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	<title>terapia cognitiva-comportamental - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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	<title>terapia cognitiva-comportamental - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>Terapia Cognitiva Comportamental e as Crenças Centrais: Desamparo, Desamor e Desvalor</title>
		<link>https://casule.com/blog/terapia-cognitiva-comportamental-e-as-crencas-centrais-desamparo-desamor-e-desvalor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jan 2020 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Crenças Centrais]]></category>
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		<category><![CDATA[desamparo]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitiva-comportamental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A terapia cognitiva foi desenvolvida por&#160;Aaron Beck, direcionada a resolver problemas atuais dos pacientes e a modificar os pensamentos e comportamentos disfuncionais dos mesmos.&#160; O modelo cognitivo levanta a hipótese de que as emoções e os comportamentos das pessoas são influenciados por sua percepção e interpretação dos eventos e não somente pelo evento em si. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A terapia cognitiva foi desenvolvida por&nbsp;<a href="https://psicologado.com/abordagens/psicologia-cognitiva/aaron-beck-e-a-terapia-cognitiva" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label=" (abre numa nova aba)">Aaron Beck</a>, direcionada a resolver problemas atuais dos pacientes e a modificar os pensamentos e comportamentos disfuncionais dos mesmos.&nbsp;</p>



<p>O modelo cognitivo levanta a hipótese de que as <em><a href="https://casule.com/mitos-e-distorcoes-sobre-as-emocoes/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">emoções</a></em> e os <em><a href="https://casule.com/padroes-de-comportamento-e-saude-mental-video-completo/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">comportamentos</a></em> das pessoas são influenciados por sua <em>percepção</em> e <em>interpretação</em> dos eventos e não somente pelo evento em si. Ou seja, o modo como as pessoas <em>sentem</em> está associado ao modo como elas interpretam e pensam sobre uma situação, sendo suas respostas emocionais intermediadas por sua percepção da mesma.&nbsp; Esses pensamentos são relacionados aos tipos de <a href="https://casule.com/desafie-as-falsas-crencas-que-limitam-a-sua-vida/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">crenças</a> que cada pessoa tem.</p>



<p>As <a aria-label="undefined (opens in a new tab)" href="https://casule.com/desafie-as-falsas-crencas-que-limitam-a-sua-vida/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">crenças </a>são ideias ou esquemas que as pessoas desenvolvem desde a infância sobre si mesmas, as outras pessoas e seus mundos. As <a aria-label="undefined (opens in a new tab)" href="https://casule.com/desafie-as-falsas-crencas-que-limitam-a-sua-vida/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">crenças</a> são uma forma que a criança tem de extrair sentido do seu ambiente. São entendimentos que são tão fundamentais e profundos que as pessoas frequentemente não os questionam e os consideram como <a href="https://casule.com/a-pior-prisao-e-a-da-mente/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">verdades absolutas</a>. Usualmente se valem dos ditos “sempre foi assim” ou ”eu sempre fui assim”.</p>



<p>As <a href="https://casule.com/desafie-as-falsas-crencas-que-limitam-a-sua-vida/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">crenças</a> centrais são as ideias mais centrais da pessoa a respeito dela mesma, de outras pessoas e seus mundos. São usualmente globais, supergeneralizadas e absolutistas. Quando ativadas, o paciente facilmente identifica informações que a apoiam e distorcem as que não se enquadram no estilo de sua crença.&nbsp;&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://casule.com/wp-content/uploads/2019/11/Conteste-a-Preocupação-blog-casule.jpg" alt="contestar a preocupação" class="wp-image-15521" width="1000" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2019/11/Conteste-a-Preocupação-blog-casule.jpg 1024w, https://casule.com/wp-content/uploads/2019/11/Conteste-a-Preocupação-blog-casule-300x169.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2019/11/Conteste-a-Preocupação-blog-casule-768x432.jpg 768w, https://casule.com/wp-content/uploads/2019/11/Conteste-a-Preocupação-blog-casule-610x343.jpg 610w, https://casule.com/wp-content/uploads/2019/11/Conteste-a-Preocupação-blog-casule-980x551.jpg 980w, https://casule.com/wp-content/uploads/2019/11/Conteste-a-Preocupação-blog-casule-480x270.jpg 480w, https://casule.com/wp-content/uploads/2019/11/Conteste-a-Preocupação-blog-casule-600x338.jpg 600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Sempre foi assim?</figcaption></figure></div>



