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	<title>Medicação - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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	<title>Medicação - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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	<item>
		<title>Conversando sobre as medicações psiquiátricas &#8211; parte 2</title>
		<link>https://casule.com/blog/conversando-sobre-as-medicacoes-psiquiatricas-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Apr 2018 10:31:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Medicação]]></category>
		<category><![CDATA[medicações]]></category>
		<category><![CDATA[medicações psiquiátricas]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiátricas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se de um lado, conforme vimos no texto anterior, existem aquelas pessoas que apresentam grande resistência para tomar uma medicação de cunho psiquiátrico, de outro encontramos pessoas que fazem um uso abusivo e até mesmo prejudicial dessas medicações. A automedicação, a medicação excessiva, a busca por resultados imediatos e pelo alívio instantâneo dos sintomas são [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Se de um lado, conforme vimos no texto anterior, existem aquelas pessoas que apresentam grande resistência para tomar uma medicação de cunho psiquiátrico, de outro encontramos pessoas que fazem um uso abusivo e até mesmo prejudicial dessas <strong>medicações</strong>.</p>
<p>A automedicação, a medicação excessiva, a busca por resultados imediatos e pelo alívio instantâneo dos sintomas são questões chaves deste assunto, principalmente quando tratamos de ansiolíticos e antidepressivos. A busca pela vivência de estados de prazer e alegria se tornaram constantes nos dias atuais, assim como a alta performance e a alta produtividade. Dessa forma, não há espaço para sentimentos contrários àqueles, especialmente se eles forem “atrapalhar” a vida diária. O sofrimento, a tristeza, a ansiedade e até mesmo a frustração, que são naturais e podem nos fazer crescer, não têm mais espaço e devem ser abolidos imediatamente com uma a boa dose de medicação.</p>
<h2 class="entry-title">Medicações Psiquiátricas</h2>
<p>Em muitos casos há realmente a necessidade do tratamento medicamentoso, mas é extremamente importante saber diferenciar, por exemplo, uma depressão (caracterizada por sofrimento intenso e outros sintomas muito incapacitantes) de uma tristeza ou rebaixamento de humor por acontecimentos normais da vida.</p>
<p>Nessa ânsia de viver uma felicidade plena, muitas pessoas buscam o médico com o intuito de transformar seu humor para que não haja espaço para a irritação, a ansiedade, ou para a tristeza. Vive-se uma alegria artificial, sem a capacidade de uma reflexão crítica sobre essa situação.</p>
<p>Existe uma linha muito tênue entre o que é saudável ou patológico, entre o que é normal ou não. É importante que esta diferenciação seja feita de maneira responsável e muito cuidadosa para que não haja uma banalização dos transtornos psiquiátricos. Problemas graves de saúde podem ser ocasionados pelo uso abusivo e mal indicado de <strong>medicações</strong> psiquiátricas.</p>
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		<item>
		<title>Transtorno de bipolaridade (vídeo completo)</title>
		<link>https://casule.com/blog/transtorno-de-bipolaridade-video-completo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Mar 2018 22:24:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
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		<category><![CDATA[terapia]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno bipolar]]></category>
		<category><![CDATA[tristeza]]></category>
		<category><![CDATA[variação de humor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿ CLIQUE e inscreva-se no canal: Confira com Christina Daret, Psicologia da Casule! &#160; Transtorno de bipolaridade Você conhece alguém ou você mesmo passa por várias variações de humor, que vão de um estado muito deprimido à períodos de extrema euforia ou alegria? Você pode estar convivendo com alguém com transtorno bipolar. Você também pode [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/JTN75nnjydI?list=PL7HjJi5IlOnSuyglBYSux1wH-BSJb2hSa" width="853" height="480" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; 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<p>&nbsp;</p>
<h1 class="title style-scope ytd-video-primary-info-renderer">Transtorno de bipolaridade</h1>
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		<title>“Não consigo parar de arrancar os meus cabelos!! E agora?” Conheça a Tricotilomania</title>
