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	<title>Você pesquisou por Aaron Beck - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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	<title>Você pesquisou por Aaron Beck - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>Você tem medo de falar em público?</title>
		<link>https://casule.com/blog/psicologia/voce-tem-medo-de-falar-em-publico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2020 15:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[falar em público]]></category>
		<category><![CDATA[fobias]]></category>
		<category><![CDATA[glossofobia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O medo de falar em público é muito comum. Ou você mesmo tem esse medo ou conhece alguém que tem, não é? É chamado de glossofobia quando esse medo tem proporções exageradas a ponto de paralisar e não permitir que a pessoa tente vencer este medo por si só.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://casule.com/wp-content/uploads/2020/10/Você-tem-medo-de-falar-em-público.mp3"></audio><figcaption>Aperte o&nbsp;<strong>play</strong>&nbsp;para escutar este conteúdo.</figcaption></figure>



<p>O medo de falar em público é muito comum. Ou você mesmo tem esse medo ou conhece alguém que tem, não é? É chamado de glossofobia quando esse medo tem proporções exageradas a ponto de paralisar e não permitir que a pessoa tente vencer este medo por si só.</p>



<p>Só de pensar que vai ter que falar para uma plateia, por menor que seja, a pessoa tem taquicardia, tremores, sudorese, a perna fica bamba, dá uma queimação no estômago, dor de barriga, pensamentos derrotistas, começa a imaginar cenários desastrosos e por aí vai. Sintomas típicos de ansiedade, isso mesmo, quem tem medo de falar em público tem crises de ansiedade só de pensar na situação.&nbsp;</p>



<p>Este medo não tem a ver com o grau de dificuldade do assunto que você vai falar, nem com o quanto você estudou ou se preparou para determinada apresentação e não tem a ver também com a sua aparência física ou o quanto você está satisfeito com ela.&nbsp;</p>



<p>Pessoas que se sentem desconfortáveis ao falar para os outros têm um padrão elevado de <a rel="noreferrer noopener" href="https://casule.com/medo-de-nao-ser-bom-o-suficiente-entendendo-este-tipo-de-comportamento/" target="_blank">auto cobrança</a>, têm uma crença que os faz acreditar que por mais que estudem e se preparem, serão avaliados negativamente pelo público que está ali, assistindo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="500" src="https://casule.com/wp-content/uploads/2020/10/estar-em-evidência-traz-a-impressão-de-vulnerabilidade.png" alt="" class="wp-image-22207" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2020/10/estar-em-evidência-traz-a-impressão-de-vulnerabilidade.png 1024w, https://casule.com/wp-content/uploads/2020/10/estar-em-evidência-traz-a-impressão-de-vulnerabilidade-300x146.png 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2020/10/estar-em-evidência-traz-a-impressão-de-vulnerabilidade-768x375.png 768w, https://casule.com/wp-content/uploads/2020/10/estar-em-evidência-traz-a-impressão-de-vulnerabilidade-610x298.png 610w, https://casule.com/wp-content/uploads/2020/10/estar-em-evidência-traz-a-impressão-de-vulnerabilidade-980x479.png 980w, https://casule.com/wp-content/uploads/2020/10/estar-em-evidência-traz-a-impressão-de-vulnerabilidade-480x234.png 480w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Estar em evidência pode trazer a impressão de vulnerabilidade</figcaption></figure>



<p>Estar em evidência nos coloca numa posição vulnerável, de ser avaliados, mas não necessariamente de forma negativa como pensam os que têm medo de falar em público. E por isso, o medo em proporções menores é um fator de proteção e faz com que você se prepare, estude, se preocupe em apresentar uma boa palestra.&nbsp;</p>



<p>É certo que muitas pessoas já têm uma certa facilidade em se expressar, já possuem uma relação mais íntima com a exposição, com estar em evidência e por isso estão neste lugar com mais tranquilidade, mesmo assim uma certa dose de medo ou ansiedade ainda estará presente. Assim como alguns têm mais facilidade para tocar um instrumento ou têm a voz mais afiada para o canto, por exemplo, e mesmo assim precisam treinar, ensaiar e praticar para que consigam aprimorar seus talentos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Mas como fazer para vencer este medo?</h2>



<p>Para aprender a lidar com ele é preciso que você o conheça e identifique o que ele desperta em seu corpo física e emocionalmente.</p>



<p>Precisa entender primeiro qual o gatilho que desencadeia o medo em você. Falar para grandes públicos ou independe do número de pessoas? Falar para desconhecidos ou quando tem um conhecido na plateia você já se abala? Presencialmente ou pela internet?</p>



<p>Sabe aqueles sintomas de <a href="https://casule.com/teste-ansiedade/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ansiedade</a> que foram falados logo no começo deste texto? Então, eles sinalizam que nosso sistema nervoso simpático está ativado e é ele que nos avisa que estamos com muito medo e ansiedade. Quais sintomas se manifestam em seu corpo? Qual a intensidade deles? São suficientes para te paralisar ou só te deixam um pouco ansioso?</p>



<p>Além dos sintomas físicos, quais os pensamentos passam pela sua cabeça neste momento? É importante que você tome consciência deles por que, segundo <a href="https://casule.com/reformulacoes-teorico-praticas-da-terapia-cognitiva-por-aaron-beck/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Aaron Beck</a>, o criador da Terapia Cognitiva, “não é a situação em si que determina o que a pessoa sente, mas como ela interpreta uma situação.” A forma como você encara a situação de estar em evidência vai definir o grau de ansiedade e medo diante da situação. Qual o significado deste pensamento? O que ele diz sobre você?</p>



<p>A partir de toda essa reflexão você vai tomar dimensão do medo que você está sentindo e começar a lidar com ele. Não é se livrar dele e sim, <strong>LIDAR</strong> com ele, pois como já foi dito, o medo e a <a href="https://casule.com/teste-ansiedade/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ansiedade</a> têm uma importante função na nossa vida, assim como todas as nossas emoções que servem para nos sinalizar, nos guiar.</p>



<p>Procure um profissional da psicologia, caso seja o seu caso! A terapia cognitiva pode te ajudar!&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Terapia Casule</h2>



<p>A Casule é uma clínica que pensa na sua saúde e no seu bem-estar que atende de forma presencial e&nbsp;<a href="https://casule.com/terapia/#form" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>online</strong></a>. Isso faz que possamos cuidar de pessoas em qualquer parte do Brasil e do Mundo!</p>



<p>Venha nos conhecer! Marque uma conversa com nossos terapeutas&nbsp;<strong><a href="https://casule.com/terapia/#form" target="_blank" rel="noreferrer noopener">clicando aqui</a></strong>!</p>



<p>Curtiu o texto? Fica a vontade para relaxar com a gente, conheça nossos&nbsp;<a href="https://materiais.casule.com/audio-motivador-whatsapp" target="_blank" rel="noreferrer noopener">áudios de relaxamento</a>, é GRÁTIS!</p>



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		<title>Terapia Cognitiva Comportamental e as Crenças Centrais: Desamparo, Desamor e Desvalor</title>
		<link>https://casule.com/blog/terapia-cognitiva-comportamental-e-as-crencas-centrais-desamparo-desamor-e-desvalor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jan 2020 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Crenças Centrais]]></category>
		<category><![CDATA[desamor]]></category>
		<category><![CDATA[desamparo]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitiva-comportamental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A terapia cognitiva foi desenvolvida por&#160;Aaron Beck, direcionada a resolver problemas atuais dos pacientes e a modificar os pensamentos e comportamentos disfuncionais dos mesmos.&#160; O modelo cognitivo levanta a hipótese de que as emoções e os comportamentos das pessoas são influenciados por sua percepção e interpretação dos eventos e não somente pelo evento em si. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A terapia cognitiva foi desenvolvida por&nbsp;<a href="https://psicologado.com/abordagens/psicologia-cognitiva/aaron-beck-e-a-terapia-cognitiva" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label=" (abre numa nova aba)">Aaron Beck</a>, direcionada a resolver problemas atuais dos pacientes e a modificar os pensamentos e comportamentos disfuncionais dos mesmos.&nbsp;</p>



<p>O modelo cognitivo levanta a hipótese de que as <em><a href="https://casule.com/mitos-e-distorcoes-sobre-as-emocoes/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">emoções</a></em> e os <em><a href="https://casule.com/padroes-de-comportamento-e-saude-mental-video-completo/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">comportamentos</a></em> das pessoas são influenciados por sua <em>percepção</em> e <em>interpretação</em> dos eventos e não somente pelo evento em si. Ou seja, o modo como as pessoas <em>sentem</em> está associado ao modo como elas interpretam e pensam sobre uma situação, sendo suas respostas emocionais intermediadas por sua percepção da mesma.&nbsp; Esses pensamentos são relacionados aos tipos de <a href="https://casule.com/desafie-as-falsas-crencas-que-limitam-a-sua-vida/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">crenças</a> que cada pessoa tem.</p>



<p>As <a aria-label="undefined (opens in a new tab)" href="https://casule.com/desafie-as-falsas-crencas-que-limitam-a-sua-vida/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">crenças </a>são ideias ou esquemas que as pessoas desenvolvem desde a infância sobre si mesmas, as outras pessoas e seus mundos. As <a aria-label="undefined (opens in a new tab)" href="https://casule.com/desafie-as-falsas-crencas-que-limitam-a-sua-vida/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">crenças</a> são uma forma que a criança tem de extrair sentido do seu ambiente. São entendimentos que são tão fundamentais e profundos que as pessoas frequentemente não os questionam e os consideram como <a href="https://casule.com/a-pior-prisao-e-a-da-mente/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">verdades absolutas</a>. Usualmente se valem dos ditos “sempre foi assim” ou ”eu sempre fui assim”.</p>



<p>As <a href="https://casule.com/desafie-as-falsas-crencas-que-limitam-a-sua-vida/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">crenças</a> centrais são as ideias mais centrais da pessoa a respeito dela mesma, de outras pessoas e seus mundos. São usualmente globais, supergeneralizadas e absolutistas. Quando ativadas, o paciente facilmente identifica informações que a apoiam e distorcem as que não se enquadram no estilo de sua crença.&nbsp;&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://casule.com/wp-content/uploads/2019/11/Conteste-a-Preocupação-blog-casule.jpg" alt="contestar a preocupação" class="wp-image-15521" width="1000" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2019/11/Conteste-a-Preocupação-blog-casule.jpg 1024w, https://casule.com/wp-content/uploads/2019/11/Conteste-a-Preocupação-blog-casule-300x169.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2019/11/Conteste-a-Preocupação-blog-casule-768x432.jpg 768w, https://casule.com/wp-content/uploads/2019/11/Conteste-a-Preocupação-blog-casule-610x343.jpg 610w, https://casule.com/wp-content/uploads/2019/11/Conteste-a-Preocupação-blog-casule-980x551.jpg 980w, https://casule.com/wp-content/uploads/2019/11/Conteste-a-Preocupação-blog-casule-480x270.jpg 480w, https://casule.com/wp-content/uploads/2019/11/Conteste-a-Preocupação-blog-casule-600x338.jpg 600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Sempre foi assim?</figcaption></figure></div>