<p>Na Terapia Cognitiva, as <a aria-label="undefined (opens in a new tab)" href="https://casule.com/desafie-as-falsas-crencas-que-limitam-a-sua-vida/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">crenças</a> podem ser: <strong>DESAMPARO</strong>, <strong>DESAMOR</strong> e <strong>DESVALOR</strong> e o que ativa essas crenças de maneira geral é:</p>



<p>Na crença de <strong>DESVALOR</strong>, a pessoa tem uma certeza (irracional/inconsciente) de que é incompetente, incapaz e que será um fracassado.</p>



<p>Enquanto a crença de <strong>DESAMOR</strong>, a pessoa se sente inadequada e não confia que possa ser amada. Além disso, tem a certeza (irracional/inconsciente) de que será rejeitada.</p>



<p>Já na crença de <strong>DESAMPARO</strong>, a pessoa se sente frágil, vulnerável, sozinha. Tem dificuldade em confiar em pessoas cujo convívio é novo.</p>



<p>Para verificar qual ideia está mais enraizada no seu funcionamento psicológico é possível analisar os tipos de pensamentos que você costuma ter com mais frequência.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Pensamentos automáticos da crença de desamparo:</h2>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://media.giphy.com/media/ULKnZ7hW07rlS/giphy.gif" alt="" width="700"/></figure></div>



<ul class="wp-block-list"><li>Sou inadequado, ineficiente, incompetente;</li><li>Eu não consigo me proteger;</li><li>Eu não consigo mudar;</li><li>Eu não tenho atitude;</li><li>Sou uma vítima;</li><li>Sou carente;</li><li>Eu estou sem saída;</li><li>Não sou bom o suficiente;</li><li>Não sou igual aos outros.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading">Pensamentos automáticos da crença de desamor:</h2>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://media.giphy.com/media/oXB0K4oFw3fck/giphy.gif" alt="" width="700"/></figure></div>



<ul class="wp-block-list"><li>Sou diferente, indesejável, feio, monótono, não tenho nada a oferecer;</li><li>Não sou amado, querido;&nbsp;</li><li>Sou negligenciado;</li><li>Sempre serei rejeitado, abandonado, sempre estarei sozinho;</li><li>Sou diferente, imperfeito, não sou bom o suficiente para ser amado.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading">Pensamentos automáticos da crença de desvalor:</h2>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://media.giphy.com/media/fHE59EIBGjTnG/giphy.gif" alt="" width="700"/></figure></div>



<ul class="wp-block-list"><li>Não tenho valor;</li><li>Sou inaceitável;</li><li>Sou mau, louco, derrotado;</li><li>Sou um nada mesmo, sou um lixo;</li><li>Sou cruel, perigosos, venenoso, maligno;</li><li>Não mereço viver.</li></ul>



<p>As <a href="https://casule.com/desafie-as-falsas-crencas-que-limitam-a-sua-vida/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">crenças</a> tendem a se fortificarem quando a pessoa foca sua atenção para os dados que confirmam sua visão negativa e não conseguem perceber as situações da vida com outro ponto de vista. Esse processo ocorre involuntariamente e automaticamente, gerando sofrimento psicológico e/ou transtornos psicológicos significativos.</p>



<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/RLeW-z9Rksc" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen=""></iframe>



<p>Essas <a href="https://casule.com/desafie-as-falsas-crencas-que-limitam-a-sua-vida/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">crenças</a> podem ser:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Em relação a si mesmo:&nbsp;citado acima.</li><li>Em relação aos outros:&nbsp;os outros são categorizados de maneira inflexível. São vistos como desprezíveis, frios, prejudiciais, ameaçadores e manipuladores.</li></ol>



<p>Também é possível desenvolver uma crença positiva em relação aos outros e em detrimento a si mesmo: as pessoas são superiores, muito eficientes, amáveis e úteis (diferente de si mesmo).</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Em relação ao mundo:&nbsp;o mundo é injusto, hostil, imprevisível, incontrolável, perigoso.</li></ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mas e aí? Como é possível nos libertarmos dessa ideia que nos acompanha desde a infância/adolescência?</strong></h2>



<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/cRUQB8Rew5E" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen=""></iframe>



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<p>O primeiro passo é a tomada de consciência da <a href="https://casule.com/como-terapia-cognitiva-pode-mudar-seu-cerebro/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">ativação das crenças</a>. Somente à partir dessa nova percepção é que é possível operar mudanças.</p>