		<link>https://casule.com/blog/nao-consigo-parar-de-arrancar-os-meus-cabelos-e-agora-conheca-tricotilomania/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Oct 2017 14:30:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[#estresse]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Medicação]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitivo-comportamental]]></category>
		<category><![CDATA[Tricofagia]]></category>
		<category><![CDATA[tricotilomania]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tricotilomania é o impulso urgente e irreprimível da pessoa arrancar o próprio cabelo ou pelos, seja do couro cabeludo, cílios, sobrancelhas, barba ou outras partes do corpo. É um tipo de transtorno compulsivo, como o transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e embora a pessoa saiba que o que está fazendo não é certo, ela não consegue [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tricotilomania é o impulso urgente e irreprimível da pessoa arrancar o próprio cabelo ou pelos, seja do couro cabeludo, cílios, sobrancelhas, barba ou outras partes do corpo. É um tipo de transtorno compulsivo, como o transtorno obsessivo compulsivo (<a href="http://www.minhavida.com.br/temas/Transtorno-Obsessivo-Compulsivo">TOC</a>) e embora a pessoa saiba que o que está fazendo não é certo, ela não consegue se controlar e continua puxando e arrancando fios de cabelo.</p>
<p>O problema é mais comum – e perigoso – do que parece. Acredita-se que <strong>até 4% da população</strong> pode ser afetada, sendo as mulheres quatro vezes mais propensas a desenvolver o quadro do que os homens.</p>
<p>Não se sabe exatamente que fatores interferem no surgimento da tricotilomania. Algumas pessoas manifestam o comportamento desde crianças, outras passam a arrancar os fios após algum acontecimento importante, estressante ou traumático. Acredita-se que fatores genéticos também possam ter alguma influência no surgimento do distúrbio, assim como alterações naturais nas reações químicas do cérebro que envolvem a serotonina e a dopamina.</p>
<p>Apesar das associações frequentes com stress e ansiedade, em grande parte dos casos o comportamento aparece em situações entediantes ou de forma “automática”, como um <strong>hábito</strong>, sem muita atenção dirigida ao que se está fazendo (os fios são puxados distraidamente enquanto a pessoa estuda, assiste televisão, fala ao telefone ou lê um livro, por exemplo).</p>
<p>Em outras situações o tricotilomaníaco procura por fios dentro de um critério específico (numa área definida da cabeça, com uma textura ou comprimento determinados, que pareçam arrepiados ou fora do lugar, que sejam brancos ou mais claros/escuros que os demais). Muitas pessoas dizem sentir <strong>tensão e ansiedade</strong>, seguidos por um grande <strong>alívio</strong> ao arrancar os fios e, mais tarde, <strong>culpa</strong> por tê-lo feito – o que aproxima o quadro dos padrões observados em um <strong>vício</strong>.</p>
<p>Normalmente o comportamento se manifesta quando o indivíduo está sozinho, sendo comum também outros comportamentos compulsivos, como roer unhas, mastigar os lábios ou mesmo machucar a própria pele.</p>
<p>O distúrbio é motivo frequente de <strong>constrangimento social</strong>, seja pelas críticas de familiares e amigos (que muitas vezes não entendem que o comportamento é um distúrbio, e não uma escolha simples e fácil de interromper), seja pelo impacto visual gerado quando as áreas de raleamento ou ausência total de cabelos ficam evidentes. É comum que o tricotilomaníaco tente esconder os sinais usando lenços, chapéus e outros artifícios para cobrir as áreas mais danificadas do couro cabeludo, ou deliberadamente arrancando fios de áreas diferentes da cabeça para distribuir o efeito e torná-lo menos perceptível.</p>
<p>Muitas pessoas “brincam” com os fios arrancados, enrolando-os nas mãos, analisando-os ou levando-os à boca, podendo até mesmo engoli-los. Esse quadro é chamado de <strong>tricofagia</strong> e pode levar a vômitos, dores abdominais, sangramentos internos e obstruções gastrointestinais severas, que às vezes exigem intervenção cirúrgica e podem até ser fatais se não forem devidamente diagnosticadas a tempo.</p>
<p>Os fios arrancados podem levar <strong>de alguns meses até muitos anos</strong> para se recuperarem completamente (dependendo do comprimento do cabelo e da velocidade com que ele cresce). Se o trauma causado ao folículo for muito grande (o que pode acontecer especialmente com o arrancamento repetido dos fios durante muito tempo), pode ser que ele <strong>pare totalmente de produzir cabelo</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Diagnóstico de Tricotilomania</strong></p>
<p>Não existem exames que determinem se a pessoa tem ou não tricotilomania, no entanto, os critérios diagnósticos presentes no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) são:</p>