<p>Na Terapia Cognitiva, as <a aria-label="undefined (opens in a new tab)" href="https://casule.com/desafie-as-falsas-crencas-que-limitam-a-sua-vida/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">crenças</a> podem ser: <strong>DESAMPARO</strong>, <strong>DESAMOR</strong> e <strong>DESVALOR</strong> e o que ativa essas crenças de maneira geral é:</p>



<p>Na crença de <strong>DESVALOR</strong>, a pessoa tem uma certeza (irracional/inconsciente) de que é incompetente, incapaz e que será um fracassado.</p>



<p>Enquanto a crença de <strong>DESAMOR</strong>, a pessoa se sente inadequada e não confia que possa ser amada. Além disso, tem a certeza (irracional/inconsciente) de que será rejeitada.</p>



<p>Já na crença de <strong>DESAMPARO</strong>, a pessoa se sente frágil, vulnerável, sozinha. Tem dificuldade em confiar em pessoas cujo convívio é novo.</p>



<p>Para verificar qual ideia está mais enraizada no seu funcionamento psicológico é possível analisar os tipos de pensamentos que você costuma ter com mais frequência.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Pensamentos automáticos da crença de desamparo:</h2>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://media.giphy.com/media/ULKnZ7hW07rlS/giphy.gif" alt="" width="700"/></figure></div>



<ul class="wp-block-list"><li>Sou inadequado, ineficiente, incompetente;</li><li>Eu não consigo me proteger;</li><li>Eu não consigo mudar;</li><li>Eu não tenho atitude;</li><li>Sou uma vítima;</li><li>Sou carente;</li><li>Eu estou sem saída;</li><li>Não sou bom o suficiente;</li><li>Não sou igual aos outros.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading">Pensamentos automáticos da crença de desamor:</h2>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://media.giphy.com/media/oXB0K4oFw3fck/giphy.gif" alt="" width="700"/></figure></div>



<ul class="wp-block-list"><li>Sou diferente, indesejável, feio, monótono, não tenho nada a oferecer;</li><li>Não sou amado, querido;&nbsp;</li><li>Sou negligenciado;</li><li>Sempre serei rejeitado, abandonado, sempre estarei sozinho;</li><li>Sou diferente, imperfeito, não sou bom o suficiente para ser amado.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading">Pensamentos automáticos da crença de desvalor:</h2>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://media.giphy.com/media/fHE59EIBGjTnG/giphy.gif" alt="" width="700"/></figure></div>



<ul class="wp-block-list"><li>Não tenho valor;</li><li>Sou inaceitável;</li><li>Sou mau, louco, derrotado;</li><li>Sou um nada mesmo, sou um lixo;</li><li>Sou cruel, perigosos, venenoso, maligno;</li><li>Não mereço viver.</li></ul>



<p>As <a href="https://casule.com/desafie-as-falsas-crencas-que-limitam-a-sua-vida/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">crenças</a> tendem a se fortificarem quando a pessoa foca sua atenção para os dados que confirmam sua visão negativa e não conseguem perceber as situações da vida com outro ponto de vista. Esse processo ocorre involuntariamente e automaticamente, gerando sofrimento psicológico e/ou transtornos psicológicos significativos.</p>



<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/RLeW-z9Rksc" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen=""></iframe>



<p>Essas <a href="https://casule.com/desafie-as-falsas-crencas-que-limitam-a-sua-vida/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">crenças</a> podem ser:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Em relação a si mesmo:&nbsp;citado acima.</li><li>Em relação aos outros:&nbsp;os outros são categorizados de maneira inflexível. São vistos como desprezíveis, frios, prejudiciais, ameaçadores e manipuladores.</li></ol>



<p>Também é possível desenvolver uma crença positiva em relação aos outros e em detrimento a si mesmo: as pessoas são superiores, muito eficientes, amáveis e úteis (diferente de si mesmo).</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Em relação ao mundo:&nbsp;o mundo é injusto, hostil, imprevisível, incontrolável, perigoso.</li></ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mas e aí? Como é possível nos libertarmos dessa ideia que nos acompanha desde a infância/adolescência?</strong></h2>



<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/cRUQB8Rew5E" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen=""></iframe>



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<p>O primeiro passo é a tomada de consciência da <a href="https://casule.com/como-terapia-cognitiva-pode-mudar-seu-cerebro/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">ativação das crenças</a>. Somente à partir dessa nova percepção é que é possível operar mudanças.</p>



<p>E, neste sentido, a <a href="https://casule.com/como-a-terapia-cognitivo-comportamental-pode-ajudar/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">Terapia Cognitiva Comportamental</a> possui ferramentas e técnicas capazes de habilitar a pessoa a desativar suas <a href="https://casule.com/desafie-as-falsas-crencas-que-limitam-a-sua-vida/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">crenças</a> e esquemas mentais, proporcionando assim, uma vida mais saudável.</p>



<p><strong>Fontes:</strong></p>



<p>BECK, Judith S., <strong>Terapia Cognitiva, Teoria e prática</strong>. Artmed, São Paulo, 1997 in https://psicologado.com.br/abordagens/psicologia-cognitiva/introducao-ao-modelo-cognitivo<br><br>https://noranadirsoares.site.med.br/index.asp?PageName=crencas-centrais</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/terapia-cognitiva-comportamental-e-as-crencas-centrais-desamparo-desamor-e-desvalor/">Terapia Cognitiva Comportamental e as Crenças Centrais: Desamparo, Desamor e Desvalor</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
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		<item>
		<title>Reestruturação Cognitiva</title>
		<link>https://casule.com/blog/reestruturacao-cognitiva/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Apr 2019 12:53:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Disfuncional]]></category>
		<category><![CDATA[pensamento]]></category>
		<category><![CDATA[reestruturação cognitiva]]></category>
		<category><![CDATA[sentimento]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitivo-comportamental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Reestruturação Cognitiva é um processo psicoterapêutico da&#160;Terapia Cognitivo Comportamental&#160;(TCC) que tem como objetivo ensinar o paciente a modificar pensamentos disfuncionais,&#160;distorções cognitivas&#160;e crenças limitantes,&#160;por pensamentos e crenças mais adaptativas, realistas e funcionais.&#160; Com base no modelo cognitivo da depressão desenvolvido por Aaron Beck em 1976, a&#160;Reestruturação Cognitiva&#160;sugere que a maneira de interpretar os acontecimentos externos [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/reestruturacao-cognitiva/">Reestruturação Cognitiva</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Reestruturação Cognitiva é um processo psicoterapêutico da&nbsp;Terapia Cognitivo Comportamental&nbsp;(TCC) que tem como objetivo ensinar o paciente a modificar pensamentos disfuncionais,&nbsp;distorções cognitivas&nbsp;e crenças limitantes,&nbsp;por pensamentos e crenças mais adaptativas, realistas e funcionais.&nbsp;</p>



<p></p>



<p> Com base no modelo cognitivo da depressão desenvolvido por Aaron Beck em 1976, a&nbsp;<em>Reestruturação Cognitiva</em>&nbsp;sugere que a maneira de interpretar os acontecimentos externos influencia a nossa reação emocional a eles. Por exemplo, se você tem um amigo que chega 45 minutos atrasado em um compromisso, você pode pensar: “Pode ter acontecido um acidente com ele” OU ” ele acha que é normal chegar 45 minutos atrasado? Poderia ter me avisado!!” OU AINDA “Talvez ele tenha entendido que eu marquei de encontrá-lo em outro restaurante e deve estar me esperando lá. Esta confusão é culpa minha”.</p>



<p></p>



<p>	Se você interpretar o atraso do seu amigo como no primeiro exemplo, você ficará ansioso; o segundo exemplo fará você sentir raiva, e o terceiro, um sentimento de culpa. A situação não muda, é a sua reação emocional que varia de acordo com a sua interpretação.</p>



<p> Para a Terapia Cognitiva a forma como atribuímos significado as situações, influencia a maneira como nos sentimos e lidamos com ela, ou seja, não é o evento em si que gera as emoções e os comportamentos, mas sim o que nós pensamos sobre o evento.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img decoding="async" width="960" height="560" src="https://casule.com/wp-content/uploads/2019/04/Pessoa-pensando-Blog-Casule-psicóloga-Suelen-1.jpg" alt="Pessoa-pensando---Blog-Casule---psicóloga-Suelen" class="wp-image-12788" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2019/04/Pessoa-pensando-Blog-Casule-psicóloga-Suelen-1.jpg 960w, https://casule.com/wp-content/uploads/2019/04/Pessoa-pensando-Blog-Casule-psicóloga-Suelen-1-300x175.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2019/04/Pessoa-pensando-Blog-Casule-psicóloga-Suelen-1-768x448.jpg 768w, https://casule.com/wp-content/uploads/2019/04/Pessoa-pensando-Blog-Casule-psicóloga-Suelen-1-610x356.jpg 610w, https://casule.com/wp-content/uploads/2019/04/Pessoa-pensando-Blog-Casule-psicóloga-Suelen-1-480x280.jpg 480w, https://casule.com/wp-content/uploads/2019/04/Pessoa-pensando-Blog-Casule-psicóloga-Suelen-1-600x350.jpg 600w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></figure></div>



<p>O problema ocorre quando nossas interpretações são distorcidas e acabam gerando&nbsp;emoções&nbsp;e comportamentos disfuncionais. &nbsp;Sendo assim pensar, sentir e agir estão estreitamente relacionados entre si.</p>



<p> Na reestruturação Cognitiva, os pensamentos são considerados hipóteses. O terapeuta e o paciente trabalham juntos para reunir dados que determinem se estas hipóteses são corretas ou úteis. Em vez de dizer ao paciente quais são os pensamentos alternativos válidos, o terapeuta formula uma série de perguntas. Depois, ele vai planejar experiências comportamentais para que o paciente avalie e coloque os seus pensamentos negativos à prova.&nbsp;</p>



<p> Finalmente, o paciente vai chegar a uma conclusão sobre a validez e a utilidade destes pensamentos, ou seja, ele vai “ressignificar” o seu pensamento (dar um novo significado a ele, mudar a perspectiva, reformular a forma de interpretar as situações ou suas experiências), e assim mudar&nbsp; seu estado emocional e seus comportamentos.</p>



<p> Vale ressaltar que o psicólogo não impõe nada. É o próprio paciente que vai tirando as suas conclusões a partir das experiências que vai realizando.&nbsp;</p>



