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A chegada de um novo irmão, o que fazer?

A chegada de um novo irmão -psicologia-casule

A chegada de um novo irmão- o que fazer para que essa fase não se torne ruim para o outro filho e o que pode ser feito para minimizar os ciúmes?

Antes de falarmos sobre um bebê que já está a caminho, o que algumas mães sempre questionam é qual seria o momento ideal para se ter o segundo filho? É importante termos consciência de que não existe momento perfeito. Se fosse simplesmente uma questão de escolha, o ideal é que o mais velho já tivesse pelos menos 2 anos (idade em que oficialmente termina a fase de “bebê”) mas não tão mais velho a ponto de ele já estar extremamente acostumado a ter suas próprias coisas, a não precisar dividir nada, a ter a atenção plena dos pais e dos avós, etc.

Cris, e quando já há um novo bebê a caminho (ou muito em breve haverá) o que posso fazer para preparar meu filho mais velho? Costumo responder a esta pergunta, questionando se foram as aulas do “curso de gestante” ou a leitura de livros de desenvolvimento infantil que a prepararam para ser mãe… logicamente, a resposta é não! Assim como as leituras e palestras não são exclusivamente o que nos preparam para ter um filho, não há uma “fórmula” para preparar o irmão mais velho para a chegada de mais um membro da família, porém, a leitura de textos técnicos, a experiência de outros pais e o conhecimento dos comportamentos e reações do próprio filho, podem ajudar bastante a ensiná-lo a lidar melhor com a chegada do irmão.

O que pode ser feito antes do bebê nascer?

  • Inicie os processos de transições (tirar chupeta ou fralda, mudar berço por cama, entrada na escola) antes do irmão chegar para diminuir o impacto de cada mudança;
  • conte sobre a chegada do irmão de uma forma bem lúdica e divertida;
  • Peça auxílio para ajudar os pais a definirem o nome do bebê que está a caminho
  • Deixe-o escolher uma peça de roupa para presentear o irmãozinho;
  • Explique ao filho sobre as mudanças que estão por vir, mas não só nas ruins (como divisões e possível ausência dos pais), nas boas também (companheiro, casa “mais alegre”, família maior, novos programas juntos, o fato dele ser o irmão mais velho, etc.;
  • Incentive-o a falar dos seus medos e tirar as possíveis dúvidas com relação a chegada do bebê;
  • Providencie um presente como se fosse o mais novo trazendo para o mais velho;
  • É bom momento para modificar o quarto do mais velho, de repente redecorando o quarto usando um personagem que ele adora;
  • Incentive o “senso de reponsabilidade” do mais velho… no caso de pais que pretendem batizar o bebê, pode-se por exemplo, convidar o irmão mais velho para ser um padrinho (mesmo que seja “padrinho de toalha”) do bebê;

O que pode ser feito após o nascimento do bebê:

  • Deixe o mais velho se expressar, especialmente se for se uma forma funcional e assertiva (através da fala por exemplo);
  • Insira o filho mais velho no cuidado com o pequeno (pegar toalha na hora do banho, ajudar a calçar o sapatinho, escolher a roupinha que ele vestirá, etc.);
  • Mostre a ele fotos de quando ele era pequeno, demonstrando o cuidado que recebia e/ou as artes que ele fazia enquanto era bebê;
  • Ressalte o quanto você é feliz por ter um “mocinho” como ele, diga o que você mais gosta nele, do que gosta que façam juntos, etc.;
  • Em caso de ciúmes estabelecido, use de empatia e compreensão… todos nós temos uma certa dificuldade em lidar com mudanças (por melhor que ela sejam) e é quase instintivo sentirmos ciúmes quando precisamos dividir a atenção e o espaço com outra pessoa;
  • Explique que por anos, toda a atenção e carinho foi exclusivo para ele e que o irmão não terá esse “privilégio”;
  • Ressalte os benefícios de ser irmão mais velho (já teve x festas de aniversário a mais que o irmão, ele tem autonomia para brincar, pode comer mais coisas “gostosas”, pode ir virado para frente na cadeirinha do carro;
  • Incentive o carinho entre irmãos;
  • Cuidado com a intensidade, frequência e rigor nas punições… o bebê, por mais que chore ou faça sujeiras, nunca é punido… isso pode causar um sentimento de injustiça;
  • Prepare momentos a sós com o mais velho (é importante que esta não seja incumbência só do pais, pois pode reforçar a ideia de que ele perdeu a mãe para o caçula);
  • Reforce o quanto você é grata por possíveis ajudas com o bebê “você é meu melhor ajudante”
  • Busque orientação profissional (pediatra, psicólogo) caso identifique alguma reação extrema e/ou excessiva.

Geralmente os primeiros meses de vida são os mais complicados para o irmão mais velho, que com o tempo, começará a se acostumar com as divisões que terá que fazer, já estará se divertindo com as interações promovidas pelo bebê, já estará mais maduro para lidar com seus sentimentos, já terá passado a fase mais “pesada” de atenção e cuidado com o mais novo, etc.…, portanto, paciência! A fase de adaptação de todos vocês vai passar e no futuro, um irmão, um companheiro, terá sido o melhor presente que você poderia ter dado um ao outro.

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Cristiane Schumann
Cristiane Schumann
Doutoranda e Mestre em Saúde, Especialista em Terapia Cognitivo-comportamental e em Políticas e Pesquisas em Saúde Coletiva. Atende: Adolescentes, Adultos, Idosos, Casais, Famílias e Grávidas.

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