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A família também vai à terapia-casule

Sim! A família também pode se beneficiar de um tratamento psicoterapêutico. Os objetivos da terapia cognitivo-comportamental familiar são: promover a reestruturação cognitiva, viabilizar o respeito ao outro, melhorar a comunicação e as relações entre os membros da família, favorecer mudanças construtivas de forma a harmonizar o contexto familiar. A terapia familiar proporciona a identificação dos pontos fortes e fracos de suporte da família, habilidades parentais encorajando as estratégias de enfrentamento. As relações interpessoais nocivas na família podem constituir-se como fatores de risco à saúde mental, portanto promover relações interpessoais positivas configuram-se como fatores de proteção.

A terapia familiar na maioria das vezes é procurada em momentos de crise porém, esta pode ser indicada para qualquer momento em que os membros da família demandem. É comum indicar essa modalidade de terapia, em situações de relações desadaptativas, adoecimento de um dos membros da família, morte e separação. Além disso, indica-se também a terapia para evitar crises ou para o enfrentamento mais saudável dessa fase. Enfim, a terapia familiar pode ser um recurso para manejar qualquer evento trágico ou cotidiano que cause sofrimento na família.

Para que a terapia ocorra de forma eficaz, os membros da família precisam aceitar trabalhar de forma colaborativa, unidos em prol dos mesmos objetivos. Os atendimentos iniciais tem por objetivo conhecer e avaliar a família, bem como os recursos que esta dispõe e suas necessidades. A avaliação pode ser conduzida por meio de relatos da família sobre situações comuns e o terapeuta também pode observar o comportamento familiar. Além disso, avaliações individuais podem ser realizadas com cada membro da família. Posteriormente o terapeuta propõe um contrato informal da terapia e apresenta um plano terapêutico. Nas sessões de terapia cognitivo-comportamental familiar utiliza-se de técnicas de psicoeducação, manejo de emoções e comportamentos de forma construtiva, treino de comunicação, técnica linha de vida, capacidade de resolução de problemas e formas de gestão de crise.

Os familiares devem estar de acordo com a terapia, contrato terapêutico e dispostos a cumprir as orientações. Assim como em outras modalidades da terapia cognitivo comportamental os pacientes possuem um papel ativo e essencial no tratamento. É esperado que a família trabalhe em conjunto e de forma colaborativa com o terapeuta a fim de atingir as metas esperadas. O atendimento psicológico familiar pretende auxiliar na reorganização das relações entre os membros da família, desenvolvendo habilidades de comunicação, capacitação para o manejo de crises. Ao final do tratamento espera-se que a família seja capaz de resolver de forma autônoma os problemas a que se depara no cotidiano. O psicólogo terapeuta investiga o modelo de funcionamento familiar, propõe um plano terapêutico que contemple os objetivos acordados com os membros, atua na mediação dos conflitos e na eliminação das distorções cognitivas dos membros da família.

 

Fontes:

Dattilio, Frank M. (2011). Manual de terapia cognitivo-comportamental para casais e famílias. [Cognitive Behavioral Therapy With Couples and Families] Porto Alegre: Artmed.

Poletto, M. P.; Kristensen, C. H.; Grassi-Oliveira, R. & Boeckel, M. G. (2015). Uso da técnica da linha de vida em terapia familiar sistêmica cognitivo-comportamental. Rev. Bras. de Ter. Comp. Cogn.,  XVII, 1, 68-80.

 

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Jéssica Tibúrcio
Jéssica Tibúrcio
Psicóloga, mestre em Psicologia (UFJF) e pesquisadora. Gosta de ficar com a família e amigos, viajar e aprender coisas novas.

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