A pessoa por trás do diagnóstico

Atualizado em 03/10/2016
Por Redatora Casule

A pessoa por trás do diagnóstico

Atualizado em 03/10/2016
Por Redatora Casule
Junte-se a milhares de pessoas

Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade

A pessoa por trás do diagnóstico

Quem recebe um diagnóstico ruim sentirá que de uma hora para outra tudo mudou, que o seu ontem não é o mesmo que o seu hoje. Com o simples poder da palavra, alguém colocou um ponto e causou uma reviravolta em sua vida. A partir de agora e por algum tempo, seu nome carregará um sobrenome que na maioria das vezes vai ser doloroso.

Quem recebe um diagnóstico geralmente sente como se tivesse colocado uma mochila de pedras sobre suas costas. Não apenas tem que arcar com seus problemas pessoais, mas também tem que se adaptar ao seu novo sobrenome. Esse peso e a readaptação requerem um grande esforço por parte da pessoa.

Às vezes sentem que o diagnóstico vai além deles, que se tornou uma entidade própria e que, como um monstro que a tudo devora, também os devorou. Podem até chegar a sentir estranheza de si mesmo, do seu corpo, da sua personalidade e de todo seu ser.

Conviver com o diagnóstico

Assumir essa nova realidade e todas as mudanças que ela implica não é uma tarefa fácil. No princípio, a palavra se sobrepõe à pessoa criando uma realidade que, ainda que já estivesse ali de uma forma ou de outra antes de ser nomeada, agora se tornou uma entidade própria que entra na vida sem ter sido convidada.

Quando você se encontra com o monstro cara a cara, apenas você é capaz de decidir se vai abraçá-lo e aprender a conviver com ele ou se vai viver enfrentando-o numa batalha que deixará feridas permanentes. A responsabilidade final do que fazer diante dessa nova situação é apenas sua.

Conviver com a palavra e estar totalmente consciente do seu significado é difícil e leva tempo. De maneira necessária (ou não), nesse momento o rótulo está ali, acompanha você nesse trecho da sua vida e é preciso aprender a coexistir com ele

Tudo muda e nada muda

Assim como as estações estão para a vegetação, o diagnóstico está para a pessoa. É como um bosque que experimenta a mudança das estações conforme os meses passam, embora as flores e árvores mudem de cor sempre, elas se assentam na mesma terra.

Às vezes a pessoa pode sentir que a terra e as árvores são a mesma coisa. No entanto, conforme o tempo passa, as folhas das árvores mudam de cor, caem e nascem outras, mesmo que seja a mesma árvore que fique lá ou seja cortada, desaparecendo para sempre. Mas embora todas essas mudanças ocorram na superfície, existe algo que permanece, e é o fato de que sempre é preciso uma superfície onde a vegetação possa se assentar.

terapia-online-casule-banner

O mesmo que ocorre com o bosque acontece com uma pessoa. A palavra muda a pessoa e também não muda. Existe uma parte, uma extensão da vida que é diferente do restante, embora nela exista uma camada mais profunda que praticamente não se altera e sempre estará ali.

Um diagnóstico não é um adjetivo

Em algumas ocasiões o diagnóstico pode lançar uma sombra sobre a pessoa, fazer com que tanto ela mesma quanto o seu entorno sejam definidos exclusivamente por esse rótulo. Por exemplo, é frequente escutar frases como “é bipolar”, “é depressivo” ou  “é esquizofrênico”. Esses tipo de frases não  são apenas utilizadas de forma incorreta, mas também fomentam e perpetuam um dos grandes problemas dadoença mental, o estigma.

Em muitas ocasiões os diagnósticos são usados como adjetivos, como se fossem uma característica imutável da pessoa. Um diagnóstico NÃO é um adjetivo, uma pessoa não é bipolar, depressiva ou anoréxica. As pessoas não são apenas diagnósticos, rótulos ou palavras.

Uma pessoa é o que é, com suas características próprias e únicas. É possível que em um determinado momento ela possa apresentar um transtorno, mas isso não significa que a pessoa se transformará no transtorno ou que deixará de ser ela mesma.

Existe um único rosto por trás da palavra

O diagnóstico sempre estará associado a um rosto. Não se pode esquecer que um diagnóstico é apenas um conjunto de sintomas que remetem a uma doença e não a uma pessoa. Ele nos fornece uma informação geral sobre o que pode estar ocorrendo a quem padece dele, mas não nos diz mais nada sobre a pessoa.

Embora parecidos, cada ser é único. Todas as pessoas têm nome, personalidade, família, gostos, manias e características especiais que nos distinguem do resto. Um diagnóstico nunca nos dará uma informação sobre essas peculiaridades que devemos ir descobrindo pouco a pouco.

Um diagnóstico bem aplicado é importante, diz algo sobre quem o apresenta e transmite uma informação muito útil a nível profissional, mas não nos fornece toda a informação necessária. Jamais devemos esquecer que por trás de um rótulo existe um rosto único e não repetitivo, uma pessoa que sente e que é mais do que apenas uma palavra.

FONTE:http://amenteemaravilhosa.com.br/pessoa-por-tras-diagnostico/

Guia com as 15 Técnicas para reduzir a ansiedade
Casule Play

A pessoa por trás do diagnóstico

Se você quiser saber mais ou conversar com um dos nossos profissionais sobre A pessoa por trás do diagnóstico, você pode  agendar o seu horário clicando aqui.