<p>E, neste sentido, a <a href="https://casule.com/como-a-terapia-cognitivo-comportamental-pode-ajudar/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">Terapia Cognitiva Comportamental</a> possui ferramentas e técnicas capazes de habilitar a pessoa a desativar suas <a href="https://casule.com/desafie-as-falsas-crencas-que-limitam-a-sua-vida/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">crenças</a> e esquemas mentais, proporcionando assim, uma vida mais saudável.</p>



<p><strong>Fontes:</strong></p>



<p>BECK, Judith S., <strong>Terapia Cognitiva, Teoria e prática</strong>. Artmed, São Paulo, 1997 in https://psicologado.com.br/abordagens/psicologia-cognitiva/introducao-ao-modelo-cognitivo<br><br>https://noranadirsoares.site.med.br/index.asp?PageName=crencas-centrais</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Ansiedade na infância</title>
		<link>https://casule.com/blog/ansiedade-na-infancia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Aug 2018 13:03:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade infantil]]></category>
		<category><![CDATA[tcc]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitiva-comportamental]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno de ansiedade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ansiedade surge nas crianças como um fator de proteção diante de situações difíceis ou ameaçadoras, e se manifesta em sensações físicas e mentais, tais como aceleração do batimento cardíaco, desejo de fugir de determinada situação etc. Nesse sentido, a ansiedade cumpre um importante papel diante de situações de perigo real, mas pode se tornar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="p1"><span class="s1">A ansiedade surge nas crianças como um fator de proteção diante de situações difíceis ou ameaçadoras, e se manifesta em sensações físicas e mentais, tais como aceleração do batimento cardíaco, desejo de fugir de determinada situação etc. Nesse sentido, a ansiedade cumpre um importante papel diante de situações de perigo real, mas pode se tornar algo disfuncional para a criança se ocorrer em situações em que não há nenhuma ameaça.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">É relevante, assim, diferenciar a ansiedade em nível comum daquela em nível patológico, que chega a causar sofrimento no dia-a-dia da criança. A ansiedade, quando excessiva, pode ter um impacto enorme na vida social e escolar da criança, além de haver a possibilidade de consequências futuras extremamente prejudiciais, com o eventual desenvolvimento de algum transtorno, que geralmente permanece até a vida adulta, se não tratado.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Desse modo, é importante que os responsáveis pela criança saibam identificar quando determinado sintoma de ansiedade se manifesta de modo muito acentuado, o que pode ser um traço caracterizador de alguma patologia. Ademais, mesmo em nível subclínico, os sintomas de ansiedade se relacionam a situações de ameaça percebidas pelas crianças, de modo que o manejo de tais sintomas também é importante para a sua qualidade de vida.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">A atenção deve ser redobrada no que concerne ao comportamento infantil. Os responsáveis devem prestar atenção, principalmente, em comportamentos incomuns, como ficar preocupado a propósito de qualquer coisa, manter uma postura evitativa constante diante de situações ou pessoas novas, irritação recorrente, preocupação exagerada com a volta às aulas, recusa de ficar sozinho, abandono de tarefas após poucas tentativas, agitação excessiva, grande dificuldade na concentração, choro fácil e tiques, dentre outros sintomas.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Além disso, é importante ressaltar que a ansiedade pode se manifestar por meio de sintomas físicos relacionados a situações em que há uma percepção errônea de ameaça, tais como dores de barriga, dores de cabeça, problemas digestivos, dificuldade na hora de se alimentar, dificuldade em respirar e engolir e problemas relacionados ao sono, como dificuldades em deitar-se e pesadelos recorrentes.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Em todos esses casos, havendo a manifestação de um sintoma de ansiedade que seja capaz de piorar a qualidade de vida da criança, recomenda-se a sua inserção em um processo terapêutico. Com a utilização da terapia cognitivo-comportamental (TCC), combinada, se necessário, com acompanhamento psiquiátrico, é possível o alívio dos sintomas de ansiedade, sobretudo através da alteração dos pensamentos distorcidos que geram os referidos sintomas, para que haja uma mudança do comportamento da criança. Desse modo, pode-se reduzir ou eliminar os sintomas, restaurando-se a qualidade de vida e o bem-estar da criança, para que ela possa crescer e se desenvolver de maneira saudável.</span></p>