<p> Muitas vezes não podemos mudar uma situação, mas podemos escolher como queremos lidar com ela!</p>



<p>A Reestruturação Cognitiva conta com estratégias e técnicas que são praticadas durante e fora da sessão, visando sempre a identificação, contestação e modificação dos pensamentos disfuncionais. Muitos destes pensamentos são conscientes e outros pré-conscientes, mas mesmo assim acessíveis ao paciente. O objetivo do terapeuta é ensinar o paciente a utilizar a Reestruturação Cognitiva para que ele mesmo (sozinho) seja capaz de produzir conclusões mais equilibradas, precisas e &nbsp;úteis do que as formas habituais de pensamento.&nbsp;</p>



<p>	A reestruturação dos nossos pensamentos e atitudes é um processo lento e contínuo, por isso não desista!!! Seja paciente e persistente para conseguir estabelecer um relacionamento saudável com a sua mente.</p>
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		<title>O que é Transtorno da Personalidade Histriônica?</title>
		<link>https://casule.com/blog/o-que-e-transtorno-da-personalidade-histrionica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2018 13:05:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Transtorno da Personalidade Histriônica (TPH) se manifesta quando as pessoas demonstram comportamentos dramáticos, buscando chamar atenção para si e enfatizando enormemente a intensidade de suas emoções. Isso é feito porque possuem uma demanda muito grande por afeto, o que os leva a querer sempre ser o centro das atenções e a apresentar até mesmo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="p1"><span class="s1">O Transtorno da Personalidade Histriônica (TPH) se manifesta quando as pessoas demonstram comportamentos dramáticos, buscando chamar atenção para si e enfatizando enormemente a intensidade de suas emoções. Isso é feito porque possuem uma demanda muito grande por afeto, o que os leva a querer sempre ser o centro das atenções e a apresentar até mesmo posturas egocêntricas e manipuladoras.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Personalidade Histriônica</h2>
<p class="p1"><span class="s1">Sendo assim, o paciente com a estrutura de personalidade histriônica apresenta comportamentos exibicionistas, podendo utilizar de sua aparência para chamar atenção e se sentindo desconfortável quando seu objetivo não é atingido. Ademais, seu comportamento pode ser sedutor ou provocante, sendo tal transtorno caracterizado, também, pela superficialidade emocional de fala, elevada dramatização e pelos pacientes já presumirem, mesmo sem conhecer profundamente os outros, um alto grau de intimidade.</span></p>
<p class="p2"><span class="s1"> Apesar desse comportamento, as pessoas com TPH acreditam que sua postura não é anormal, mas creem que a perturbação de seus relacionamentos e as emoções negativas, como raiva e desânimo, surgem por causa de fatores externos, sob os quais eles não têm controle. Fica claro, assim, que assumem uma postura de vítima.</span></p>
<p class="p2"><span class="s1"> Todo esse comportamento encontra fundamento na crença, sempre presente em tal transtorno, de que o paciente não pode ficar sozinho, precisando do outro para sobreviver. Por isso, os comportamentos apresentados têm objetivo de garantir que sempre haja a aprovação dos outros, uma vez que qualquer sinal de rejeição é visto como algo muito maior do que realmente é.</span></p>
<p class="p2"><span class="s1"> Tal crença é oriunda de necessidades desenvolvimentistas que não foram supridas, tais como validação e afeto. Portanto, o tratamento, muitas vezes, deve se concentrar em tais aspectos, para que, trabalhando a visão distorcida dos pacientes, possa-se desenvolver a sua capacidade de julgamento para que seja mais condizente à realidade, racionalizando a interação com o outro e ressignificando as experiências de rejeição.</span></p>
<p class="p2"><span class="s1"> Através do tratamento, pode-se promover o bem-estar do paciente, para que ele atinja o nível de segurança emocional desejado, consiga tolerar a frustração, superar o temor de rejeição e a dependência da aprovação do outro, aumentando a sua autossuficiência. Além disso, o desenvolvimento de empatia e de habilidades de comunicação também são metas importantes no tratamento.</span></p>
<p class="p2"><span class="s1"> Ainda que o transtorno traga consideráveis prejuízos na interação interpessoal, com o tratamento adequado, que valide os sentimentos do paciente e faça com que ele se sinta compreendido, pode-se fazer com que o paciente veja suas necessidades de outro modo, e consiga se relacionar de modo saudável e duradouro.</span></p>
<p class="p2"><span class="s1">Referência consultada: </span></p>
<p class="p2"><span class="s1">BECK, AARON T. <b>Terapia cognitiva dos transtornos da personalidade</b>. Posto Alegre: Artmed, 2017.</span></p>
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		<title>Transtorno de Personalidade Narcisista</title>
		<link>https://casule.com/blog/psicologia/transtorno-de-personalidade-narcisista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Jul 2017 15:30:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[egocentrico]]></category>
		<category><![CDATA[exagero]]></category>
		<category><![CDATA[narcisista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É um padrão difuso de grandiosidade (em fantasia ou comportamento) que aparece no início da vida adulta e se manifesta através de uma necessidade exacerbada de admiração e falta de empatia com os outros. É uma condição na qual as pessoas têm uma noção excessiva de sua própria importância, com preocupação extrema consigo mesmas. Quem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É um padrão difuso de grandiosidade (em fantasia ou comportamento) que aparece no início da vida adulta e se manifesta através de uma necessidade exacerbada de admiração e falta de empatia com os outros. É uma condição na qual as pessoas têm uma noção excessiva de sua própria importância, com preocupação extrema consigo mesmas.</p>
<p>Quem sofre desse transtorno tende a se preocupar exageradamente com a maneira com que os outros o enxergam e com aspectos que possam interferir de alguma forma, na percepção de sua imagem, como poder, prestígio e vaidade. Por acreditar que não é suficientemente reconhecido pela maioria das pessoas, o narcisista tenta obsessivamente demonstrar ou tornar claro aos outros aquilo que acredita ser o seu real valor.</p>
<p>A essência desse transtorno é que a pessoa está absolutamente convicta de que é superior aos outros e se compara metodicamente com todos ao seu redor julgando que ninguém está acima dela, ou ao lado dela, mas sim abaixo.</p>
<p>A pessoa que sofre de Transtorno de Personalidade Narcisista demonstra ter uma forte autoestima, mas na verdade, importantes nomes como Aaron Beck defendem que o narcisismo é um mecanismo compensatório frente a uma fragilidade interna em que por se sentir incapaz de ser superior, o indivíduo ativa crenças de inferioridade, insignificância ou impotência, desenvolvendo estratégias de autoproteção e de autodefesa para equilibrar.</p>
<p>Os narcisistas costumam apresentar características como superioridade, vaidade, autossuficiência, autoritarismo, exibicionismo, pretensão de privilégios e exploração dos outros. Além disso também exageram talentos e conquistas por se sentirem muito grandiosos e importantes; esperam ser reconhecidos como superiores; acreditam ser únicos e muito especiais; exigem admiração excessiva; acreditam que os outros o invejam; expressam sentimento de “estar no sue direito” e criam expectativas irracionais de como merecem ser tratados; costumam não ter empatia, não identificando ou reconhecendo os sentimentos e emoções nos outros.</p>
<p>A característica essencial é um padrão de grandiosidade e necessidade de admiração. Os indivíduos com este transtorno frequentemente superestimam suas capacidades e exageram suas realizações, comumente parecendo prepotentes ou arrogantes. A baixa autoestima, quase que invariavelmente presente, assume a forma de necessidade de constante atenção e admiração.</p>
<p>Por sua vez, a expectativa irracional de receber um tratamento especial ou obediência automática às suas demandas, juntamente com uma falta de sensibilidade aos desejos e necessidades alheias, pode resultar na exploração involuntária sobre outras pessoas. Os indivíduos com este transtorno em geral necessitam de empatia. As relações interpessoais comumente são comprometidas pelos problemas relativos ao desrespeito e a falta de sensibilidade com os outros. Quando reconhecem as necessidades ou sentimentos alheios, tendem a vê-los como sinais de fraqueza ou vulnerabilidade, o que torna os torna muito sensíveis a críticas.</p>
<h3><strong>Tratamento</strong></h3>
<p><strong> </strong>Ainda não existem as causas exatas que levam ao desenvolvimento do Transtorno de Personalidade Narcisista, mas a psicoterapia pode auxiliar na redução dos sintomas e controle do transtorno.</p>
<p>Justamente pelo narcisista se achar superior, dificilmente reconhece que tem um problema ou procure alguma forma de tratamento. Quanto isso acontece, seu foco costuma ser em função dos outros, ou seja: ele usa a terapia como um local para dizer o quanto não está recebendo de todos tudo o que merece.</p>
<p>Como em qualquer transtorno de personalidade, o tratamento do narcisismo é difícil. O nível de consciência que a pessoa tem sobre seu quadro, a auto observação e o questionamento de seus próprios padrões de pensamento e comportamento são fatores que podem favorecer uma melhor administração do quadro.</p>
<p>Os traços de personalidade podem ser difíceis de mudança. O objetivo em curto prazo da psicoterapia para o transtorno de personalidade narcisista é abordar questões como a depressão, baixa autoestima ou vergonha. Em longo prazo o objetivo é rever e modificar seus padrões de pensamento que distorcem a sua autoimagem e criar uma visão mais realista de si mesmo, sem tanto sofrimento.</p>
<p>A psicoterapia também pode ajudar o paciente a se relacionar melhor com os outros para que seus relacionamentos sejam mais íntimos e saudáveis. Pode ajudar a entender as causas das emoções e o que o leva a competir, desconfiar de outros, e talvez desprezar a si mesmo e aos outros.</p>
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		<title>Terapia do esquema: o novo enfoque cognitivo</title>
		<link>https://casule.com/blog/terapia-do-esquema-o-novo-enfoque-cognitivo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Feb 2017 20:01:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[jf]]></category>
		<category><![CDATA[juiz de fora]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Terapia Cognitivo-Comportamen­tal (TCC) vem ganhando cada vez mais espaço no campo acadêmico e terapêutico. Em função de sua objetividade e eficácia, observa-se um interesse crescen­te tanto por parte dos profissionais da área de saúde como pelo público em geral. Em alguns casos, como no transtorno obsessi­vo-compulsivo (TOC), a terapia associada à intervenção medicamentosa se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A Terapia Cognitivo-Comportamen­tal (TCC) vem ganhando cada vez mais espaço no campo acadêmico e terapêutico. Em função de sua objetividade e eficácia, observa-se um interesse crescen­te tanto por parte dos profissionais da área de saúde como pelo público em geral. Em alguns casos, como no transtorno obsessi­vo-compulsivo (TOC), a terapia associada à intervenção medicamentosa se tornou o tratamento-padrão, sendo bastante comum a procura específica por esse tipo de proce­dimento por parte dos próprios portadores. Inicialmente restrita aos casos de depressão, fobias e pânico, a TCC vem expandindo sua área de atuação, abrangendo desde os casos já citados até terapia de casais, de família e a esquizofrenia (BECK, 1997).</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, em relação aos transtor­nos de personalidade, essa eficácia citada não foi observada dentro da prática clíni­ca. Esse fato contribuiu para novas adap­tações da teoria cognitiva, resultando em uma maior ênfase no conceito de esque­mas. Perris (2000) propõe uma divisão de gerações dentro da terapia cognitiva. Enquanto a primeira geração seria orien­tada para o aqui e o agora, incluindo o estabelecimento de metas e tarefas e atin­gindo níveis mais superficiais da estrutura da personalidade do indivíduo, a segunda, teria um foco no desenvolvimento e na manutenção dos esquemas, especialmente os formados na primeira infância.</p>
<p style="text-align: justify;">A proposta da Terapia do Esquema (TE) de Jeffrey Young é justamente aper­feiçoar o modelo cognitivo com o objetivo de criar novas estratégias de tratamento para os transtornos de personalidade e também para os pacientes mais crônicos, mais rígidos e que não respondem bem ao tratamento cognitivo padrão. Para isso, a TE utiliza elementos provenientes de abordagens distintas como a Gestalt-terapia, a Psicodinâmica, conceitos da teoria do apego além, é claro, da própria teoria cognitiva tradicional proposta por Aaron Beck e seguidores.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Conceito e personalidade</h2>
<p style="text-align: justify;">Os indivíduos com os chamados trans tornos de personalidade apresentam padrões disfuncionais rígidos, inflexíveis, profundos e raramente buscam a psicoterapia. Em geral, o paciente chega ao tratamento por imposição de terceiros como o cônjuge e a família ou quando seu comportamento passa a afetar de maneira drástica os relacionamentos pessoais e pro fissionais. Na verdade, ele não sente esses traços de personalidade como disfuncionais; parecem certos aos seus olhos, resultando daí a tendência em recusar qualquer tipo de ajuda ou mudança.</p>
<p style="text-align: justify;">Os traços disfuncionais fazem parte da própria construção da personalidade e da identidade do indivíduo. Em casos assim, a objetividade da qual se reveste a terapia cognitiva tradicional, com a definição de problemas a serem tratados e metas a serem alcançadas, muitas vezes perde o sentido, pois o paciente pode trazer questões mais amplas e difusas como uma sensação de vazio, com as dificuldades se espalhando por diversas áreas da vida e de seus relacionamentos e uma falta de motivação para o engajamento no processo terapêutico.</p>
<p style="text-align: justify;">O conceito de esquema proposto por Beck é central dentro da Terapia Cognitiva. Podemos considerá-lo como estruturas cognitivas que codificam, avaliam e interpretam, impondo um padrão de percepção da realidade, numa espécie de filtro cognitivo. Young (2003) não propõe um outro conceito de esquema, apenas enfatiza o que considera um nível mais “profundo” de cognição: os esquemas que vão aparecendo na infância e que foram chamados por ele de Esquemas Iniciais Desadaptativos (EIDs). Esses estariam no centro dos transtornos de personalidade, sendo mais rígidos e difíceis de ser modificados. São basicamente resultantes de necessidades emocionais centrais para a criança que de alguma forma não foram atendidas, como a necessidade de um apego seguro, de afeto, carinho, estabilidade, das noções de autonomia e competência, de liberdade para expressão das emoções, da espontaneidade, do brincar e de limites adequados.</p>