Ou você pode ver mais sobre Terapia Online, Acompanhamento semanal com nossa Nutricionista ou Como ter mais produtividade com o nosso Coach!
Redatora Casule, aqui no Blog.
Sou focada em achar o melhor conteúdo que já foi publicado na rede e trazer informações que são relevantes e agregam valor para você.

O que você achou deste conteúdo?
Conte nos comentários sua opinião sobre: A pessoa por trás do diagnóstico.


0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mães-Narcisistas
Mães Narcisistas

Mães Narcisistas

O termo “narcisismo” já faz parte da cultura ocidental há mais de século. Tem origem no mito grego de Narciso, rapaz jovem e orgulhoso cuja beleza era admirada por todos. Em uma caminhada ao lado de um rio, Narciso vê seu reflexo na água pela primeira vez. Apaixonado pela própria imagem, ele se mantém junto ao rio para melhor apreciá-la. Por recusar-se a abandoná-la, Narciso morre no local, admirando a si mesmo.
Insonia
Insônia

Insônia

Algumas pessoas enfrentam dificuldades na hora de dormir, seja para iniciar ou manter o sono, como por exemplo, acordam muito mais cedo do que estão habituadas e não conseguem voltar a dormir, acordam no meio da noite ou dormem durante toda a noite e acordam com a sensação de cansaço. Assim, a insônia é caracterizada como a incapacidade de conciliar o sono, seja para adormecer ou permanecer dormindo. “É possível identificar suas causas?” Sim, em sua maioria são consideradas psicofisiológicas.
Ensine seu filho(a) a lidar com as emoções
Ensine seu filho(a) a lidar com as emoções

Ensine seu filho(a) a lidar com as emoções

As crenças dos pais e cuidadores influenciam diretamente em como as crianças irão enxergar o mundo, o outro e principalmente a si mesmas. Todos nós temos nossos medos, ansiedades, sentimos raiva, tristeza e para cada um de nós as emoções têm uma intensidade, um significado e um motivo para que elas se expressem. Ensinar os pequenos a reconhecer as emoções, é muito importante para que tenhamos pessoas mais inteligentes emocionalmente.

Os Efeitos Psicológicos da Pandemia

Muito se fala sobre os impactos físicos que o Covid-19 pode trazer ao corpo. Mas ainda é pouco falado sobre o agravamento dos quadros de transtornos mentais que a Pandemia gerou.
Leia mais

Metáfora do alarme desregulado e a ansiedade

Pra que serve um alarme em casa? Para dar segurança e avisar quando a casa é invadida, por exemplo. Imagina se esse alarme está desregulado e ele começa a disparar quando não tem invasão ou até mesmo quando um amigo seu vem te visitar.
Leia mais
Metáfora do alarme desregulado e a ansiedade blog casule

O que é a terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) e como ela pode te ajudar

A Terapia de Aceitação e Compromisso ou ACT (Acceptance and Commitment Therapy) foi desenvolvida nos Estados Unidos pelo psicólogo Steven Hayes e por seus colegas Kelly Wilson e Kirk Strosahl. Ela tem se mostrado altamente eficaz na solução de uma série de problemas, desde depressão, ansiedade, dor crônica e até mesmo vício em drogas.
Leia mais

Por que não dá para fugir do que te causa ansiedade?

Um comportamento muito comum em quem sofre de ansiedade é fugir do que a causou. Para uma pessoa que tem medo de falar em público – que tem crises de ansiedade só de pensar que vai estar na frente de uma plateia falando sobre algum assunto – recusar um convite para dar a palestra vai trazer um alívio imediato dos sintomas. Mas será que o problema foi resolvido?
Leia mais

Quando eu devo perdoar meu parceiro?

A reposta para esta pergunta é SEMPRE! Sempre Cris? Mas ele não merece!!! O perdão não é para ele… porque ele merece… é para você! Porque você merece PAZ! Te explico melhor aqui neste vídeo. Vem Comigo!!!
Leia mais

Como ter inteligência emocional?

Quanto maior a inteligência emocional, maior a qualidade das relações e interações sociais. Você já parou para pensar como podemos ter mais inteligência emocional?
Leia mais

Rede Social x Saúde Mental

Existem muitas pesquisas que relacionam problemas de saúde mental, principalmente depressão e ansiedade, com o uso excessivo das redes sociais. Mas o que acontece para que um número cada vez maior de pessoas se sinta atraída como se estivessem hipnotizadas, mesmo sabendo o quanto esse hábito em excesso pode ser prejudicial à saúde mental?
Leia mais

Como lidar com a Ansiedade diante da chegada de um Novo Ano?

A chegada do Ano Novo traz consigo a ideia de Recomeço! Para muitas pessoas, representa esperança, prosperidade e expectativas positivas para ”uma nova vida”. Nessa época, também é comum nos sentirmos ansiosos pela vontade de renovação e mudança. Mas, não podemos nos esquecer que a Ansiedade é uma sensação normal e nem sempre ruim. Ela faz parte do nosso instinto de proteção e nos prepara para lidar com as situações de perigo ou estresse.
Leia mais
Como lidar com a Ansiedade diante da chegada de um Novo Ano

Você reclama demais?

Você já parou para reparar quantas vezes você reclamou hoje? O nosso dia a dia está cada vez mais cheio de obrigações e afazeres. Muitas vezes o cansaço e as preocupações fazem com que façamos das reclamações um hábito. Se você se identificou com esse conteúdo, assista ao vídeo.
Leia mais
Voce Reclama Demais blog casule
Tenha o total controle das suas emoções conte com a Casule para o seu bem-estar.
Share This