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		<item>
		<title>A importância das supervisões para terapeutas cognitivo-comportamentais</title>
		<link>https://casule.com/blog/importancia-das-supervisoes-para-terapeutas-cognitivo-comportamentais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Mar 2018 14:23:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[supervisão]]></category>
		<category><![CDATA[terapeutas cognitivo-comportamentais]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitiva-comportamental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante a formação profissional de um psicólogo, vários pontos de suporte são importantes, entre eles: suporte teórico, experiências práticas e supervisões. Essas últimas são um dos aspectos mais importantes na formação do profissional, sendo difícil defini-las, uma vez que diferentes variáveis influenciam seu processo. As supervisões em atendimentos clínicos são oferecidas pelas instituições de formação [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante a formação profissional de um psicólogo, vários pontos de suporte são importantes, entre eles: suporte teórico, experiências práticas e supervisões. Essas últimas são um dos aspectos mais importantes na formação do profissional, sendo difícil defini-las, uma vez que diferentes variáveis influenciam seu processo.</p>
<p>As supervisões em atendimentos clínicos são oferecidas pelas instituições de formação a nível de graduação e pós-graduação, podendo ser solicitada também pelo profissional da área já graduado, quando julga necessário (por exemplo diante de quadros mais desafiadores). Essa etapa de formação possui objetivos como: fomentar o conhecimento teórico sobre a abordagem e o caso abordado, garantir uma conduta ética, capacitar a pessoa para o manejo clínico e assegurar que o paciente receberá o atendimento adequado.</p>
<p>A relação entre supervisor e supervisionando diferencia-se da relação professor e aluno, e também da relação terapeuta e paciente, contudo requer uma troca importante e complexa, na qual o primeiro trabalha com o segundo para que os atendimentos sejam mais do que aplicação de protocolos, mas que exista uma percepção diferenciada e um manejo específico segundo cada caso. Para isso, é necessário que o supervisor tenha mais tempo de prática, bem como um conhecimento teórico mais amplo, quando comparado ao supervisionando. Isso porque o diferencial entre o profissional mais experiente e o iniciante está na qualidade das perguntas, definição dos objetivos e intervenções, além de uma leitura mais apurada das particularidades do paciente.</p>
<p>Para a prática da terapia cognitivo-comportamental, o entendimento sobre o ser humano e a percepção do terapeuta têm sido os principais passos para um bom trabalho terapêutico. A construção dessas condutas se dá na formação e experiência do profissional, e as supervisões auxiliam no refinamento dessas condutas.</p>
<p>Esse procedimento ocorre através de diferentes métodos: trocas de experiências, treinamentos de intervenções específicas, modelagem através da observação de comportamentos do supervisor, ajuda na organização de dados para a conceituação cognitiva, entre outros. Apesar de muitas vezes os comportamentos e crenças do supervisionando aparecerem, e serem alvo de discussão, a supervisão não pode ser confundida com um processo terapêutico, uma vez que nela trata-se apenas de questões particulares à formação profissional da pessoa.</p>
<p>Dessa forma, entende-se que na terapia cognitivo-comportamental a supervisão vai muito além de orientações sobre o atendimento de um caso clínico. Faz parte da formação do terapeuta e envolve diferentes aspectos fundamentais para um bom atendimento, buscando sempre desenvolver o profissional do ponto de vista ético, teórico e prático.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Impactos psicológicos da descoberta do vírus HIV (vídeo completo)</title>
		<link>https://casule.com/blog/impactos-psicologicos-da-descoberta-do-virus-hiv-video-completo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jan 2018 20:56:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[agressão]]></category>
		<category><![CDATA[hiv]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitiva-comportamental]]></category>
		<category><![CDATA[vírus]]></category>
		<category><![CDATA[vírus hiv]]></category>
		<category><![CDATA[vítima]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>﻿﻿﻿﻿ CLIQUE e inscreva-se no canal: Confira com Mariana Fonseca, psicóloga da Casule! Impactos psicológicos da descoberta do vírus HIV Você já parou para pensar nos impactos que a descoberta da infecção pelo vírus HIV pode causar na vida de uma pessoa? Neste vídeo, vamos falar um pouco sobre HIV e sobre como lidar com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/1AZwlFRPqcI?list=PL7HjJi5IlOnSuyglBYSux1wH-BSJb2hSa" width="853" height="480" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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<p>Confira com <a href="https://casule.com/author/marianafonseca/">Mariana Fonseca</a>, <a href="https://casule.com/especialidades/psicologia/">psicóloga</a> da Casule!</p>