<p style="text-align: justify;">Os EIDs acabam constituindo o núcleo do autoconceito e da concepção de mundo do indivíduo, sendo a mudança, portanto, vista como ameaçadora. Apesar de se desenvolverem precocemente, os EIDs vão sendo elaborados durante toda a vida, podendo ser derivados de experiências negativas regulares e constantes, não precisando, necessariamente, de um evento traumático. Assim, como o conceito de modelos operacionais do psicanalista e etologista inglês John Bowlby, a criança desenvolve expectativas resultantes da natureza de suas relações com as figuras de apego. Esses modelos ajudam a interpretar e a manter uma consistência das cognições acerca do mundo interno e externo.</p>
<p style="text-align: justify;">Festinger propôs em sua Teoria da Dissonância Cognitiva que procuramos sempre um estado de harmonia em nossas cognições. Young (2003) afirma que devido à consistência cognitiva, os EIDs lutam para permanecer vivos. Como o comportamento e o caráter do indivíduo são guiados por ele, muitas vezes esse modo de ser é tudo o que ele conhece para se estabelecer nas relações com as mais diversas áreas de sua vida. Os esquemas seriam algo quase in questionável, sendo uma verdade, a priori, natural. Por mais que sejam disfuncionais para os outros, são familiares ao indivíduo, podendo fazer com que sejam recriadas na vida atual condições semelhantes às que foram “nocivas” na infância e participaram da geração desses esquemas. Uma mulher que tenha passado por experiências constantes de rejeição e desamparo pode, por meio de um mecanismo de manutenção do esquema, escolher um relacionamento afetivo que reproduza a mesma situação.</p>
<p style="text-align: justify;">Os EIDs, apesar de serem inicialmente adaptativos, acabam deixando de ter um caráter transitório para se tornarem um padrão de comportamento, envolvendo não apenas as cognições como também as memórias afetivas, corporais e as emoções. Young (2003) descreve 18 esquemas principais, sendo que um ou mais estarão em diferentes transtornos de personalidade (Veja o tópico Diferentes domínios).</p>
<h2 style="text-align: justify;">Estilos de enfrentamento</h2>
<p style="text-align: justify;">As formas de resposta à ameaça, são basicamente de três tipos em todos os organismos: luta, fuga ou congelamento. No contexto da infância, um EID representa também uma ameaça, que é caracterizada pela frustração das necessidades emocionais da criança. Podemos classificar então, três estilos de manejo (coping styles) para lidar com os esquemas: supercompensação, evitação e rendição.</p>
<p style="text-align: justify;">A supercompensação é um conceito similar à formação reativa, com o indivíduo se com portando e pensando de maneira exatamente oposta à do momento ou período de aquisição do esquema. Uma pessoa com um EID de fracasso e com um estilo de supercompensação pode desenvolver uma estratégia de não-aceitação de suas falhas, não admitindo a crítica. Na evitação, o paciente se afasta das situações que possam deflagrar os EIDs, seja por meio da evitação comportamental, cognitiva ou afetiva. Aqui também há uma sobreposição com o conceito psicanalítico de mecanismos de defesa como a repressão, supressão e negação (YOUNG, 2003). Um indivíduo com um EID de abandono pode evitar relacionamentos afetivos mais íntimos com o objetivo de se manter distante do perigo de ser abandonado ou rejeitado pela figura amada.</p>
<p style="text-align: justify;">Na rendição ou submissão, o indivíduo “se entrega” aos esquemas, aceitando-os como verdadeiros e inquestionáveis. São comuns aqui, o uso das chamadas distorções cognitivas como a desqualificação do positivo, a supergeneralização e abstração seletiva. Uma pessoa com um esquema de privação emocional e um estilo de submissão pode escolher como parceiro alguém que irá tratá-la de forma fria e distante, mantendo esse padrão.</p>
<p style="text-align: justify;">Cabe aqui fazer uma distinção importante entre o esquema em si e as estratégias utilizadas pelo indivíduo para lidar com o mesmo. O comportamento não é o esquema e, sim, a maneira utilizada pelo paciente para lidar com ele. As estratégias de coping, ou aquelas utilizadas para lidar com o esquema, não são necessariamente as mesmas nas diferentes situações e mo mentos da vida da pessoa; ao contrário do esquema, que permanece estável.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Processo terapêutico</h2>
<p style="text-align: justify;">A Terapia do Esquema (TE) se divide em duas fases: (1) avaliação e conceituação do caso e (2) mudança do esquema (YOUNG, 2003). Nesse primeiro mo mento, destaca-se a importância da relação terapêutica para o processo de tratamento, com uma influência clara dos conceitos de Bowlby sobre o apego.</p>
<p style="text-align: justify;">A teoria do apego afirma que temos, assim como outros animais, mecanismos pré-programados, instintuais, que buscam o estabelecimento de uma relação segura e estável com as figuras cuidadoras, resultante de respostas instintuais que visam ligar o par mãe/bebê, tendo como objetivo a defesa contra quaisquer estímulos ameaçadores do meio. Young compreende, como um dos principais papéis do terapeuta, oferecer estabilidade e segurança que pode ter faltado ao pa ciente na infância, fornecendo uma base segura, dentro dos limites adequados para essa mesma relação. Ainda na fase inicial, o terapeuta auxilia o paciente a entender o modelo terapêutico, o conceito de esquemas, a identificar os EIDs, relacioná-los aos problemas do presente e a compreender as suas origens no passado. Também são identificados aqui os estilos de coping e as estratégias utilizadas pelo paciente para lidar com os esquemas na sua vida cotidiana, bem como as situações que deflagram os mesmos. Podem ser aplicados inventários com o objetivo de confirmar e identificar esquemas como o Questionário de Esquemas de Young (YQS) e também tarefas de casa que auxiliem tanto o terapeuta quanto o paciente nesse processo de identificação.</p>
<p style="text-align: justify;">Após o estabelecimento de uma relação terapêutica adequada e a identificação dos esquemas, o terapeuta pode utilizar técnicas experienciais para deflagrar os esquemas dentro da própria sessão terapêutica como a utilização de relatos de imagens mentais do paciente, sejam espontâneas ou de cenas sugeridas pelo próprio terapeuta, uma vez que acredite que esta imagem esteja relacionada a algo que deflagre o esquema. Filmes, livros, sonhos, enfim, atividades cotidianas também podem ser utilizadas com o mesmo objetivo dos procedimentos anteriores: realizar uma conceituação do caso que pode ir se refinando no decorrer do processo terapêutico.</p>
<p style="text-align: justify;">A segunda fase mencionada por Young é a de mudança do esquema. Essa fase apresenta intervenções cognitivas, comportamentais, experienciais e inter pessoais, sempre com o objetivo de auxiliar o paciente a observar e a combater as distorções originadas pelos EIDs. Geralmente, começa-se pelas intervenções cognitivas que podem incluir os tradicionais registros de pensamentos automáticos, de identificação de distorções cognitivas, a construção e o uso de cartões que contradigam os esquemas. Lembrando que um esquema envolve não apenas cognições como também sensações fisiológicas, memórias afetivas e corporais, as técnicas experienciais têm como objetivo deflagrar o esquema dentro da sessão terapêutica, permitindo a expressão dos sentimentos e das emoções do paciente. Técnicas gestálticas como a criação de diálogos imaginários, de representação de papéis, de imaginação visual e de catarse emocional podem ser utilizadas com esse objetivo. Em relação às técnicas interpessoais, uma vez que os esquemas do paciente são ativados na ligação com o terapeuta, a relação terapêutica é mais uma vez realçada, auxiliando na identificação destes padrões, bem como numa relação que traga ao paciente aquilo que lhe faltou quando da criação dos seus EIDs. É o que Young chama de limited reparenting.</p>
<p style="text-align: justify;">Já a intervenção comportamental é a parte final do tratamento, o que não significa que algumas alterações comportamentais não possam ter sido sugeridas antes dessa etapa, ou mesmo já na primeira fase do tratamento. A mudança de comporta mento proposta é uma verdadeira quebra dos padrões do paciente. Uma vez que ele já conhece os seus EIDs, seu desenvolvimento e suas estratégias de respostas e reações aos mesmos pode agora se distanciar desses esquemas, questionando-os e assumindo comportamentos mais saudáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar das fases e etapas do tratamento estarem delineadas, o terapeuta deve se preparar para enfrentar possíveis resistências do paciente em executar tarefas que impliquem em uma participação mais colaborativa no processo terapêutico. Nesse sentido, não há uma rigidez excessiva em relação às técnicas, abrindo espaço para uma maior criatividade do terapeuta na condução do processo.</p>
<p style="text-align: justify;">Em função das dificuldades no tratamento de pacientes com transtornos de personalidade, a abordagem dos esquemas teve um forte impacto dentro da terapia cognitiva. Além de Young, o próprio Beck revisou o modelo cognitivo tradicional para o trata mento desses pacientes mais difíceis. Mais do que uma revolução na teoria, observa-se uma mudança de foco levando à chamada segunda geração de terapias cognitivas. A busca pelos esquemas iniciais desadaptativos e crenças mais centrais, sua origem e seu fortalecimento no desenvolvimento do indivíduo, a ênfase na relação terapêutica e a necessidade de construção de uma relação sólida e estável que seja também um instru mento de mudança podem levar a um aumento maior no tempo de tratamento em comparação com a TCC convencional. Perris (2001) chama a atenção para o fato de a Terapia do Esquema estar sendo usada de maneira incorreta em alguns casos, em pacientes que não se enquadram no conceito de uma excessiva rigidez à mudança e de transtornos de personalidade e que, portanto, poderiam se beneficiar mais rapidamente com a prática da TCC tradicional.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Diferentes domínios</h2>
<p style="text-align: justify;">Os 18 Esquemas Iniciais Desadaptativos (EIDs) descritos por Young (2003) agrupam-se em cinco categorias amplas, chamadas por ele de Domínios de Esquema e que correspondem às necessidades não atendidas da criança em seu período de desenvolvimento. São eles:</p>
<p style="text-align: justify;">1 &#8211; <strong>Desconexão e rejeição:</strong> ligado às falhas de vinculação segura com o outro, de carinho, de estabilidade, da maternagem em geral. Forte dificuldade no estabelecimento de relações afetivas saudáveis. Os esquemas ligados a este domínio são os de abandono/instabilidade, desconfiança/abuso, privação emocional, vergonha, isolamento social/ alienação. Em função de seu desenvolvimento precoce, esses esquemas são bastante difíceis de ser acessados.</p>
<p style="text-align: justify;">2 – <strong>Autonomia e desempenho prejudicados</strong>: os indivíduos não conseguem desenvolver um senso de confiança, de se estabelecer no mundo por si mesmo, possuindo geralmente famílias super protetoras que, na tentativa de proteger a criança, acabam não reforçando a sua autonomia. Os esquemas aqui envolvidos são os de dependência/incompetência, vulnerabilidade, emaranhamento/self subdesenvolvido, fracasso.</p>
<p style="text-align: justify;">3 – <strong>Limites prejudicados</strong>: ligado às falhas na aplicação de limites realistas, na capacidade de seguir regras e normas, de respeitar os direitos de terceiros e de cumprir as próprias metas pessoais. O egoísmo é a principal característica desses indivíduos, sendo a família geralmente permissiva. Dentro desse domínio estão merecimento/grandiosidade e autocontrole/autodisciplina insuficiente.</p>
<p style="text-align: justify;">4 – <strong>Orientação para o outro:</strong> com o objetivo de ganhar aprovação e evitar retaliação, os pacientes nesse domínio têm uma ênfase excessiva no atendimento dos desejos e necessidades do outro, às custas das suas próprias necessidades. A família de origem geralmente estabelece uma relação de amor condicional, ou seja, a criança só recebe atenção e aprovação se ela suprime sua livre expressão e se comporta da maneira desejada. Os esquemas aqui envolvidos são os de subjugação, auto-sacrifício, busca de aprovação/reconhecimento.</p>
<p style="text-align: justify;">5 – <strong>Supervigilância e inibição</strong> – em função de uma educação rígida, repressora, na qual não houve possibilidade de expressar suas emoções de maneira livre, os indivíduos com esquemas ligados a esse domínio são geralmente tristes e introvertidos, com regras internalizadas excessivamente rígidas, autocontrole e pessimismo exagerados e uma hipervigilância para possíveis eventos negativos. Os esquemas que aqui se apresentam são: negativismo/pessimismo, inibição emocional, padrões inflexíveis, caráter punitivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Young (2003) afirma também que o temperamento inato da criança tem relevância na maneira como os EIDs se estabelecem.</p>
<p style="text-align: justify;">REFERÊNCIAS</p>
<p style="text-align: justify;">BECK, J. Terapia cognitiva: teoria e prática. Porto Alegre: Artes Médicas, (1997).</p>
<p style="text-align: justify;">JAMES, I. Schema Therapy: the next generation, but should it carry a health warning? Behavioural and Cognitive psychotherapy. 2001, 27, 401-407.</p>
<p style="text-align: justify;">PERRIS, C. Personality-related disorders of interpersonal behavior: A developmental &#8211; constructive cognitive psychotherapy approach to treatment based on attachment theory. Clinical Psychology and Psychotherapy. 2000, 7, 97-117.</p>
<p style="text-align: justify;">YOUNG, J. Terapia cognitiva para transtornos de personalidade: uma abordagem focada nos esquemas. Porto Alegre: Artes Médicas, 2003.</p>
<p style="text-align: justify;">YOUNG, J.; KLOSKO,J.S.; WEISHAAR, M.E. Schema therapy: a practitioner’s guide. New York : The Guilford Press, 2003.</p>
<p style="text-align: justify;">Artigo retirado da revista: PSIQUE Ciência e Vida</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://psicoterapiaepsicologia.webnode.com.br/news/terapia-do-esquema-um-novo-enfoque-cognitivo/</p>
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		<title>Como a terapia cognitiva funciona?</title>
		<link>https://casule.com/blog/como-terapia-cognitiva-funciona/</link>
		
