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Como desenvolver resiliência para enfrentar a quarentena?

Atualizado em 10/06/2020
Por Suelen Tebaldi

Como desenvolver resiliência para enfrentar a quarentena?

Atualizado em 10/06/2020
Por Suelen Tebaldi
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Como desenvolver resiliência para enfrentar a quarentena?

Desde que anunciada a pandemia do novo coronavírus pela OMS (Organização Mundial da Saúde), houve um crescimento de casos no Brasil. A avalanche de informações sobre o risco da doença tem provocado, na maioria das pessoas, muitas reações, que vão de crises de ansiedade ao pânico. Os diversos efeitos psicológicos nesse período de quarentena têm dificultado a busca pelo equilíbrio entre razão e emoção, fundamental para a saúde psicológica.

Após passar pelo momento inicial de bombardeamento de informações e primeiros dias de isolamento social, a reação generalizada foi de angústia e ansiedade, com maior agressividade ou silenciamento.

Tivemos que mudar nossa rotina. São inúmeras dúvidas e incertezas sobre o cenário pós-pandemia. Algumas pessoas podem recuar quando se deparam com situações complicadas ou desafiadoras, entretanto o ser humano é dotado de uma habilidade para lutar pela sua sobrevivência, que foi herdada de nossos ancestrais. Um elemento crucial em tempos modernos, chamado resiliência, capacidade esta que temos de forma natural em pequenas doses e que podemos desenvolver métodos e estratégias para aprimorá-la.

Uma vez que, cotidianamente, estamos sujeitos a adversidades de múltiplas naturezas, a resiliência se assemelha a uma blindagem, uma espécie de “sistema imunológico” que nos protege do impacto das decepções. Sem essa habilidade, a vida pode se tornar insustentável.

Em tempos de crises, ser resiliente é mais que sobreviver, é conseguir passar pela situação e aprender, se recuperando do ocorrido e retomando aos poucos a sua rotina anterior, deixando para trás o que já não mais importa e aprendendo a crescer, saindo fortalecido da crise.

Não podemos evitar que problemas ocorram. Mas podemos aprender com nossas vivências e estar preparados para enfrentá-los.

O que precisamos para nos tornarmos mais resilientes?

Para desenvolver mais habilidades de resiliência, precisamos estar atentos aos nossos pensamentos, emoções e comportamentos, e todos nós podemos prestar atenção e administrar melhor nossas ações.

Seguem algumas dicas:

Evitar pensamentos catastróficos e distorcidos

Quando enxergamos apenas os piores desfechos possíveis de maneira exacerbada, vendo o evento como muito grave, terrível e irremediável estamos catastrofizando a situação e estes pensamentos podem desencadear várias emoções negativas, sobrecarregando nossa mente e nos paralisando para as ações necessárias e para a resolução de problemas.

Escolher outro caminho

Nem sempre notamos o quanto estamos “viciados” em certas ações. Repetimos padrões, sem perceber, porque nos acostumamos a eles. A questão é que os resultados não mudam, só porque insistimos (nos erros) com mais obstinação.

Fez de tal forma uma vez e não gostou das consequências? Quantas vezes mais precisará reprisar o padrão, até acordar para a necessidade de mudança?

Ser resiliente não é, simplesmente, suportar o fracasso. Ser resiliente é aprender com o desgosto e encontrar modos de evitá-lo, no futuro. É, de fato, trilhar um novo caminho, buscando uma alternativa que conduza a um destino diferente.

Não se acomode num costume. É tentador repetir o que conhecemos, porque não exige adaptações e crescimento. Mas o custo da teimosia é o eterno retorno da queda.

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Parar de culpar os outros

O oposto da resiliência é a vitimização. Quando algo dá errado, podemos ter o instinto de nos isentarmos, elegendo culpados pela circunstância desfavorável. Se esta for a reação instantânea, tudo bem, pode ser apenas um reflexo de autopreservação. O problema é fazermos desse reflexo primitivo uma resposta sobre a qual repousamos.

Também não se trata de nos culparmos, assumindo uma responsabilidade maior do que nos cabe. Assumir a culpa — ou encontrar quem errou — é positivo, desde que isso seja factual e sirva para objetivar o próximo passo, impedindo novo engano.

Fugir da procrastinação

Procrastinar é viver em estado de adiamento. Como se o depois fosse mais oportuno para uma decisão ou atitude, que já sabemos necessária.

Ser resiliente é perceber que a procrastinação não é um refúgio seguro. É um “canto de sereia” que nos conduz ao fundo, nos afogando nos problemas dos quais fugimos.

Ser resiliente é não fechar os olhos para as pendências. É reconhecer as armadilhas que nos atrasam e desviar-se delas. É agir, no presente, na hora da oportunidade, no momento que pede ação — e não inércia!

Manter uma rotina

Como nesse momento não é possível ir à academia, por exemplo, podemos nos adaptar e exercitar em casa, bem como trabalhar em home office; adultos podem criar e manter uma rotina de afazeres, com atividades lúdicas para crianças: a leitura e escrita também são boas práticas neste momento; já os idosos, que já possuem um histórico de sofrimento pela idade, podem resgatar a memória ao ver fotografias antigas e conversar sobre momentos felizes em família com filhos e netos.

Estabelecer metas

Pessoas resilientes são capazes de observar o cenário da crise de uma maneira realista e, então, estabelecer metas com soluções viáveis. Seja objetivo, crie etapas e visualize alguns desfechos possíveis e alcançáveis. Utilize a criatividade como recurso para estabelecer suas metas, coloque foco no que deseja realizar e faça seu plano de ação em etapas.

Cuidar bem da sua autoestima

É muito complicado ser resiliente quando não nos enxergamos de modo positivo. Resiliência exige autoconfiança, segurança, potência, força de vontade.

Como gozar de todos esses atributos, se nos olhamos de forma depreciativa? É preciso fortalecer o ego, de forma saudável, aprendendo a ouvir — e retrucar! — as “vozes interiores” que nos aprisionam em dúvidas e não valorizam nossos méritos.

Cuidado também com as vozes exteriores — companhias negativas, que lhe puxam para baixo. Gente que reclama demais, que julga que o sucesso dos outros é sorte, que aponta defeitos em tudo, tem o poder de transformar nosso otimismo em ingenuidade — se não soubermos filtrar o que ouvimos.

Para ser próspero em qualquer projeto de vida, sendo resiliente diante dos desafios, faça de si mesmo o projeto prioritário.

Fontes:

https://catracalivre.com.br/saude-bem-estar/resiliencia-quarentena/
https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/03/29/resiliencia-ajuda-na-compreensao-sobre-a-realidade-da-pandemia.htm

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Psicóloga, terapeuta cognitiva comportamental, apaixonada pela escuta e pelo relacionamento com as pessoas. "Psicóloga da família" desde pequena, vive e ama essa profissão e todos os seus desafios. Conheça o meu Instagram. | Clique para marcar uma consulta comigo

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