<h2>Impactos psicológicos da descoberta do vírus HIV</h2>
<p>Você já parou para pensar nos impactos que a descoberta da infecção pelo <strong>vírus HIV</strong> pode causar na vida de uma pessoa? Neste vídeo, vamos falar um pouco sobre HIV e sobre como lidar com essa situação.</p>
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		<title>Medo de avião e viagens de férias, e agora?</title>
		<link>https://casule.com/blog/medo-de-aviao-e-viagens-de-ferias-e-agora/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Dec 2017 13:30:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[férias]]></category>
		<category><![CDATA[medo de avião]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitiva-comportamental]]></category>
		<category><![CDATA[viagem de férias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Final de ano, para muitas pessoas, é período de relaxamento, diversão e viagens. Para alguns, é tempo de ansiedade e angústia. O que fazer quando a viagem vira um problema, devido ao medo de avião? O medo de avião pode estar associado a diferentes questões, entre elas: medo de altura, medo de passar mal, síndrome [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Final de ano, para muitas pessoas, é período de relaxamento, diversão e viagens. Para alguns, é tempo de ansiedade e angústia. O que fazer quando a viagem vira um problema, devido ao medo de avião?</p>
<p>O medo de avião pode estar associado a diferentes questões, entre elas: medo de altura, medo de passar mal, síndrome do pânico, preocupações excessivas quanto a acidentes, etc. Independente do quadro, é difícil conciliar as expectativas da família e o medo excessivo de viajar.</p>
<p>Entre os diferentes sintomas que a pessoa pode experimentar estão a taquicardia, sudorese, tremor, entre outros, característicos da ansiedade. Diante desse incômodo a pessoa pode acabar optando pela evitação, o que leva ao isolamento ou a conflitos na família. Na maioria das vezes a pessoa quer o passeio, mas o incômodo é tão significativo que fugir desse enfrentamento passa a ser mais fácil.</p>
<p>Os padrões de pensamentos associados a esses quadros envolvem previsão negativa do futuro e catastrofização (quando o problema parece maior do que ele realmente é). Esses pensamentos estão interligados às sensações intensas de ansiedade e medo, resultando em comportamento de esquiva, na maioria das vezes.</p>
<p>Considerando que todo esse contexto gera angústia e mal-estar, além de dificultar a participação da pessoa nos programas de final de ano e desencadear crenças de impotência diante da situação, deve-se estar atento a intensidade desse medo. Muitas vezes a ajuda profissional pode ser necessária nesse momento. Um processo terapêutico anterior ao evento, auxilia a pessoa a alterar os padrões de pensamentos e comportamentos, e a estabelecer formas de enfrentamento.</p>
<p>Entre as estratégias de tratamento para o medo de viajar de avião, a terapia cognitivo-comportamental utiliza técnicas de restruturação cognitiva e exposição. As duas formas citadas tratam-se, respectivamente, de reavaliar as crenças que sustentam os padrões de pensamentos e exposição gradual e sistemática ao fator ansiogênico. A exposição é traçada a partir de uma hierarquização, que vai da situação menos difícil para a mais difícil, e o uso da tecnologia tem colaborado nesse processo. A mídia 3D, por exemplo, tem feito parte desses mecanismos, com a qual é possível criar uma realidade virtual da situação temida, e a partir daí trabalhar as sensações desencadeadas.</p>
<p>A qualidade de vida e a saúde mental estão condicionados ao equilíbrio da rotina, tempo de qualidade com pessoas especiais, descansos e superações. Estar disponível para viajar (em família, com amigos, ou até mesmo sozinho), bem como enfrentar os medos e aumentar a sensação de liberdade pode potencializar aspectos positivos do contexto de férias e de compartilhar bons momentos.</p>
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		<title>Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade em estudantes</title>
		<link>https://casule.com/blog/tdah-em-estudantes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Dec 2017 13:30:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[estudantes]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[TDAH]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitiva-comportamental]]></category>
