtude dessa enfermidade.

Quem tem compulsão alimentar, também costuma, durante a compulsão:

Comer muito mais rapidamente que o normal; 

Comer até se sentir desconfortavelmente “cheio”;

Comer grandes quantidades de comida mesmo sem fome;

Comer sozinho por se sentir vergonha;

Sentir repulsa por si mesmo, depressão ou muita culpa após ter comido excessivamente.

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Quadro clínico do TCAP

No TCAP, a pessoa sofre episódios de compulsão alimentar que não são acompanhados por comportamentos compensatórios. Isto é, embora o paciente se sinta muito incomodado pela ingestão compulsiva, ele não procura compensar com métodos purgativos como vômitos ou uso de laxantes nem com métodos restritivos como longos jejuns, por exemplo.

Como a compulsão alimentar é acompanhada por sentimentos de vergonha, a pessoa tende a comer escondida. Em público, costuma apresentar um comportamento alimentar controlado.

Pessoas com este quadro podem ter peso normal, mas, após algum tempo, costumam evoluir para obesidade, que pode se tornar bastante grave.

Este problema é comum?

O TCAP atinge 2 a 3% da população, mas em alguns grupos, como entre obesos em programa para perda de peso pode chegar a afetar 30% das pessoas . É um pouco mais comum em mulheres, mas acomete cada vez mais homens.

Qual a causa?

Não é possível apontar uma única causa para o TCAP. Estão envolvidos fatores socioculturais, familiares, biológicos e psicológicos.

Toda pessoa obesa tem esse problema?

Não. Obesos sem compulsão alimentar costumam ingerir muitas calorias ao longo do dia inteiro, “beliscando” o dia todo, e não em episódios bem delimitados como no TCAP. Obesos com TCAP consomem quantidades maiores de alimentos, tendem a ser mais obesos e a ter história de flutuações mais acentuadas de do que os obesos sem compulsão alimentar.

Qual a diferença entre o TCAP e a  HYPERLINK “http://psiquiatrarj.com.br/dicionario/bulimia-nervosa/” \o “Bulimia Nervosa” \t “_blank” Bulimia nervosa?

Pessoas com  HYPERLINK “http://psiquiatrarj.com.br/dicionario/bulimia-nervosa/” \o “Bulimia Nervosa” \t “_blank” Bulimia Nervosa (BN) também sofrem episódios de compulsão alimentar, mas depois provocam o vômito, tomam laxantes ou remédios para emagrecer, se exercitam em excesso ou passam longos períodos em jejum tentando “compensar” as calorias a mais. Porém, é importante lembrar que 10% das pessoas com bulimia nervosa acaba parando os comportamentos compensatórios e preenchendo critérios para o diagnóstico de TCAP.

Como é o tratamento?

O melhor tratamento parece ser a  HYPERLINK “http://psiquiatrarj.com.br/tema/terapia-cognitivo-comportamental-como-funciona/” \o “Terapia Cognitivo-comportamental” \t “_blank” Terapia cognitivo-comportamental associada ou não a medicamentos (antidepressivos). É parte essencial da terapia cognitivo-comportamental a análise de como o quadro surgiu e o que está mantendo-o ativo.


Fonte:
 HYPERLINK “http://psiquiatrarj.com.br/tema/tcap/#” http://psiquiatrarj.com.br/tema/tcap/#


 HYPERLINK “http://www2.unifesp.br/dpsiq/polbr/ppm/atu1_07.htm” http://www2.unifesp.br/dpsiq/polbr/ppm/atu1_07.htm

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