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Por que sofremos tanto?

Atualizado em 03/02/2020
Por Redatora Casule

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Por que sofremos tanto?

Você já experimentou questionar suas opiniões a respeito de tudo e ser uma pessoa mais aberta a novas ideias?

Existe uma razão para os nossos sofrimentos? Por que muitas vezes nosso equilíbrio é ameaçado por coisas relativamente pequenas? Provavelmente a resposta está em nós mesmos, na nossa maneira de enxergar as situações da vida. 

Desde o nascimento e de acordo com nossas experiências ao longo da infância e adolescência, vamos formando nossas crenças que são as maneiras como interpretamos o mundo em que vivemos. “Funcionamos” psiquicamente de acordo com padrões criados por nós mesmos, conforme nosso desenvolvimento emocional.

Contudo, ao nos deparar com opiniões contrárias às nossas, nem sempre conseguimos enxergar que estamos errados. Sofre-se por isso e muito!

Por meio das crenças é que nós nos definimos, avaliamos os eventos ao nosso redor, interpretamos as frases que escutamos e as atitudes que presenciamos e julgamos as pessoas com as quais nos relacionamos. É como uma lente que usamos para enxergar o mundo. Cada um tem a sua. 

É a partir destas crenças que nossos valores são formados. A nossa mente processa as informações de nossas vivências, das emoções e das lembranças que podem ser boas ou ruins, felizes ou tristes, verdadeiras ou não. Pronto! Temos a receita ideal para que cada pessoa tenha suas teorias, suas explicações e seus preconceitos em relação à vida de forma absoluta para cada um. Quer exemplos práticos? A todo momento julga-se uma pessoa por sua atitude, pelas suas roupas, pela cor da pele e generaliza-se alguma opinião isolada para encaixar alguém numa classificação interna. Essa classificação está formada em nossa mente que já a considera imutável, inquestionável. 

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É por isso que numa discussão onde as opiniões divergem fica difícil alguém ceder de verdade. Um ou outro pode acabar cedendo para acabar logo com a discussão, por preguiça de insistir na própria ideia ou simplesmente porque não gostar de discutir. Ou seja, podemos dizer que, ao longo de nossa vida, vamos criando nossas teorias perfeitamente lapidadas, à prova de críticas, e quando temos a oportunidade de expô-las, queremos mesmo é defender este ponto de vista que levou tanto tempo para ser formado e que foi sendo confirmado pelas experiências selecionadas para que se encaixassem perfeitamente nas nossas crenças. 

Perceba que todas as teorias por nós formuladas precisam o tempo todo serem confirmadas, e, para isso, nosso olhar volta-se somente para o que confirma tais “verdades”. Para uma pessoa que acredita que para ser aceita nos grupos que frequenta precisa estar vestida com roupas caras, será bastante difícil acreditar que isso não é verdade. Vai querer estar sempre impecavelmente vestida e isso fará com que se sinta aceita e pertencente ao grupo mesmo que alguém a diga o contrário. 

As crenças têm a característica de autoperpetuação, elas se mantêm por si só. O desconforto ou o sofrimento acontece quando nos deparamos com situações que vão contra o que pensamos e acreditamos ser verdade. Esse sofrimento é um sinal de que algo não está em sintonia. O que a mente quer na realidade é confirmar este sistema de crenças que é uma forma automática de pensar. Existem pessoas que estão tão apegadas a este sistema de crenças que chegam ao ponto de comprometer seu equilíbrio emocional quando se deparam com situações que ultrapassam seus limites de explicação dos eventos. O que quero dizer com isso é que a mente cria suas verdades que nem sempre retratam a realidade. Se alguém sente que não pode ser amado, ele ou ela pode se relacionar somente com pessoas que reforçam esta crença. Vai buscar relacionamentos que vão fazê-lo mal, que são abusivos ou parceiros agressivos, e caso encontre alguém que não siga este preceito, poderá se afastar, fazer de tudo para que o relacionamento não dê certo.  

E todo esse cenário tem o mesmo pano de fundo, a crença de que só será verdadeiro se estiver de acordo com o que mandam as crenças.

Cristiano Nabuco, psicólogo, ensina a lidar com as crenças que ele chama de armadilhas mentais. Primeiro, tire do modo automático os pensamentos prestando atenção aos seus conteúdos; depois questione-os, pergunte-se se realmente são o que você pensa ou se são uma visão distorcida da realidade que foi aprendida. A partir de então, segundo ele, você perceberá que muito provavelmente sua “verdade” não se sustentará como absoluta e que você pode aprender muito com esta experiência de mudar de opinião. Descontruir é a palavra! Pegue todos as suas teorias absolutas, comece a rever todas elas que você vai perceber um mundo de possibilidades. Você estará livre de uma boa carga de sofrimento. 

Tenha sim seus valores, suas crenças, mas não os coloque numa caixa intocável. Eles são importantes, mas questione-os sempre, coloque-os à prova. Não é um exercício fácil, mas como em todo exercício, o treino e a prática levam à qualidade. Este é um convite para a reflexão!


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