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		<pubDate>Sun, 15 May 2016 00:14:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Neste vídeo, a partir de um recente workshop do Instituto Beck, o Dr. Aaron Beck descreve a teoria e conceitos cognitivo. Ele fornece exemplos para ilustrar como a TCC é utilizada para modificar a chave para crenças negativas e percepções.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Neste vídeo, a partir de um recente workshop do Instituto Beck, o Dr. Aaron Beck descreve a teoria e conceitos cognitivo. Ele fornece exemplos para ilustrar como a TCC é utilizada para modificar a chave para crenças negativas e percepções.</p>
<p><iframe width="1080" height="608" src="https://www.youtube.com/embed/3CWBVou4VC0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Como a Terapia Cognitivo-Comportamental funciona?</title>
		<link>https://casule.com/blog/como-terapia-cognitivo-comportamental-funciona/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 May 2016 13:52:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é o tipo de terapia que tem se mostrado mais eficaz no tratamento de diversos transtornos psiquiátricos, como depressão, ansiedade, pânico, fobia social, fobias, compulsões e adições (vícios). Mas o que é a TCC? Em que ela é diferente das demais terapias? Aaron Beck era um psiquiatra e psicanalista que lecionava como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é o tipo de terapia que tem se mostrado mais eficaz no tratamento de diversos transtornos psiquiátricos, como depressão, ansiedade, pânico, fobia social, fobias, compulsões e adições (vícios). Mas o que é a TCC? Em que ela é diferente das demais terapias?</p>
<p style="text-align: justify;">Aaron Beck era um psiquiatra e psicanalista que lecionava como professor na University of Pensilvania, no início da década de 60. Observando seus pacientes deprimidos, ele observou que pensamentos negativos ec renças distorcidas pareciam ser um aspecto central no discurso destes pacientes. Desenvolveu então um tratamento de curta duração cujo principal objetivo era identificar e questionar a veracidade dessas crenças. Para Beck, o que vinha primeiro na depressão era uma forma negativa de interpretar os acontecimentos. Ao interpretar eventos neutros de forma negativa, o paciente se sentia triste e desconfortável e, a partir daí, agia de forma a perpetuar essa depressão, com comportamentos depressivos (como ficar na cama o dia inteiro).</p>
<p style="text-align: justify;">A TCC nos ensina técnicas para melhorar nosso humor através da reestruturação da forma de processar informações<br />
Exemplificando, digamos que João, ao ser chamado atenção pelo seu chefe, teve o seguinte pensamento automático: “Eu faço tudo errado mesmo. Sou um fracassado.” A partir daí, passou o dia todo desanimado e quieto na sua mesa (reagiu com um comportamento depressivo e se isolou).</p>
<p style="text-align: justify;">Neste caso, o paciente deixou de considerar outras variáveis (o chefe podia estar sendo exigente demais) e fez uma generalização (“eu faço TUDO errado” ao invés de “eu não fiz ESTE trabalho da forma que meu chefe gostaria que eu tivesse feito”.)</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, ele concluiu automaticamente que, por ter cometido uma falha no trabalho, ele era “um fracasso”.</p>
<p style="text-align: justify;">Se este paciente conseguisse pensar de forma mais funcional, ele perceberia que ter frustrado uma expectativa de seu chefe não significa que ele faz tudo errado e, muito menos, que é um fracassado. Não teria se sentido tão decepcionado e envergonhado e não teria tido a atitude de passar o dia isolado na sua mesa de trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">Beck acreditava, portanto, que, se conseguisse mudar os pensamentos negativos das pessoas com depressão, conseguiria melhorar o humor e o comportamento delas. Esse tipo de terapia foi denominada terapia cognitivo-comportamental (TCC). Podemos aprender a analisar os pensamentos para que eles funcionem a nosso favor</p>
<h2 style="text-align: justify;">CRENÇAS QUE NOS FAZEM SOFRER</h2>
<p>Começando na infância, as pessoas desenvolvem algumas crenças sobre si mesmas, os outros e o mundo. Essas crenças são extremamente arraigadas, de tal forma que a pessoa as aceita como verdades absolutas e nunca as questiona. Uma vez que essas crenças estejam estabelecidas, a pessoa tende a focalizar tudo o que comprova essas crenças e a descartar ou desconsiderar qualquer evidência que as contradiga.</p>
<p style="text-align: justify;"> Essas crenças se dividem em 3 grandes grupos:</p>
<p style="text-align: justify;"> 1-      <strong>Crenças de desamor</strong> (ninguém nunca vai me amar, não sou bom o bastante para ser amado, sempre vou ser rejeitado, vou morrer sozinho…)</p>
<p style="text-align: justify;"> 2-      <strong>Crenças de desamparo</strong> (sou muito frágil em um mundo perigoso, alguma desgraça vai me acontecer e sou impotente frente a isso, não posso contar com ninguém…)</p>
<p style="text-align: justify;"> 3-      <strong>Crenças de desvalor</strong> (não consigo fazer as coisas direito, não vou ter sucesso como as outras pessoas, sou um fracassado, não tenho valor, tenho muito mais defeitos do que os outros….)</p>
<h2 style="text-align: justify;">A TCC é menos “profunda” que outros tipo de terapia?</h2>
<p style="text-align: justify;">Não. Esse é um erro comum de quem não conhece a terapia cognitivo-comportamental.  A TCC tem resultados duradouros, porque modifica as crenças centrais do paciente sobre si mesmo e sobre o mundo, quando essas crenças são disfuncionais. Assim, a pessoa fica menos sujeita a cometer “erros” de interpretação que distorcem a realidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://psiquiatrarj.com.br/tema/terapia-cognitivo-comportamental-como-funciona/</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Distorções cognitivas: saiba o que são e como mudá-las</title>
		<link>https://casule.com/blog/distorcoes-do-pensamento-saiba-porque-causam-problemas-e-como-as-mudar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2015 22:00:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O que são distorções cognitivas (distorção do pensamento) e porque nos atrapalham tanto? As distorções cognitivas são simplesmente maneiras que a nossa mente arranja, convencendo-nos de algo que não é realmente verdade. Estes pensamentos imprecisos são normalmente utilizados para reforçar o pensamento e/ou emoções negativas, dizendo-nos coisas (nosso diálogo interno) que parecem racionais e precisas, mas na verdade só servem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O que são <strong>distorções cognitivas</strong> (distorção do pensamento) e porque nos atrapalham tanto? As distorções cognitivas são simplesmente maneiras que a nossa mente arranja, convencendo-nos de algo que não é realmente verdade. Estes pensamentos imprecisos são normalmente utilizados para reforçar o pensamento e/ou emoções negativas, dizendo-nos coisas (nosso diálogo interno) que parecem racionais e precisas, mas na verdade só servem para fazer-nos sentir mal acerca de nós mesmos.</p>