<ul>
<li>Puxar fios de cabelo repetidamente, o que resulta em perda de cabelo noticiável;</li>
<li>Tentar repetidamente parar de arrancar fios de cabelo, ou pelo menos querer reduzir o hábito;</li>
<li>Arrancar fios de cabelo em situações estressantes no trabalho, escola ou outros círculos sociais;</li>
<li>Perda de cabelo não relacionada a outros problemas de saúde.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Tratamento de Tricotilomania</h2>
<p>O primeiro passo para o tratamento é <strong>reconhecer o que está acontecendo</strong>. O indivíduo precisa aceitar a sua condição e entender que se trata de um comportamento compulsivo, sério e que requer tratamento.</p>
<p>Algumas pessoas tentam controlar o quadro por conta própria, mas é importante dizer que não conseguir parar sozinho não é um fracasso. Controlar um distúrbio apenas com a própria força de vontade pode ser possível, mas muitas vezes é o caminho mais difícil e sofrido. <strong>Pedir e aceitar ajuda</strong> podem ser os passos mais importantes para que alguém consiga finalmente dominar o problema.</p>
<p>O tratamento considerado mais efetivo atualmente é a<strong> </strong><strong>terapia cognitivo-comportamental</strong>, realizada por psicólogos especializados. Existem vários métodos dentro desta categoria, mas de maneira geral identificam-se os fatores que podem desencadear o impulso de arrancar os cabelos (horas do dia, acontecimentos, sensações, estados mentais, locais específicos, etc) e então são adotadas alternativas para abordá-los, substituindo a resposta automática de puxar os fios por comportamentos inofensivos.</p>
<p>Nos casos mais severos e associados a outros distúrbios é possível buscar <strong>tratamento psiquiátrico</strong>, com administração de antidepressivos, ansiolíticos e outros medicamentos relacionados, mas na maioria dos casos o tratamento psicológico já apresenta resultados bastante satisfatórios.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><a href="http://www.minhavida.com.br/saude/temas/tricotilomania" target="_blank" rel="noopener noreferrer">http://www.minhavida.com.br/saude/temas/tricotilomania</a></p>
<p><a href="http://www.chegadequeda.com.br/tricotilomania/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">http://www.chegadequeda.com.br/tricotilomania/</a></p>
<p><a href="http://www.scielo.br/pdf/rpp/v28n1/v28n1a16.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">http://www.scielo.br/pdf/rpp/v28n1/v28n1a16.pdf</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Será que o que você vê no espelho é real?</title>
		<link>https://casule.com/blog/psicologia/sera-que-o-que-voce-ve-no-espelho-e-real/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Aug 2017 14:30:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Aparência]]></category>
		<category><![CDATA[desequilíbrio]]></category>
		<category><![CDATA[distúrbio de imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Medicação]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno dismórfico corporal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://casule.com/?p=6428</guid>

					<description><![CDATA[<p>O transtorno dismórfico corporal (TDC) ou simplesmente dismorfofobia é uma preocupação obsessiva com algum defeito corporal suposto ou de mínima realidade, que afeta a aparência física. Na maioria das vezes esta condição mórbida ocorre nos adolescentes de ambos os sexos, mas pode ocorrer também em adultos, principalmente nas mulheres. O transtorno dismórfico corporal é constituído [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O transtorno dismórfico corporal (TDC) ou simplesmente dismorfofobia é uma preocupação obsessiva com algum defeito corporal suposto ou de mínima realidade, que afeta a aparência física. Na maioria das vezes esta condição mórbida ocorre nos adolescentes de ambos os sexos, mas pode ocorrer também em adultos, principalmente nas mulheres. O transtorno dismórfico corporal é constituído por pensamentos praticamente delirantes, com características obsessivas, resistentes a todas as demonstrações objetivas em contrário (opinião das demais pessoas, espelhos, balanças, fotos etc.), além de serem intrusivos à consciência e em geral acompanhados por rituais.</p>
<p>Os sintomas podem se desenvolver gradual ou abruptamente. Embora a intensidade dos sintomas possa variar, o transtorno é habitualmente crônico, a não ser que os pacientes recebam tratamento adequado. Os sintomas comumente envolvem face ou cabeça, mas podem envolver qualquer parte do corpo ou várias partes, podendo mudar de uma parte para outra. Por exemplo, os pacientes podem se preocupar com perda de cabelo, acne, rugas, escaras, marcas vasculares, cor da fisionomia, excesso de pelos faciais ou corporais. Ou pode focar em forma ou tamanho de uma parte do corpo, como nariz, olhos, ouvidos, boca, mamas, nádegas, pernas ou outras partes do corpo. Os homens podem ter uma forma do transtorno chamada dismorfia muscular, que envolve a preocupação com a ideia de que seu corpo não é suficientemente magro e musculoso.</p>
