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Nossa mente adora inventar histórias, versões e verdades que, por nos ferirem das mais variadas formas, causam sofrimento. Já observou como, a maior parte do tempo, estamos em desacordo com os acontecimentos? “Isso deveria ser de outro jeito.” “Ninguém me entende.” “Fulano é muito duro comigo.” No entanto, há uma maneira simples de superar essas e outras lamúrias. O The Work, técnica de autoindagação criada pela americana Byron Katie, nos ajuda a identificar, questionar e desconstruir pensamentos que roubam a paz de espírito. O método surgiu a partir de uma experiência muito pessoal vivida por Katie. Depois de sofrer de depressão severa por quase uma década, ela acordou numa manhã de fevereiro de 1986 e experimentou o que chama de “despertar para a realidade”. “Descobri que, quando acreditava nos meus pensamentos, eu sofria, mas quando não acreditava neles, não sofria. E isso vale para qualquer ser humano. A liberdade é tão simples quanto isso”, assegura ela, que, desde então, diz sentir plenitude constante. Em pouco tempo, o boca a boca engrenou e a americana passou a ser convidada a compartilhar o que havia sentido naquela manhã iluminada. E, assim, o método se consolidou. “Indicado a qualquer pessoa, trata-se de um trabalho de questionamento e conscientização. Não é sobre tentar mudar a mente”, ressalta a terapeuta e palestrante catarinense Ariana Schlösser, aluna de Katie e especialista em Th e Work. A seguir, Ariana explica como fazer bom uso dessa ferramenta transformadora e avisa: “É bom fazer o exercício de manhã, à tarde e à noite. Na verdade, quanto mais, melhor”.

Etapa 1

Escreva o pensamento estressante. Um por vez. Por exemplo: “Paulo deveria me entender”. Agora deixe a sua mente fazer as quatro perguntas-chave do método contemplando cada uma sem pressa. Mergulhe em si mesmo e espere que as respostas mais profundas aflorem. Deixe de fora o “mas”, o “porque” ou o “e”. Simplesmente responda, sem tentar se justificar ou se defender:

1. Isso é verdade?

Reflita: é verdade que ele deveria entender você? Mantenha-se quieto e espere pela resposta do coração. O intelecto deve ficar de fora do exercício.

2. Você pode saber com absoluta certeza que isso é verdade?

Você pode realmente saber o que ele deveria ou não deveria entender? Pode absolutamente saber o que é o melhor para Paulo: entender ou deixar de fazê-lo? O termo “absolutamente” – que significa 100% de certeza – muda tudo. Essa condição vai devagar abrindo espaço na mente para possibilidades até então ignoradas. em consequência, o ego começa a se sentir muito ameaçado nesse estágio. Siga se observando.

3. Como você reage ou o que acontece quando você acredita nesse pensamento?

Observe suas reações. Você experimenta raiva, estresse, frustração? Você lança para Paulo “aquele olhar”? Tenta mudá-lo de alguma maneira? Como você sente essas reações? Perceba-se amorosamente.

4. Quem você seria sem esse pensamento?

Feche os olhos. Imagine-se na presença de Paulo, cuja compreensão você tanto almeja. Imagine-se olhando para ele, só por um momento, sem pensar: “Quero que ele me entenda”. O que você vê? Como seria sua vida sem esse pensamento? Como você poderia estar presente e aberto para ele e para si mesmo nesse momento? O que você faria de diferente?

Etapa 2

Após o registro das quatro respostas, inicia-se a etapa da inversão. As inversões são a oportunidade de considerar o oposto daquilo que você acredita ser verdade. Podemos inverter o pensamento “Paulo deveria me entender” da seguinte forma:

1. 1.Paulo não deveria me entender Reflita: essa não é a realidade, às vezes?
2 2. .Eu deveria me entender Reflita: esse é o meu trabalho, não o dele.
3. 3.Eu deveria entender Paulo Reflita: sou capaz de entender que ele não me entende?

Permita-se explorar ao máximo as inversões. Para cada uma, pergunte-se em qual grau isso é verdadeiro. Você pode encontrar exemplos específicos na sua vida onde a inversão é mais ou menos verdadeira? Mantenha sempre a intenção de expandir o olhar sobre as situações, as pessoas e os próprios sentimentos. Não se trata de sentir culpa, e sim de descobrir alternativas que possam lhe trazer paz.

Fonte:http://bonsfluidos.uol.com.br/noticias/autoconhecimento/adeus-as-crencas-negativas.phtml#.VvvMPOIrLIX

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Nayara Benevenuto
Nayara Benevenuto
Especialista em Terapia Cognitivo-comportamental com crianças e adolescentes. Atende: adultos, casais, famílias, crianças e adolescentes. Afiliada à Federação Brasileira de Terapias Cognitivas (FBTC).

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