<p>Por exemplo, uma pessoa pode dizer a si mesmo: “Eu falho sempre que tento fazer algo novo, eu, por conseguinte, fracasso em tudo que tento”. </p>



<p>Este é um exemplo do pensamento absolutista do tipo: “preto ou branco” (ou polarizado). A pessoa só vê as coisas em termos absolutos.  A pessoa acha que, se falhar numa determinada coisa, faz com que no futuro fracasse em todas as coisas. O que pode levar à construção da crença: “Devo ser um perdedor e um fracassado”, o que também seria um exemplo de generalização. A pessoa falha numa tarefa específica e generaliza para a sua própria identidade.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="500" src="https://casule.com/wp-content/uploads/2020/07/serntimento-de-ser-um-perdedor-e-um-fracassado-1.png" alt="" class="wp-image-21389" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2020/07/serntimento-de-ser-um-perdedor-e-um-fracassado-1.png 1024w, https://casule.com/wp-content/uploads/2020/07/serntimento-de-ser-um-perdedor-e-um-fracassado-1-980x479.png 980w, https://casule.com/wp-content/uploads/2020/07/serntimento-de-ser-um-perdedor-e-um-fracassado-1-480x234.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw" /></figure></div>



<p>Explicação: Existe como que uma fusão entre o resultado de algo (fracasso/erro) e a própria identidade da pessoa. A pessoa personaliza a sua falha, passando a ver-se a si mesmo como um falhado. Isto é um exemplo de uma distorção de pensamento. As <strong>distorções cognitivas</strong> são um dos problemas psicológicos que muitos psicólogos que usam a <a aria-label="undefined (opens in a new tab)" href="https://casule.com/como-terapia-cognitivo-comportamental-funciona/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Terapia Cognitivo-Comportamental</a> (incluindo eu própria),  tentam ajudar a mudar na psicoterapia. </p>



<p>Ao aprender a identificar corretamente esse tipo de “pensamento desajustado“, a pessoa pode agir de forma construtiva sobre o <a href="https://casule.com/como-dizer-nao-aos-pensamentos-negativos/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">pensamento negativo</a> e, refutá-lo. Ao refutar o pensamento negativo uma e outra vez, aos poucos este perderá a sua força e será automaticamente substituído por um pensamento mais racional e equilibrado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Tipos de distorções cognitivas</h2>



<p><a href="https://casule.com/reformulacoes-teorico-praticas-da-terapia-cognitiva-por-aaron-beck/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">Aaron Beck</a>, foi o psicólogo que popularizou as <strong>distorções cognitivas</strong>. Passo a apresentá-las:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Filtragem</strong>: Focamo-nos nos detalhes negativos e aumentamo-los enquanto filtramos todos os aspectos positivos de uma situação. </li></ul>



<p>Por exemplo, uma pessoa pode escolher um detalhe único, desagradável, focando-se exclusivamente nele. Sendo que a sua visão da realidade torna-se distorcida.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Pensamento polarizado:</strong> As coisas são “preto ou branco”. Temos que ser perfeitos ou seremos uns falhados, não há meio termo. Você coloca as pessoas ou situações em categorias (ou desta ou daquela), sem tons de cinza. Se o desempenho fica um pouco aquém do ideal, você vê-se como um fracassado total.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Generalização: </strong>Chegamos a uma conclusão geral baseada num único incidente ou elemento de prova. Se algo de ruim acontece uma vez, esperamos que aconteça mais vezes. Uma pessoa pode ver um único evento desagradável como um padrão de derrota sem fim.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Tirar conclusões precipitadas:</strong> Sem que as pessoas nos informem, nós julgamos saber o que elas estão sentindo e porque agem de determinada forma e quais as razões que suportam isso. Mais especificamente, somos capazes de determinar como as pessoas estão se sentindo em relação a nós. </li></ul>



<p>Por exemplo, uma pessoa pode antecipar que as coisas vão sair mal, convencendo-se de que a sua previsão já é um fato estabelecido.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Catastrofização:</strong> Esperamos que a catástrofe aconteça, independentemente da razão. Isto também é conhecido como “ampliação ou minimização.” Ouvimos falar de um problema e usamos a questão do tipo: “E se…” (ex.: “E se a tragédia acontecer?”E se isso acontece comigo? “). </li></ul>



<p>Por exemplo, uma pessoa pode exagerar a importância de eventos insignificantes (como o seu erro, ou o desempenho de alguém). Ou podem negligenciar/reduzir de forma inadequada a magnitude dos eventos significativos, até que pareçam muito pequenos (exemplo, as qualidades desejadas de uma pessoa ou as imperfeições de alguém).</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Personalização:</strong> Pensamos que tudo o que as pessoas fazem ou dizem está relacionado a nós. A pessoa usa demasiado a comparação com os outros, tentando determinar quem é mais inteligente, mais bonito, etc.  Uma pessoa vê-se como a causa de alguns eventos externos indesejáveis dos quais não é responsável. </li></ul>



<p>Por exemplo, “Nós chegamos atrasados ​​para o jantar o que fez com que o anfitrião coze-se demasiado a refeição. Se eu tivesse apressado o meu marido, tínhamos saído a tempo, e isto não teria acontecido”.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="500" src="https://casule.com/wp-content/uploads/2020/07/Distorção-cognitiva-personalização-1.png" alt="" class="wp-image-21391" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2020/07/Distorção-cognitiva-personalização-1.png 1024w, https://casule.com/wp-content/uploads/2020/07/Distorção-cognitiva-personalização-1-300x146.png 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2020/07/Distorção-cognitiva-personalização-1-768x375.png 768w, https://casule.com/wp-content/uploads/2020/07/Distorção-cognitiva-personalização-1-610x298.png 610w, https://casule.com/wp-content/uploads/2020/07/Distorção-cognitiva-personalização-1-980x479.png 980w, https://casule.com/wp-content/uploads/2020/07/Distorção-cognitiva-personalização-1-480x234.png 480w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Falácias de controle:</strong> Se nos sentimos controlados externamente, nós vemo-nos como uma vítima impotente do destino. </li></ul>



<p>Por exemplo, “eu não posso fazer nada se a qualidade do trabalho é pobre, meu chefe pediu que eu fizesse trabalho extraordinário.” A falácia do controle interno faz-nos assumir a responsabilidade do mal-estar ou da felicidade de todos ao nosso redor. </p>



<p>Por exemplo, “Porque é que você não está feliz? É por causa de algo que eu fiz?&#8221;.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Falácia da justiça: </strong>Nós sentimo-nos ressentidos porque achamos que sabemos o que é a justiça ou o que é justo, mas as outras pessoas normalmente não concordam connosco. Como nossos pais nos dizem: “A vida é sempre justo”, e as pessoas que passam a vida a aplicação de uma régua de medição contra a julgar cada situação a sua “justiça”, muitas vezes, se sente mal e negativo por causa disso.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Culpa:</strong> Por vezes atribuímos às outras pessoas a responsabilidade da nossa  dor, ou então dirigimos a culpa dos problemas para nós mesmos. </li></ul>



<p>Por exemplo, dizemos coisas do tipo: “Pare de fazer-me sentir mal comigo mesmo!” Ninguém pode “fazer-nos” sentir de uma determinada forma. Isso é uma ilusão criada por nós mesmos, que funciona como proteção. Apenas nós mesmos temos controlo (ou não) sobre as nossas emoções e reações emocionais.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Os “deverias”:</strong> Muitos de nós temos uma lista de regras rígidas sobre os outros e acerca da forma como devemos comportar-nos. As pessoas que quebrarem essas regras fazem zangar-nos, e também sentimo-nos culpados quando nós violamos essas regras. Por vezes podemos acreditar que estamos tentando motivar-nos com os “deves”  e “não deves”, como se tivéssemos de ser punidos antes de podermos fazer qualquer coisa. </li></ul>



