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Psicofármacos

Atualizado em 15/02/2019
Por Suelen Tebaldi

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Atualizado em 15/02/2019
Por Suelen Tebaldi
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Psicofármacos

A psicofarmacologia é o ramo da farmácia que trata de substâncias conhecidas como psicotrópicas. As drogas psicotrópicas ou psicofármacos atuam de forma seletiva no sistema nervoso central (SNC), sendo também conhecidas como agentes psicoativos ou psicoterápicos. Desta forma, incluem nesta classe os fármacos que deprimem ou estimulam seletivamente as ações do SNC, que devido a tais propriedades, fizeram reduzir de forma considerável o número de internações em hospitais psiquiátricos.

Embora tenha sido diversos os avanços observados na categoria dos psicofármacos, até o momento não se conhece de forma bem estabelecida os mecanismos que levam às patologias que afetam o SNC e que causam os distúrbios mentais e emocionais. Desta forma, os fármacos pertencentes a esta classe tem como objetivo o tratamento dos sintomas, e não a cura em finito, já que os mecanismos não são bem elucidados. Acredita-se que uma das razões dos distúrbios e alterações ocorra por um desequilíbrio na concentração e/ou ação das aminas cerebrais, substâncias que atuam regulando os mecanismos bioquímicos, fisiológicos, psicológicos e clínicos deste sistema.

Em 1976 a  Organização Mundial de Saúde (OMS) dividiu esses fármacos de acordo com dois critérios: classificação farmacológica e classificação terapêutica. Com base na classificação farmacológica, esses fármacos são divididos em sedativos ansiolíticos, antipsicóticos (neurolépticos), antidepressivos, liberadores indiretos de catecolaminas, psicodislépticos ou alucinógenos, metabólitos do SNC e antagonistas da serotonina. Quanto à classificação terapêutica, temos os sedativos ansiolíticos, antipsicóticos (neurolépticos), antidepressivos, psicotogênicos e drogas para sintomas de  doenças neurodegenerativas.

Os agentes antipsicóticos, também conhecidos como neurolépticos, são usados no tratamento da esquizofrenia. Apesar de não curar, produz calma e melhoram os sintomas desta patologia, que incluem alucinações auditivas e visuais, sem afetar a consciência ou deprimir os centros vitais. Também não causam a dependência física ou psíquica.

Os agentes ansiolíticos, popularmente conhecidos como tranquilizantes, são aqueles utilizados no tratamento da ansiedade. Quanto à classificação, podem ser divididos em: carbamatos de propanodiol e compostos relacionados, benzodiazepinas e compostos diversos.

O diazepam é o fármaco mais prescrito para o tratamento da ansiedade e tensão, apresentando maior eficácia que o clordiazepóxido, sendo o mais vendido no mundo. Também é utilizado na síndrome da abstinência alcoólica e como adjuvante à anestesia. Os efeitos adversos desses fármacos incluem sonolência (mais comum) e ataxia, vertigem, cefaleia, fadiga, fraqueza muscular e icterícia (mais raros). Com doses elevadas e a longo prazo podem provocar a dependência.

Os agentes antidepressivos, como o nome sugere, são utilizados no tratamento da depressão, melhorando os sintomas. As principais classes são: compostos tricíclicos, inibidores da MAO, sais de lítio e estrôncio e agentes antidepressivos diversos.

Por fim, os agentes alucinógenos, também conhecidos como psicomiméticos, psicodislépticos, psicodélicos, além de outras denominações, possuem pouca aplicação terapêutica, sendo consumidos de forma ilegal, por produzirem efeitos alucinógenos. As drogas desta classe incluem a LSD, mescalina e psilocibina.

Benefícios dos Psicofármacos no Tratamento Psicológico

Hoje em dia, os psicofármacos tornaram-se protagonistas da contemporaneidade e quanto a isso não há objeções. Nunca se prescreveu e consumiu tantos remédios em comparação com outro período histórico.

Essa popularidade tem consequências positivas e negativas.

Apesar de haver, atualmente, um uso abusivo de medicamentos, nesse texto serão abordadas as suas contribuições e o lugar dos psicofármacos em um tratamento psicológico.

Fármaco vem da palavra pharmakón, que significa tanto veneno quanto remédio.

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Ou seja, de acordo com a dose, aquilo que mata também pode curar.

Foi na década de 50 que ocorreu a chamada “explosão farmacológica”, época em que as pesquisas científicas dessa área aumentaram em demasia, paralela a criação de medicamentos mais eficazes.

O desenvolvimento e expansão da farmacologia em parceria com a Psiquiatria partiu do princípio de amenizar os efeitos colaterais que algumas substâncias químicas poderiam provocar no organismo do ser humano.

Para entender os benefícios dos psicofármacos nos tratamentos psicológicos, é necessária a reflexão de que nos casos considerados graves – em que os sintomas atingem uma proporção a ponto de deixar o sujeito paralisado na vida – a indicação do psicofármaco é muito bem vinda pois a pessoa pode encontrar-se em um quadro de angústia tão avassalador, que não consegue nem falar de seu sofrimento.

O medicamento, então, assumiria uma função de desbloquear aquilo que está bloqueando a fala e seria uma espécie de catalizador do processo terapêutico, ou seja, uma ferramenta de “fazer falar”.

Assim, a mascarada rivalidade existente entre Psiquiatria e Psicologia, deixaria de existir em prol de uma parceria muito relevante.

Como ilustração, pensemos em um indivíduo com o diagnóstico de transtorno do pânico que apresenta sintomas, tais como:  ansiedade, angústia, pensamentos negativos, medo generalizado, etc.

Nesse exemplo, o psicofármaco poderia ser o primeiro passo na direção de um tratamento, pois, de que forma uma pessoa com o contato social tão restrito iria frequentar um consultório de Psicologia?

A partir dessa lógica, a medicação seria útil no alívio momentâneo dos sintomas, a fim de abrir caminho para que o paciente se tornasse mais acessível à exploração psicoterapêutica. Ou seja, o papel dos psicofármacos seria semelhante a um anestésico em uma cirurgia: eles representariam as condições que permitem uma intervenção.

Além disso, a aliança entre Psiquiatria e Psicologia é imprescindível nos casos de psicose, em que a simbolização através da fala é muito precário, quando não inexistente.

É preciso apostar na intercessão entre mente e corpo, que não significa um todo completo, mas uma direção de tratamento que leve em consideração as particularidades do caso e que promova um diálogo com outros profissionais.

Fontes:

 https://www.infoescola.com/psicologia/psicofarmacologia/

 https://opsicologoonline.com.br/beneficios-dos-psicofarmacos/

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Psicóloga, terapeuta cognitiva comportamental, apaixonada pela escuta e pelo relacionamento com as pessoas. "Psicóloga da família" desde pequena, vive e ama essa profissão e todos os seus desafios. Conheça o meu Instagram. | Clique para marcar uma consulta comigo

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