<p>Os pacientes costumam gastar de 3 a 8h por dia pensando em seus defeitos percebidos e tem controle apenas limitado sobre esses pensamentos. Tentar explicar que o defeito físico é inexistente ou menor será inútil; indivíduos com transtorno dismórfico corporal continuarão a agonizar sobre suas falhas percebidas. Muitos checam a si mesmos, com frequência, em espelhos (olhando nas portas reflexivas, janelas e outras superfícies refletoras), outros evitam espelhos e outros ainda alternam entre os dois comportamentos. Outros rituais compulsivos comuns incluem asseio excessivo, busca por reafirmação e mudanças de roupas. A maioria tenta camuflar seus defeitos imaginários – por exemplo, deixando crescer a barba para esconder cicatrizes ou usando chapéu para cobrir leve perda de cabelos. Muitos procuram tratamentos cosméticos, médicos (mais comum, dermatológico), dentários ou cirúrgicos para corrigir seu defeito percebido, mas esse tratamento geralmente não tem sucesso, o que pode intensificar o seu sofrimento.</p>
<p>Algumas pessoas exibem preocupação com o cheiro corporal (mau hálito, odor das axilas ou dos pés) que exalam ou com uma alegada “feiúra” geral. As pessoas com transtorno dismórfico corporal normalmente demoram muito em atividades como verificar sua aparência num espelho, apalpar sua pele com os dedos, pentear e ajeitar os cabelos, cuidar de sua pele, comparar-se com os modelos em revistas etc. Tudo isso leva as pessoas que sofrem do mal a evitar lugares públicos e até mesmo sair de casa. Alguns deixam suas casas apenas à noite; outros nem assim, o que pode resultar em isolamento social, hospitalização repetida e comportamento suicida.</p>
<p>Como muitos pacientes ficam envergonhados e embaraçados demais para revelar seus sintomas, o transtorno pode não ser diagnosticado por anos, sendo diferente de preocupações normais com a aparência, pois consome tempo e causa desconforto significativo, prejuízo no funcionamento ou ambos.</p>
<p>As causas do transtorno dismórfico corporal são bastante discutíveis e existem algumas teorias que tentam explicá-las: a teoria biológica sugere que haja um aspecto genético e que o distúrbio se acompanha de um desequilíbrio da serotonina ou de outros neurotransmissores no cérebro. Há também relato de casos que tiveram início pós-<a href="http://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/510324/encefalites+definicao+causas+sintomas+diagnostico+tratamento+e+evolucao.htm">encefalite</a> ou pós-<a href="http://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/27150/meningite.htm">meningite</a>. A explicação psicológica aponta para uma baixa auto-estima; a educação rígida ou pais superprotetores; poucos amigos durante a fase escolar; ganhos secundários; famílias em que se dá maior ênfase em conceitos estereotipados de beleza; comentários, ainda que inócuos ou neutros, em relação à aparência; acidentes traumáticos; e a deficiência de carinho e aprovação na infância, levando a uma autocrítica destrutiva e a sentimentos de abandono. Os adolescentes podem ter medo de ficar sozinhos e isolados por toda sua vida ou acreditar que serão inúteis se não conseguirem corrigir aspectos da sua aparência. Eles desejam uma perfeição ideal em sua aparência, o que é impossível. Uma vez que a doença tenha se desenvolvido, ela é mantida pela excessiva atenção que a pessoa dedica a um comportamento auto-centrado, como verificar o “defeito” percebido e fazer comparações com outras pessoas.</p>
<p>O transtorno dismórfico corporal pode estar associado com o Transtorno Depressivo Maior, Transtorno Delirante, Fobia Social e Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e o seu tratamento geralmente inclui terapia cognitivo-comportamental (TCC), medicação e aconselhamento comportamental.</p>
<p><strong>                A Terapia cognitivo-comportamental (TCC)</strong> ajuda as pessoas a reduzir comportamentos problemáticos por desafiar suas crenças e pensamentos negativos. Ajuda a ter uma visão e parar pensamentos negativos automáticos enquanto aprende a se autoavaliar de uma forma mais realista e positiva. Indivíduos também podem aprender maneiras saudáveis de lidar com impulsos ou rituais, como a verificação no espelho. Já a m<strong>edicação, normalmente </strong>antidepressivos, complementam o tratamento.</p>
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