<p>Por exemplo, “Eu realmente devia fazer atividade física. Eu não deveria ser tão preguiçoso.” Obrigações e deveres também podem ser considerados ofensivos. A consequência emocional é o <a href="https://casule.com/entendendo-o-sentimento-de-culpa/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">sentimento de culpa</a>. Quando um de nós dirigimos afirmações de dever em relação aos outros, muitas vezes sentem raiva, frustração e ressentimento, e o mesmo pode acontecer quando dirigimos esse tipo de afirmações a nós mesmos.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>O raciocínio emocional</strong>: Acreditamos que aquilo que sentimos deve ser automaticamente verdade. Se nos sentirmos estúpidos e aborrecidos, então temos de ser estúpidos e enfadonhos. Você assume que as suas emoções não saudáveis ​​refletem coisas que realmente são: “Eu sinto isto, por isso deve ser verdade.”</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Falácia da mudança:</strong> Esperamos que as outras pessoas mudem para se adequarem a nós se fizermos pressão ou as convencermos o suficiente. Precisamos de mudar as pessoas, porque as nossas esperanças de felicidade parecem depender inteiramente delas.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Etiquetagem generalizada:</strong> Generalizamos uma ou duas qualidades num julgamento negativo global. Estas são formas extremas de generalizar, e também são referidos como “rotulagem”. Ao invés de descrever um erro no contexto de uma situação específica, uma pessoa irá anexar um rótulo prejudicial para si mesmo. </li></ul>



<p>Por exemplo, podemos dizer: “Eu sou um perdedor”  numa situação em que falhei numa tarefa específica. Ou, quando o comportamento de outra pessoa não foi o mais correto, podemos anexar um rótulo desfavorável acerca dessa pessoa, como “Ele é um idiota.” A rotulagem envolve a descrição de um evento com uma linguagem que é muito colorido e emocionalmente carregada. Por exemplo, em vez de alguém dizer que deixa as crianças na creche todos os dias, uma pessoa gosta de rotular, diria que “ela abandona os seus filhos a estranhos.”</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Estar sempre certo:</strong> Estamos constantemente a tentar provar que as nossas opiniões e ações são corretas. Estar errado é impensável e faremos o que for necessário para demonstrar que estamos certos. </li></ul>



<p>Por exemplo, “Eu não me importo o quão mal te sentes quando discutes comigo, eu vou ganhar este argumento não importando o quê, porque eu estou certo.” Estar certo (para a pessoa que usa esta distorção cognitiva), muitas vezes é mais importante que os sentimentos dos outros, mesmo com os seus entes queridos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como mudar as distorções?</h2>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://casule.com/wp-content/uploads/2019/07/terapia-casule.png" alt="terapia-casule" class="wp-image-6252" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2019/07/terapia-casule.png 1024w, https://casule.com/wp-content/uploads/2019/07/terapia-casule-980x551.png 980w, https://casule.com/wp-content/uploads/2019/07/terapia-casule-480x270.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw" /></figure>



<p>As distorções cognitivas têm uma maneira muito sútil e própria de interferir com as nossas vidas. Esses tipos de pensamentos desadequados e maléficos podem ser mudados e grande parte eliminados, mas é preciso esforço e muita prática todos os dias.</p>



<p>Se você quer parar o com este tipo de&nbsp;pensamento irracional e disfuncional,&nbsp; apresento uma proposta com alguns exercícios que pode praticar:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Identificar as distorções cognitivas</h3>



<p>Crie uma lista dos seus pensamentos incômodos e examine-os mais tarde à luz da lista de distorções cognitivas apresentadas anteriormente. Um exame das&nbsp;suas distorções cognitivas&nbsp;irá permitir-lhe ver as suas distorções mais utilizadas. Além disso, este processo vai permitir-lhe pensar sobre o&nbsp;seu problema ou situação de forma mais natural e realista.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Examinar as provas</h3>



<p>Uma análise aprofundada de uma experiência que tenha vivido recentemente poderá&nbsp;&nbsp;permitir-lhe identificar a base dos seus pensamentos distorcidos. Se&nbsp;for muito&nbsp;auto-crítico, então, deverá identificar uma série de experiências e situações em que foi bem sucedido.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Método do duplo padrão</h3>



<p>Uma alternativa&nbsp;à&nbsp;auto-verbalização (método utilizado para guiarmos o nosso pensamento), é falar para si mesmo, de forma&nbsp;compassiva e solidária&nbsp;tal como iria&nbsp;conversar com um amigo numa situação semelhante à que enfrenta.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Pensar em tons de cinza e/ou com cor</h3>



<p>Deixe de&nbsp;pensar sobre o seu problema ou situação difícil de forma polarizada (preto ou branco)&nbsp;ou seja, deve avaliar as coisas numa escala de 0-100. Quando um plano ou uma meta não é plenamente alcançado, deve&nbsp;pensar e avaliar a experiência como um sucesso parcial. Deve tentar&nbsp;&nbsp;quantificar num valor (numa escala de 0-100). E não necessariamente certo/errado, ou Sucesso/insucesso, ou bem/mal.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Método de Pesquisa</h3>



<p>Procure saber&nbsp;a opinião dos outros sobre se os&nbsp;seus pensamentos e atitudes são realistas. Se acredita que a&nbsp;sua ansiedade sobre um&nbsp;acontecimento é injustificada, verifique com alguns amigos ou&nbsp;familiares de confiança se esse sentimento é justificável e como eles lidariam com ele.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Definições</h3>



<p>O que significa&nbsp; definir-se a si mesmo como “inferior”, “um perdedor”, “tolo” ou “anormal “. A&nbsp;&nbsp; análise mais cuidada destes e de outros rótulos globais provavelmente irá revelar que eles representam comportamentos específicos, ou um comportamento padrão identificável, ao invés de você mesmo na sua totalidade. Por outras palavras, esses rótulos têm certamente muito mais a ver com comportamentos e pensamentos inadequados que tem e que segue do que propriamente a ver consigo enquanto pessoa.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Re-atribuição</h3>



<p>Muitas vezes, nós responsabilizamo-nos automaticamente pelos problemas e dificuldades que experimentamos. Você deve&nbsp;&nbsp;identificar os fatores externos e outros indivíduos que contribuíram para o problema. Independentemente do grau de responsabilidade que assumimos, a nossa energia é mais utilizada na busca de resoluções para os problemas ou na identificação maneiras de lidar com as situações difíceis.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Análise Custo-Benefício</h3>



<p>É útil&nbsp;listar as vantagens e desvantagens dos sentimentos, pensamentos&nbsp;e comportamentos. Uma análise de custo-benefício ajudará a determinar o que&nbsp;você pode&nbsp;ganhar&nbsp;pelo facto de estar a&nbsp;sentir-se mal, com pensamentos&nbsp;distorcidos, e comportamentos não desejados ou inadequados.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="500" src="https://casule.com/wp-content/uploads/2020/07/Análise-Custo-Benefício-casule-1.png" alt="" class="wp-image-21393" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2020/07/Análise-Custo-Benefício-casule-1.png 1024w, https://casule.com/wp-content/uploads/2020/07/Análise-Custo-Benefício-casule-1-300x146.png 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2020/07/Análise-Custo-Benefício-casule-1-768x375.png 768w, https://casule.com/wp-content/uploads/2020/07/Análise-Custo-Benefício-casule-1-610x298.png 610w, https://casule.com/wp-content/uploads/2020/07/Análise-Custo-Benefício-casule-1-980x479.png 980w, https://casule.com/wp-content/uploads/2020/07/Análise-Custo-Benefício-casule-1-480x234.png 480w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>