		<category><![CDATA[Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muitos se fala hoje em Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade. Mas afinal o que é isso? A primeira descrição do TDAH foi em 1902 em um caso clínico do pediatra inglês George Still. Esse transtorno é de origem neurobiologica, com início na infância e chances de extensão até a vida adulta e se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Muitos se fala hoje em Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade. Mas afinal o que é isso? A primeira descrição do TDAH foi em 1902 em um caso clínico do pediatra inglês George Still. Esse transtorno é de origem neurobiologica, com início na infância e chances de extensão até a vida adulta e se caracteriza por alterações: hiperatividade, impulsividade e desatenção.</p>
<p>A hiperatividade consiste em um aumento da atividade motora. A pessoa hiperativa fica constantemente em movimento, inquieta. Nem sempre a hiperatividade significa presença de TDAH, ela pode também estar associada ao autismo, bipolaridade, quadros de ansiedade e de algumas doenças físicas como disfunção da glândula tireoide.<br />
Já a impulsividade é o famoso &#8220;agir sem pensar&#8221;. São reações súbitas, respostas antes de escutar a pergunta por completo e impaciência.<br />
A desatenção é a falha da atenção que pode aparecer de diversas formas como: dificuldade em manter a concentração por muito tempo, perda de raciocínio em uma conversa, etc.</p>
<p>O TDAH pode influenciar muito a vida de um estudante seja com provas no colégio, vestibulares, concursos ou simplesmente no ato de prestar atenção nas aulas já que o mesmo não consegue se concentrar, o que muitas vezes vezes pode gerar a uma dificuldade nos momentos de estudo.<br />
O diagnóstico é feito com base em um estudo da história de vida do indivíduo é através de questionários que podem auxiliar esse processo. O tratamento é feito com uma associação entre medicamentos e auxílios psicológicos</p>
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		<title>Cuidados com a saúde mental (vídeo completo)</title>
		<link>https://casule.com/blog/cuidados-com-saude-mental-video-completo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Nov 2017 19:10:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Casule Saúde e Bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia positiva]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
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		<title>Tricotilomania (vídeo completo)</title>
		<link>https://casule.com/blog/tricotilomania-video-completo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Nov 2017 20:01:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[perda de cabelo]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/A4GNPkzyVjc?list=PL7HjJi5IlOnSuyglBYSux1wH-BSJb2hSa" width="853" height="480" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<item>
		<title>Quando o “gostar de sexo” passa a ser um problema?</title>
		<link>https://casule.com/blog/psicologia/quando-o-gostar-de-sexo-passa-ser-um-problema/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Aug 2017 15:30:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Compulsão Sexual]]></category>
		<category><![CDATA[dependência]]></category>
		<category><![CDATA[Farmacoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitiva-comportamental]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há pessoas para as quais a sexualidade está longe de ser saudável e a vontade de fazer sexo nunca é saciada, independentemente do número e da frequência das relações. Nos homens, o nome correto é donjuanismo, ou satiríase, enquanto as mulheres viciadas em sexo são chamadas de ninfomaníacas. No entanto, antes de começar a discutir [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há pessoas para as quais a sexualidade está longe de ser saudável e a vontade de fazer sexo nunca é saciada, independentemente do número e da frequência das relações.</p>
<p>Nos homens, o nome correto é donjuanismo, ou satiríase, enquanto as mulheres viciadas em sexo são chamadas de ninfomaníacas.</p>
<p>No entanto, antes de começar a discutir qualquer questão a respeito da compulsão sexual, é preciso primeiro esclarecer que existe uma enorme diferença entre ser compulsivo e gostar muito de sexo.</p>
<p>O fato da pessoa ter uma vida sexual intensa, de maneira alguma é um sintoma da compulsão sexual. Ter muita vontade de transar não caracteriza um transtorno. A diferença é que o compulsivo não consegue resistir aos pensamentos e desejos, que precisam ser saciados no mesmo momento, não importando com quem.</p>
<p>A Compulsão Sexual é caracterizada por fantasias  e comportamentos sexuais (por exemplo, masturbação excessiva, uso excessivo de pornografia, múltiplos parceiros sexuais ocasionais) que aumentam de intensidade e frequência ao longo do tempo causando consequências adversas na vida, incluindo distanciamento familiar ou dos entes queridos, prejuízo no desempenho profissional ou nos estudos, alto consumo de pornografia ou de uso da internet para sexo virtual e/ou real, prejuízo financeiro, doenças sexualmente transmissíveis e elevada troca de parceiros sexuais.</p>
