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Transformando comportamentos: a implicação da Terapia do Esquema

Joana Baldi

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Imagine um trabalhador competente, dedicado e bem relacionado com seus colegas. Apesar dos bons resultados obtidos na empresa onde atua, ele acredita não estar respondendo as expectativas de seus superiores. E mesmo recebendo mensagens de reconhecimento profissional, vive constantemente inseguro em relação a si mesmo. Situação que pode resultar futuramente em um quadro de estresse ou depressão.

Este sentimento de desvalorização pessoal é um exemplo negativo do que a Psicologia Cognitiva chama de “esquema mental”, um plano constituído por crenças e regras que usamos para interpretar situações do nosso dia-a-dia.

Os esquemas são desenvolvidos durante a infância e aperfeiçoados ao longo de toda vida, norteando sentimentos importantes sobre o ambiente, nós mesmos e as demais pessoas. Estes esquemas podem gerar funcionalidade ou disfuncionalidade na pessoa, dependendo do contexto de vida que estiver passando.

Repressão familiar, pais super protetores, descaso e abandono são alguns dos fatores que projetam a construção de esquemas disfuncionais, os quais resultam em problemas comportamentais.

Por estarem enraizados no início de nossas vidas,os esquemas resistem a mudanças e se autoperpetuam. Logo, em caso de disfunção desses planos, que podem-se manifestar em 18 formas ou esquemas disfuncionais, se faz necessário o tratamento psicológico com uso dos métodos da Terapia do Esquema. Entre os exemplos de esquemas disfuncionais estão a privação emocional, abandono, instabilidade, fracasso, defectividade, desconfiança ou vergonha, e isolamento social.

A Terapia do Esquema

A partir dessa demanda, o psicólogo americano Jeffrey Young desenvolveu na década de 90 a chamada “Terapia do Esquema”, uma técnica bastante eficaz para situações de sofrimento psicológico e de dificuldades de adaptação às situações de vida, muito comuns em transtornos da personalidade. “Trata-se de uma terapia que usa a base da Terapia Coginitiva-Comportamental tradicional, empregando ao mesmo tempo recursos de outros tipos de abordagem, como Gestalt-Terapia, Psicanálise e Psicoterapia Interpessoal. Seu objetivo é enfraquecer ao máximo os esquemas disfuncionais e reforçar o lado sadio da pessoa, combatendo assim suas dificuldades emocionais”, explica a psicóloga Kelly Paim, especialista em Terapia do Esquema pela NYC Institute for Schema Therapy de Nova Iorque, e psicologa na Wainer Psicologia Cognitiva, que também forma profissionais.

Segundo Kelly, o método atua na reestruturação dos esquemas a partir de uma rigorosa avaliação do paciente. Primeiramente, o terapeuta questiona os motivos de procura pelo atendimento e o histórico de vida, procurando assim os padrões que possam estar relacionados a esquemas. O próximo passo é a definição e aplicação das técnicas dispostas dentro da terapia: Emotivas, Interpessoais, Cognitivas ou Comportamentais, cada uma com sua característica específica. Com isso, trabalha-se para amenizar as disfunções de comportamento, apresentando alternativas de como o paciente pode enfrentar o problema em questão ou mudar padrões de vida muito antigos.

A Terapia do Esquema é indicada para dificuldades de relacionamento no trabalho, entre amigos, na família ou conjugais. Kelly Paim diz, por exemplo, ser comum a procura por casais que desejam resolver problemas de desconfiança excessiva durante o casamento. Há ainda a aplicação para prevenção de esquemas disfuncionais e doenças mais sérias. “Em casos de crianças, a família realiza a terapia para tratar dificuldades emocionais que podem prejudicar o desenvolvimento pessoal no futuro. Já em relação a adultos que não apresentam problemas emocionais graves em um primeiro momento, a técnica atua para evitar o desencadeamento de esquemas disfuncionais ainda não manifestados”.

Conforme a psicóloga, quanto mais cedo buscar auxílio, mais fácil será a resolução destes traumas. Quando não tratados, podem resultar em prejuízos significativos à carreira profissional e à vida pessoal, estimulando desse modo problemas ainda maiores, como ansiedade, obesidade, dependência química e a depressão.

Fonte: http://wainerpsicologia.com.br/blog/?tag=terapia-do-esquema

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Nayara Benevenuto
Nayara Benevenuto
Especialista em Terapia Cognitivo-comportamental com crianças e adolescentes. Atende: adultos, casais, famílias, crianças e adolescentes. Afiliada à Federação Brasileira de Terapias Cognitivas (FBTC).

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