Provavelmente você conhece alguém que está sempre de mau humor, reclama com frequência da vida, sente-se cansado o tempo todo e apresenta uma visão pessimista do mundo. Além disso, vive-se queixando que é azarado, está sempre desinteressado e tem um “gênio difícil”. Portanto, se você conhece alguém com essas características, ela/ele pode ser um portador de Distimia.

O transtorno distímico é de natureza crônica e caracteriza-se por humor deprimido ou perda de interesse em quase todas as atividades usuais, embora a intensidade dos sintomas não seja suficiente para preencher os critérios de Depressão.

A característica essencial deste transtorno é um humor depressivo que ocorre na maior parte do dia, na maioria dos dias, por pelo menos dois anos.

É comum que as pessoas que sofrem com a Distimia apresentem os seguintes sintomas:

  • Apetite diminuído ou alimentação em excesso;
  • Insônia ou hipersonia (excesso de sono);
  • Baixa energia ou fadiga;
  • Baixa autoestima;
  • Concentração falha ou dificuldade em tomar decisões;
  • Sentimentos frequentes de desesperança;
  • Mau humor frequente;
  • Costume de fazer críticas em excesso;
  • Angústia e insatisfação;
  • Irritabilidade;
  • Isolamento Social.

Além disso, essas pessoas tem a tendência a apresentar distorções cognitivas (erros sistemáticos na percepção e no processamento de informações) que fazem com que elas estruturem suas experiências de forma inflexível, o que resulta em erros de interpretação quanto ao desempenho pessoal e ao julgamento das situações externas. Um exemplo dessas distorções é a inferência arbitrária, quando essas pessoas tiram conclusões antecipadas e com poucas evidências de determinada situação.

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É comum que isso se transforme em pensamentos negativos sobre si mesmo, como “As pessoas não apreciam meu trabalho” ou “ Não sou valorizada” e na visão negativa do futuro, o que pode estar vinculado ao grau de desesperança: “As coisas nunca vão melhorar”, “Nunca vou servir para nada” ou “Nunca serei feliz”.

A Distimia também pode acometer crianças e adolescentes, neste caso, deve-se estar atento ao baixo rendimento escolar, a comportamentos antissociais ou a temperamentos explosivos.

Não há um consenso sobre quais são as causas da Distimia, já que há uma gama de mecanismos envolvidos como hereditariedade, temperamento, fatores de vida e estressores biológicos.

Alguns fatores de predisposição têm sido apontados, como relações familiares complicadas na infância, separação dos pais, pais agressivos ou distímicos, histórico familiar de Transtornos Depressivos, de Ansiedade e de Personalidade, doenças incapacitantes e limitações físicas como cegueira, surdez, amputações, lesões de medula, dificuldades de locomoção ou reações duradouras provocadas por quadros de estresse pós-traumático.

Lembrando que é perfeitamente normal sentir-se triste, chateado ou infeliz com situações estressantes da vida. Contudo, pessoas com Distimia experimentam essas sensações constantemente durante anos, podendo interferir nos relacionamentos afetivos, vida social, trabalho e atividades de rotina.

Por isso, é fundamental que se faça o acompanhamento médico e psicológico para redução dos sintomas e melhora da qualidade de vida.