<p>História familiar de compulsão sexual ou dependência ao álcool ou outras drogas; famílias com funcionamento problemático e abuso sexual durante a infância podem favorecer o surgimento da compulsão sexual por causarem desajustes psicológicos. Não há números precisos nem explicação definitiva, mas a experiência médica indica que 90% dos casos acomete os homens por volta dos 35 anos.</p>
<p>Os comportamentos de uma pessoa dependente de sexo podem ser caracterizados pelos seguintes passos, formando um ciclo que se repete constantemente:</p>
<ul>
<li><strong>Preocupação antecipatória: o indivíduo apresenta pensamentos recorrentes sobre sexo, com sensação de ansiedade, excitação, “transe”;</strong></li>
<li><strong>“Ritualização”: o indivíduo estabelece rotinas especiais que o conduzem às atividades sexuais. Por exemplo, tranca a porta do escritório e pega materiais pornográficos em uma gaveta trancada deixada para tal; inventa uma história no trabalho ou em casa, pega o carro e dirigi-se a locais mais ou menos conhecidos para atividades sexuais;</strong></li>
<li><strong>Ato sexual propriamente dito;</strong></li>
<li><strong>Sensação de vazio, impotência ou desespero: o indivíduo comumente sente que mais uma vez não conseguiu controlar seu comportamento sexual.</strong></li>
</ul>
<p>A busca por excitação entre pessoas com quadros de dependência de sexo é bastante similar à de outras síndromes de dependência por substâncias. O indivíduo demonstra perda do controle sobre o comportamento, sensação de ansiedade e irritação quando não desempenha o comportamento, progressivo aumento da “ritualização”, diminuição do repertório de outras atividades prazerosas, prejuízos pessoais, familiares, sociais e no trabalho em decorrência disso.</p>
<p>Tendo em vista a semelhança comportamental entre esses indivíduos e aqueles dependentes de drogas, foram criados critérios para o diagnóstico da <em>Dependência de Sexo</em>, baseados nos critérios utilizados para o diagnóstico da <em>Síndrome de Dependência de Substâncias</em><em> </em>(Goodman, 1990).</p>
<p>São eles:</p>
<ul>
<li><strong>Padrão de comportamento recorrente, ocasionando desconforto ou comprometimento clínico significativo, que se manifesta por três (ou mais) das seguintes características, persistentes por um período de 12 meses:</strong><br />
<strong>Envolvimento frequente em atividades sexuais por mais vezes ou durante tempo maior que o pretendido inicialmente.</strong></li>
<li><strong>Tentativas mal-sucedidas de redução ou controle desse comportamento sexual;</strong></li>
<li><strong>Gasto excessivo de tempo em atividades relacionadas a esse comportamento sexual;</strong></li>
<li><strong>Desistência de outras atividades sociais, ocupacionais ou recreativas em decorrência desse comportamento sexual;</strong></li>
<li><strong>Continuidade da atividade sexual apesar de frequentemente apresentar problemas sociais, financeiros, psicológicos ou físicos causados por esse comportamento;</strong></li>
<li><strong>Necessidade progressiva de aumentar a frequência ou a intensidade dessa atividade sexual para obtenção dos mesmos níveis de prazer;</strong></li>
<li><strong>Inquietação ou irritação diante da impossibilidade de exercer essa atividade sexual.</strong></li>
</ul>
<p>Também é importante considerar que pessoas que padecem de <em>Dependência de Sexo</em><em> </em>comumente demonstram outros transtornos psiquiátricos comórbidos, como síndromes depressivas e ansiosas, dependência de álcool e outras drogas e transtornos da personalidade. É fundamental a avaliação médica e psicológica rigorosa objetivando o diagnóstico correto e a proposta terapêutica mais adequada possível e sempre baseada em evidência científica de efetividade.</p>
<p>O grande problema de lidar com essa doença é o fato de que o sexo envolve prazer. Nesse sentido, a compulsão não incomoda e, a princípio, não parece fazer mal. Por isso é bastante comum que o compulsivo sexual conviva com esse transtorno por muitos anos, antes de perceber que se trata de um problema sério.</p>
<p>Existem várias formas de tratamento para pessoas que padecem desse transtorno: terapia cognitivo-comportamental, farmacoterapia e grupos de mútua-ajuda, como o DASA (<em>Dependentes de Amor e Sexo Anônimos</em>), por exemplo.</p>
<p>Em algumas situações, o portador do comportamento sexualmente impulsivo não consegue se controlar apenas com o tratamento psicoterapêutico e psicossocial, necessitando de abordagem farmacológica. Existem medicações que ajudam o paciente a controlar o comportamento impulsivo.</p>