<h2 class="wp-block-heading">Psicologia Casule</h2>



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<p>Fonte:&nbsp;http://www.escolapsicologia.com/distorcoes-do-pensamento-saiba-porque-causam-problemas-e-como-as-mudar/</p>
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		<title>Terapia comportamental é aliada para perder peso e manter a forma</title>
		<link>https://casule.com/blog/terapia-comportamental-e-aliada-para-perder-peso-e-manter-a-forma/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2015 22:30:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ao lado de adequação alimentar e atividade física, a terapia comportamental cognitiva (TCC) tem impulsionado a perda de peso. Especialistas dizem que para emagrecer é preciso mudar a forma de pensar e, a partir daí, o modo de agir. Não é segredo para ninguém. Só emagrece quem diminui as calorias – com alimentação adequada ou atividade [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="descricao" style="text-align: justify;"><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/07/diet.jpg"><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-2192" src="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/07/diet.jpg" alt="diet" width="600" height="400" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/07/diet.jpg 900w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/07/diet-300x200.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/07/diet-768x512.jpg 768w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/07/diet-610x407.jpg 610w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/07/diet-480x320.jpg 480w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/07/diet-600x400.jpg 600w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p class="descricao" style="text-align: justify;">Ao lado de adequação alimentar e atividade física, a terapia comportamental cognitiva (TCC) tem impulsionado a perda de peso. Especialistas dizem que para emagrecer é preciso mudar a forma de pensar e, a partir daí, o modo de agir. Não é segredo para ninguém. Só emagrece quem diminui as calorias – com alimentação adequada ou atividade física, ou os dois juntos, o que é bem melhor. Mesmo quem se rende às dietas da moda – das sopas, das luas, dos médicos de sobrenome marcante e das celebridades, sabe, no fundo, as regras para ver a balança baixar. Mas não só com restrição e malhação se perde peso. É preciso colocar a cabeça a favor do processo. O emagrecimento exige mudança de comportamento e antes dele uma mudança cognitiva, uma transformação no jeito de pensar.</p>
<p style="text-align: justify;">Não basta virar a folhinha. O início de ano é marcado por proposições: vou fazer dieta, entrar na academia, parar com a cerveja. Terminado o primeiro mês, muita gente nem começou. Muita gente já desistiu. Para a psicoterapeuta sistêmica Aline Rodrigues, tais promessas são alimentadas por quem não quer desperdiçar o tempo novo para dar mais força a alguma proposta. “Mas não é uma mudança de data que vai fazer diferença. Com a virada do ano só se renova o desejo”, alerta a psicóloga, que se dedica a programas de emagrecimento.</p>
<p style="text-align: justify;">A terapia comportamental cognitiva (TCC) tem dado evidências de seu papel coadjuvante no tratamento da obesidade. Nessa abordagem, desenvolvida pelo psiquiatra norte-aAmericano Aaron Beck em 1956, e em voga nos últimos anos, a maneira como as pessoas pensam afeta o que elas sentem e fazem. Assim, a TCC busca auxiliar na identificação de pensamentos sabotadores para responder a eles de maneira funcional, o que leva a pessoa se sentir melhor e a se comportar de modo mais adaptativo ao seu ambiente.</p>
<p style="text-align: justify;">Nessa perspectiva, dieta e atividade física são tão importantes quanto uma tomada de consciência: Em que contexto engordei?. Que pensamentos elaborei sobre mim que se manifestaram em um corpo pesado? Por que a dieta não funciona comigo? O que me desanima? Segundo Aline Rodrigues, um plano de emagrecimento só dá certo quando a pessoa mexe com sua estrutura de pensamento e comportamento. “Mais do que escolher alimentos apropriados e adotar hábitos saudáveis, é preciso modificar, permanentemente, a maneira de pensar”, defende.</p>
<p style="text-align: justify;">Funcionou para a produtora de moda Ana Carolina Costa Nunes, de 26 anos, que emagreceu 10 quilos. Em uma experiência anterior, o médico sugeriu um acompanhamento psicológico, mas ela não se sentia preparada. Hoje, vê o quanto é importante. Toda semana Ana tem uma sessão de TCC que a ajuda a passar melhor pelas dificuldades da dieta. “As pessoas com excesso de peso tendem a ser ansiosas. É isso que nos faz comer. Quando fazemos esse tipo de tratamento, vamos deixando as angústias e a ansiedade de lado e a comida vai ficando em último lugar. Hoje, vejo isso nitidamente na minha vida. Quem convive comigo diariamente também viu a diferença.”</p>
<h2 style="text-align: justify;">TOMADA DE CONSCIÊNCIA</h2>
<p style="text-align: justify;">Enxergar o próprio corpo é o primeiro passo para quem quer emagrecer. Perder peso exige um ajuste de mentalidade, uma motivação e uma intenção de se manter magro</p>
<p style="text-align: justify;">Para a psicóloga Halina Rezende, coordenadora do Programa de Apoio Psicocomportamental ao Emagrecimento (Proapce) do Instituto Mineiro de Endocrinologia, muitas vezes a comida está no lugar de outra coisa, sinalizando uma falta, portanto. &#8220;Muitos obesos têm um ganho secundário com essa condição. Eles ficam no princípio do prazer, só comendo, sem entrar em contato com o próprio corpo. Mas eles precisam perceber essa realidade, senão vão ficar burlando, deixando a dieta sempre para o mês que vem&#8221;, explica a especialista, ela mesma ex-obesa.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi assim com Marcelo Camargo Alves, de 41 anos. &#8220;Quase sempre estive acima do peso, mas não tinha isso como problema, acredito que por causa da acomodação&#8221;, lembra o engenheiro eletricista, que perdeu 33 quilos desde julho de 2013. Mesmo não percebendo a obesidade como um problema, ele se incomodava em alguns momentos, quando comprava roupas ou ia à praia, por exemplo. &#8220;As pessoas próximas faziam críticas para me alertar e eu dizia sempre a mesma coisa: ‘Por que tenho que seguir esse padrão estético? Sou feliz gordo!’. Eu me enganava literalmente&#8221;, reconhece. Em meados do ano passado, no exame periódico exigido pela empresa onde trabalha, Marcelo constatou que estava com pré-diabetes e o colesterol nas alturas. No teste ergométrico a médica lhe disse que ele estava ótimo, mas para alguém com 65 anos. As palavras foram tão fortes que ele resolveu mudar o rumo de sua vida. O apoio da família é uma das fontes de motivação a que ele tem recorrido, além, é claro, da busca por mais anos de vida. &#8220;Acordo e olho para minha filha pensando que essa luta é por mais saúde para ficar ao lado dela&#8221;, acredita.</p>
<h2 style="text-align: justify;">CATALISADOR</h2>
<p style="text-align: justify;">O peso deixou de ser um problema e sem essa preocupação ele tem pensado em outras coisas. Para Marcelo, até a troca de carro ou apartamento era deixada de lado: era mais cômodo deixar tudo como estava. &#8220;A sensação que tenho é que a perda de peso virou uma espécie de catalisador, um acelerador de decisões. Os 119,6 quilos funcionavam como âncora, o que me impedia de seguir em frente. Cortei a corrente da âncora e estou seguindo em frente e acelerado, realizando as mudanças na minha vida&#8221;, acredita. Marcelo conseguiu enxergar seu corpo. E conseguiu mudar sua relação com ele porque soube manter a motivação. Segundo a psicoterapeuta familiar Aline Rodrigues, é importante identificar o que leva a pessoa a comer, o que a desanima, mas também que atitudes podem fazer diferença em uma mudança de hábitos. E isso exige um ajuste de mentalidade, uma motivação e uma intenção. É preciso tomar consciência de que agir de forma diferente do que estamos acostumados não é fácil e requer esforço.</p>
<p style="text-align: justify;">Livre-se do  &#8220;e se eu?&#8221;. E é preciso ter metas reais. Segundo a especialista, os pacientes criam muitas expectativas: se eu fosse magro&#8230; se eu conseguisse manter esse peso&#8230; Para enfrentar melhor o desafio do emagrecimento, é importante começar aos poucos, com prazos curtos e metas alcançáveis. &#8220;Quando estipulo uma meta menor do que posso produzir, vou me sentir mais motivado e autoconfiante. Manter expectativas realistas é um importante passo para alcançar o corpo que se deseja&#8221;, explica.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas e outras ferramentas da terapia cognitiva comportamental (TCC) são eficazes em uma mudança de comportamento. &#8220;Só a tomada de consciência é capaz de fazer com que esses candidatos ao emagrecimento tenham sucesso nessa jornada nada mágica como muitos desejariam. Emagrecer exige esforço. Quando tomo consciência do meu comportamento, não responsabilizo ninguém pelo que não consigo. Assim será possível saber: ‘Do que eu realmente tenho fome?&#8217;, &#8216;De comida ou de sentimentos?’&#8221;, sugere.</p>
<h2 style="text-align: justify;">COMPORTAMENTO FUNCIONAL</h2>
<p style="text-align: justify;">Psicóloga americana ensina pessoas acima do peso a repensarem a relação com a comida e propõe uma espécie de emagrecimento permanente</p>
<p style="text-align: justify;">O livro é um best-seller, o que atrai, mas também afasta leitores. Há sempre quem fuja do que considera autoajuda. Em Pense magro por toda a vida (Artmed), Judith Beck atualiza o programa de emagrecimento proposto no seu livro anterior, Pense magro: a dieta definitiva de Beck. Baseado em técnicas cognitivas e comportamentais, o programa, pelo contrário, é fruto das pesquisas iniciadas por seu pai, Aaron Beck, e, posteriormente, seguidas por estudiosos do comportamento em todo o mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Judith auxilia os indivíduos a mudarem a forma como lidam com a alimentação, adquirindo pensamentos, sentimentos e comportamentos mais funcionais e modificando a relação que estabelecem com a comida. No livro mais recente, ela ensina as habilidades necessárias para atingir o emagrecimento permanente. É na proposta da psicóloga americana que se baseiam a maioria dos programas de emagrecimento com o suporte da terapia comportamental cognitiva.</p>
<p style="text-align: justify;">No Programa de Apoio Psicocomportamental ao Emagrecimento (Proapce) do Instituto Mineiro de Endocrinologia, por exemplo, o paciente tem 10 sessões para entrar em contato com técnicas de remodelagem dos pensamentos sabotadores que servem de gatilho para o ato de comer. Outro foco é o aprendizado de novos comportamentos, o autoconhecimento, o aprimoramento do autocontrole e o gerenciamento da ansiedade e do estresse.</p>
<h2 style="text-align: justify;">REALIDADE</h2>
<p style="text-align: justify;">Para a psicóloga Halina Rezende, coordenadora do Proapce, na terapia comportamental cognitiva direcionada ao emagrecimento o paciente, primeiramente, precisa ver o que está ocorrendo com seu corpo. &#8220;Ele não tem noção, senão não pesaria 90, 100 quilos. A pessoa que quer emagrecer precisa entrar em contato com essa realidade, porque é comum que tenham uma imagem corporal distorcida. Muitas vezes, só quando emagrecem conseguem perceber a que peso chegaram&#8221;, explica.</p>
<p style="text-align: justify;">Para a produtora de moda Ana Carolina Costa Nunes, por exemplo, o peso demorou a se tornar um problema real. &#8220;Todos sempre falavam que eu era uma pessoa legal, que chamava a atenção pelo senso de humor e outras qualidades, mas que deveria emagrecer. Contudo, nunca me importei muito, apesar de tentar fazer dieta desde os 12 anos. Virou um problema quando percebi que já estava me aproximando dos 30. Minha mãe costuma dizer que antes dessa idade eu conseguiria fazer o que quisesse com meu corpo com facilidade. Depois, seria mais difícil.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Mas foi uma viagem com a mãe e amigos para Buenos Aires o ponto final. Ana sentiu algumas dificuldades e as roupas não estavam mais servindo. &#8220;A partir desse momento, minha autoestima, que nunca me afetou, como ocorre com a maioria das pessoas que têm excesso de peso, passou a incomodar. Parei de sair, de encontrar os amigos e de fazer coisas básicas. Só ficava em casa e decidi mudar meus hábitos por completo.&#8221; O que a motivou dessa vez foi a ideia de se sentir bem e realizada consigo mesma, o que ela aprendeu na TCC.</p>
<h2 style="text-align: justify;">PARCERIA</h2>
<p style="text-align: justify;">São várias técnicas para ajudar o paciente no processo de emagrecimento, mas o psicólogo também se torna um companheiro de viagem. O estudante Henrique Vilela, de 19 anos, começou a ter problemas com seu peso por volta dos 11, muito em função das críticas dos colegas. Ele tentou diferentes técnicas para emagrecer, mas sempre recuperava o peso. No final de 2012, entretanto, algo foi diferente: &#8220;Tinha um projeto para mudar completamente a minha pessoa para 2013&#8221;, conta. Chegou a perder 25 quilos com a combinação de dieta com endocrinologista, atividade física e acompanhamento psicológico.</p>
<p style="text-align: justify;">Para Henrique, é um processo difícil, principalmente quando vê outras pessoas fazendo coisas que ele não pode, como comer quilos de chocolate. &#8220;Dá muita raiva ver aquele seu amigo magrelo fazendo isso. A motivação para esses desafios é saber que, ao emagrecer, você poderá fazer várias coisas que outras pessoas fazem e que você não podia fazer antes&#8221;, acredita o estudante, que com a terapia comportamental cognitiva tem transformado seu modo de encarar a perda de peso.</p>
<p style="text-align: justify;">Os diários também são uma ferramenta da TCC direcionada ao emagrecimento. Segundo a psicoterapeuta familiar Aline Rodrigues, neles devem ser escritas as falhas e os deslizes, pois eles revelam os gatilhos e situações que levam a pessoa em processo de emagrecimento a comer. &#8220;Escorregar de vez em quando é normal e não é motivo para desistir. Quando a pessoa toma consciência dessa falha, fica mais atenta para não deslizar de novo&#8221;, explica.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2014/02/02/noticia_saudeplena,147406/terapia-comportamental-e-aliada-para-perder-peso-e-manter-a-forma.shtml</p>
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