<p>Atualmente, as mais prescritas são os antidepressivos inibidores da recaptação da serotonina. De qualquer forma, a utilização das medicações deve sempre ser associada com o tratamento psicoterapêutico, tendo em vista a multiplicidade de fatores relacionados com o comportamento.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Cleptomania: Sintomas e implicações clínicas</title>
		<link>https://casule.com/blog/psicologia/cleptomania-sintomas-e-implicacoes-clinicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Jul 2017 13:32:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[APA]]></category>
		<category><![CDATA[Cleptomania]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[objetos de valor]]></category>
		<category><![CDATA[roubar]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitiva-comportamental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Cleptomania, também denominada furto compulsivo, está classificada nos Transtornos Disruptivos, do Controle de Impulsos e da Conduta, de acordo com a quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM 5) da American Psychiatric Association (APA, 2014). Sua característica fundamental é a falha recorrente em resistir aos impulsos de furtar itens, ainda [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Cleptomania, também denominada furto compulsivo, está classificada nos Transtornos Disruptivos, do Controle de Impulsos e da Conduta, de acordo com a quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM 5) da <em>American Psychiatric Association</em> (APA, 2014).</p>
<p>Sua característica fundamental é a falha recorrente em resistir aos impulsos de furtar itens, ainda que eles não sejam necessários para uso pessoal. O sujeito sente uma necessidade incontrolável e patológica de subtrair o objeto de terceiros, mesmo que possua condições financeiras para obtê-lo licitamente, tanto que suas práticas bastante comuns são a devolução do que foi roubado ou a coleção desses objetos, demonstrando que a finalidade do furto não é necessariamente o lucro financeiro ou a utilização das peças.</p>
<p><strong>O ato de roubar não é cometido para expressar raiva ou vingança, não é realizado em resposta a um delírio ou a uma alucinação e é executado sem colaboração de terceiros.</strong></p>
<p>O cleptomaníaco experimenta uma sensação crescente de tensão antes do furto e sente prazer, gratificação ou alívio quando toma posse do objeto, junto a isso leva a um intenso sentimento de culpa, vergonha, ansiedade e remorso. Os indivíduos com cleptomania sofrem prejuízo significativo em ambientes sociais e ocupacionais.</p>
<p>É comum que os pacientes relatem pensamentos intrusivos e impulsos relacionados ao ato de furtar que interferem em sua capacidade de concentração em casa e no trabalho, podendo elevar os níveis de absenteísmo daqueles que possuem o transtorno, tanto pelo medo de ir ao trabalho e cometer o furto, tanto por faltar ao trabalho para praticar o ato.</p>
<p>Dessa forma, não é surpreendente que eles também relatem uma qualidade de vida ruim, por passarem a evitar ambientes sociais, acadêmicos e profissionais que possam dar margem ao ato e a possíveis hostilizações. É comum que essas pessoas apresentem outros distúrbios mentais, como Depressão, Transtorno Bipolar, Transtornos de Ansiedade e etc.</p>
<p>A grande questão é que o indivíduo executa atos que sua própria consciência desaprova no intuito de obter conforto emocional. Ainda que seja um transtorno raro, poucos procuram tratamento ou só o fazem quando são pegos roubando. Os tratamentos combinados utilizando a Terapia Cognitivo Comportamental e o uso de medicação tem sido os mais indicados para amenizar os sintomas da Cleptomania e fazer com o que o sujeito passe a ter uma vida mais saudável e funcional.</p>
<p>Embora as pessoas com esse transtorno geralmente não pratiquem o ato de roubar quando existe a probabilidade de flagrante, não costumam planejar com antecedência os furtos ou levar totalmente em conta as chances de serem pegas, o que resulta em consequências legais significativas pelo seu comportamento.</p>
<p>Estudos têm relatado que 64% a 87% dos pacientes de cleptomania têm um histórico de serem pegos furtando. Ainda que a maioria das apreensões não resulte em condenações com privação de liberdade, evidências iniciais sugerem que 15% a 23% dos pacientes de cleptomania sofreram este tipo de condenação por furtarem (McElroy et al., 1991; Grant &amp; Kim, 2002).</p>
<p><strong>É importante ressaltar que o roubo de dinheiro ou de outros objetos de valor que tenham uma intenção de ganho financeiro não é um sintoma da Cleptomania.</strong></p>
<p>A família não deve acobertar a pessoa; caso o furto aconteça em uma loja, deve-se pagar pelo objeto, ou em casos em que o item é subtraído da casa de alguém ou do trabalho, ele deve ser devolvido.</p>
<p><strong>O ideal é que a família não julgue em um primeiro momento, mas ofereça ajuda.</strong></p>
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